Wellington Silva e Magno Alves: os extremos da função (por João Boltshauser)

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Um encontro raro ocorreu no jogo de ontem, no qual o Fluminense venceu o Ypiranga de Erechim e avançou para as oitavas de final da Copa do Brasil. Com as substituições feitas por Levir Culpi na segunda etapa, o Fluminense passou a ter em campo ao mesmo tempo o mais velho e o mais jovem goleadores de sua história. Ao menos na era profissional.

O atacante Wellington Silva, que reestreou ontem muito bem por sinal, marcou apenas um gol em sua primeira passagem pelo clube. Precisamente no dia 28/2/2010 quando o Fluminense venceu o Friburguense por 5 a 1 pelo Campeonato Carioca no Maracanã. Na ocasião o atacante tinha exatos 17 anos, 1 mês e 22 dias, e nenhum jogador mais jovem que isso balançou as redes pelo Fluminense desde a implantação do regime profissional, em 1933.

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Wellington é superado nesse quesito apenas por alguns jogadores do início do século passado, nos primórdios do futebol amador, quando era relativamente comum adolescentes de 16, até mesmo 15 anos, integrarem as equipes principais.

Magno Alves por sua vez, como é de conhecimento geral, é o jogador mais veterano da história do clube. A cada vez que em entra em campo, e também a cada tento assinalado, apenas eleva os recordes que já detém. O de ontem foi marcado aos 40 anos, 6 meses e 14 dias.

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Um encontro inusitado sem dúvida alguma, de dois jogadores que saíram do Fluminense e retornaram anos depois para esse momento improvável. Não tenho conhecimento de situação parecida em outros clubes.

Com a devida ressalva do adversário não ser dos mais qualificados, a reestreia de Wellington Silva foi animadora. O atacante deixou o Fluminense muito cedo, após brilhante passagem em Xerém. Wellington foi o grande destaque do time na conquista da Nike Cup Sub-15 em 2008. A competição, que o Fluminense venceu também em 2005, é possivelmente o único mundial de clubes de fato em se tratando de divisões de base, com eliminatórias ao redor do mundo inteiro e uma fase final no lendário Old Trafford.

WS e Magno

Certamente ali ele chamou a atenção de grandes clubes europeus, como o Arsenal, que acabou desembolsando uma boa quantia para contratá-lo mais adiante. Passou quase que de passagem pelas categorias juvenil e júnior, e desembarcou no profissional apenas um ano e meio depois da Nike Cup. Teve algumas chances com Cuca mas não caiu nas graças de Muricy. Fez parte do elenco campeão brasileiro de 2010, embora tenha jogado apenas as duas primeiras partidas. Foi para a Europa onde rodou por mais de cinco anos em clubes pequenos sem conseguir se destacar.

Quem sabe o Fluminense não é o melhor lugar para ele se reencontrar? Torçamos.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: globo/ffc/lance

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