Vitória da esperança (por Crys Bruno)

unnamed

 

O Fluminense venceu. Esse é o primeiro ponto importante depois de dois meses finais de 2016 sem isso. O Fluminense venceu e me convenceu. Havia posto fé no time do meio-campo para frente mas não esperava um nível já tão bom para a primeira peleja.

Sem medalhões mas com jogadores bons de bola e que se encaixam, fundamental para se ter um time competitivo que caia no gosto da torcida, a vitória de ontem mostrou mais coisas positivas que negativas. Vou começar pelas últimas.

O setor defensivo continua assustando. Cavalieri, uma grande preocupação minha, pareceu mais magro embora ainda preso no gol. Espero vê-lo agredindo a bola mais no jogo aéreo pelas pr+oximas partidas.

O bate cabeça da defesa é até compreensível por ser um time novo, desentrosado. Além disso, jogadores defensivos no futebol brasileiro são cada vez mais brucutus, pecando na habilidade e categoria. É o que vejo nos “Renatos”.

Renato, o Chaves, nunca me inspirou confiança. Continuo o vendo como um Gum mais novo. Se eu não assistisse os zagueiros dos outros times, me preocuparia tremendamente.

Ainda vou esperar o trabalho de posicionamento do Abel e entrosamento da primeira linha de quatro com os volantes, fundamental porque sabemos ser determinante para que se diminuam os erros individuais, inclusive do Henrique, que falha mais por ter que cobrir seus companheiros.

Renato, o lateral, não tem futebol nem personalidade para atuar num clube grande, de tamanha pressão e exigência. Até para a reserva eu não gosto dele, mas como Xerém não nos deu um lateral direito ainda, sofreremos.

O que me preocupa é o Lucas não conseguir ser o Lucas do Figueirense e Botafogo. Nesse time atual, muito habilidoso e leve no meio e ataque, o lateral não precisa ser o Garrincha, se preocupando mais com a linha de defesa, indo só no apoio. Deverá ajudar o Lucas a ser o bom lateral que é.

Falando na lateral, o que queria ver do Léo, eu vi. Mais encorpado, indo bem no apoio e na linha defensiva, sofre ainda ao fechar com a zaga no jogo aéreo, mas quando houver melhor posicionamento e entrosamento da zaga com os volantes, ele terá cobertura. É o nosso titular. Contratar uma “aposta” será para ser seu reserva.

A dupla de volantes sofreu sem a bola, natural. Mas foi muito bem com a pelota nos pés. Destaque para Orejuela: que categoria, passes longos e verticais perfeitos. Só seguraria mais o Douglas. Não defendo a necessidade de um primeiro volante. Sem a bola, é mais questão de posicionamento e entrosamento entre eles.

Atenção, modernos: volante que só marca sem passe vertical é coisa dos anos 1990 até 2009. Voltamos aos anos 1960, 70, 80. Volantes modernos precisam jogar como Pintinho, Delei, Gérson. Volantes modernos precisam ser como Kross, Modric, Xavi Alonso, Busquets. Até os volantes mais fortes como Naigolan e Vidal jogam com qualidade de passe.

Para o quarteto ofensivo talentoso e leve deslanchar, manter Douglas e Orejuela na saída de bola será o pulo do gato. Conto com Abel e Henrique para ajeitar a meiuca defensiva, compactá-los.

E o quarteto ofensivo, hein? Como eu esperava e apostava, porque gosto de me desafiar na previsão do que comentar depois do jogo, tipo engenheiro de obra pronta, Sornoza, Lucas Fernandes, Welington, Scarpa, Richarlison e Pedro, que não tinha visto ainda jogar e fiquei impressionada, darão conta com talento e gás para que o Fluminense aporrinhe os favoritaços do precário e marketeiro jornalismo brasileiro, com um time de futebol encaixado e bom.

Domingo tem o Vasco. Apesar do setor defensivo todo para acertar e isso, quando ainda se está desmontando um elenco irresponsavelmente montado por um falso austero Peter Siemsen, há boa motivação e esperança para irmos ao Engenhão porque uma coisa é certa: a alma e o comprometimento voltaram. Valeu, Abel! Valeu, rapazes!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @CrysBrunoFlu

Imagem: bc

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

 caracteres