Mais um passo do “Timinho” (por Paulo-Roberto Andel)

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Nas últimas semanas, o Fluminense deu um passo, um grande passo. Não é possível afirmar se isso pode significar uma decolagem ou um cancelamento de voo. Ainda é cedo demais. Mas que foi bom pra cacete, foi!

É inegável que a retumbante goleada sobre o Flamengo – sem essa conversa fiada de time reserva, que só engana trouxas – aumenta a reserva de oxigênio de um time que, a cada dia, parece ter mais uma cara, um conjunto, um sentido gregário. Passamos o trator e o resultado não condiz com a partida: seis ou sete teria sido o mais razoável.

A se confirmar uma boa temporada em 2018 com estas características, não será novidade em Laranjeiras: 99% dos nossos times que fizeram sucesso e alegraram a torcida, com ou sem título, foram formados sob o mais intenso ceticismo e geralmente com nomes desconhecidos, ou mesmo recauchutados.

É inegável reconhecer que Gilberto, mesmo não sendo um  jogador de brilho técnico, tem sobressaído nas partidas e surgindo como elemento surpresa na finalização – já fez mais  gols pelo Flu em dois meses do que em toda a sua carreira anterior. Ibañez está se firmando com boas raízes. Na esquerda, Ayrton e Marlon têm sido regulares e qualificados.

No meio, Richard e Jádson aliam combate e saída, especialmente o segundo, vide o Fla-Flu. É consenso de que Sornoza está em franca recuperação desde sua contusão ano passado, tem chamado o jogo para si e se destacado tecnicamente (uma pena que Orejuela seja uma cabeça de vento, pois seria o ano para brilhar em campo).

Falando do ataque, Pedro ainda precisa amadurecer, mas marcou gols e tem dado passes excelentes. Robinho ainda não jogou como nos tempos de Figueirense, mas tem bola; basta algum tempo. Sobre Marcos Jr., é impossível não reconhecer sua luta permanente em campo e merece todo o crédito.

Os nomes aqui elencados não constituem um timaço avassalador, mas o que todos temos visto – ao menos os que não veem os jogos com os óculos da politicagem – é que o conjunto tricolor tem jogado de maneira eficiente e, com alguns  reforços pontuais, a base atual é capaz sim de brigar no primeiro terço da tabela do Campeonato Brasileiro, sem o eterno temor da zona de rebaixamento.

Vamos dar tempo ao tempo, sem deslumbramentos, sabendo que o primeiro semestre é sempre mais difícil do que o primeiro, mas também sem brigar com os fatos.

Ver o “Timinho” espancar o rival multimilionário e midiaticamente superior rendeu um sábado de imensa felicidade à nossa torcida.

Contudo, um passo de cada vez.

Há muito a ser feito dentro e fora de campo – espero que Abad escute todos os seus aliados.

À beira da linha lateral, o Abelão tem comandado um Fluminense new blood, com a cara de velhos times nossos que viraram grandes posters – outro dia mesmo éramos um bando e, depois das semanas de treinamento e ritmo, tudo indica que o cenário é outro. Vamos ver no que dá. Roll the bones.

De toda forma, terminamos fevereiro de maneira muito melhor do que tínhamos começado janeiro, mesmo sabedores de que, em futebol, tudo é um sopro.

Por ora, mais um jogo pela Copa do Brasil em nosso palco de glórias.

Ok, ainda precisamos de muita coisa, mas como não incentivar o Fluzão depois destas últimas três semanas?

Hora de empurrar o time a mais uma fase da competição. Mais duas vitórias, pela Copa do Brasil e pela Taça Rio, e teremos um time ainda mais comprometido com os resultados e confiante.

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É óbvio que salários em dia são a melhor preparação física e psicológica de qualquer time.

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Quem, no ano passado inteiro e no começo deste, vivia do “quanto pior, melhor”, apedrejando o Fluminense por questiúnculas decorrentes da eleição de 2016 (uma promessinha ali, um emprego acolá, um likezinho pra lá, cinco minutinhos de notoriedade etc), ao primeiro contraponto dizia: “Eu não tenho culpa desta situação de merda no Fluminense”.

Por questão de lógica, também não possui qualquer mérito sobre o atual momento do Flu em campo, mesmo que este venha a ser efêmero – o que evidentemente não queremos.

De adversária do nosso time, já basta a FlaPress.

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Time grande tem cobrança, protesto, o escambau. É normal. Sendo dentro da lei, nenhum problema e, em certos casos, é mais do que necessário. Já participei de vários. Noutras vezes, caiu nas minhas mãos a defesa institucional do clube e, pelo que parece, cumpri bem o meu papel.

Favor não confundir reivindicações mais do que justas com o mar de negatividade 24 horas por dia que se tentou impor criminosamente ao Flu, planejado e combinado nos Whats da vida. .

Tudo tem seu tempo.

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Abre teu olho, Gustavo Trapaça: a torcida do Palmeiras não vai ter a mesma paciência da do Fluminense.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

#JuntosPeloFlu

Imagem: rap

7 Comments

  1. Amigo Andel, te respeito admiro e sou seu leitor e companheiro de arquibancada. Mas vai aí uma crítica, que espero seja construtiva. Vocès, a turma do Panorama, é que ficam mantendo as picuinha eleitorais ativas nas redes sociais. Leio todos os blogueiros tricolores. As críticas que fazem, tanto ao time quanto à diretoria, além de justas são muito necessárias, pois vem fazendo nossa torcida e clube sofrerem muito no ultimo ano. Sou sócio e com direito a vot, Me senti enganado pela chapa do Abad.

    1. Andel: amigão Marcus, acho que você está totalmente equivocado na sua premissa “a turma do Panorama, é que ficam mantendo as picuinha eleitorais ativas nas redes sociais”. Nosso blog não teve, não tem e não terá essa postura. Por sinal, algumas das mais duras críticas à gestão foram publicadas por colaboradores daqui. A diferença é que no PANORAMA ninguém aluga opinião porque se comprometeu com candidato A ou B ou procura emprego no clube.

      Quanto ao sofrimento, é de todos os torcedores, não apenas quem votou em um ou outro.

      Se você lê todos, sabe quem é que faz picuinha.

      Abraçaço.

  2. Gustavo Trapaça vai parar num time pequeno, emprestado pela eternidade. Mirassol ou Oeste serão seus novos destinos, estou cravando. E depois que seu contrato encerrar no Palmeiras, vai rodar por times da Série B ou irá para o exterior, para um centro tipo a Bélgica, por exemplo. No final da carreira, jogará nos pequenos do Rio.

  3. Bom dia, Paulo. Estes resultados são importantíssimos prá nossa confiança. Maus resultados também virão. Faz parte do processo de reestruturação. Que seja uma ótima base para 2019. E com o Abelão. Nada se faz prá ontem. Abraços.

  4. Pro Brasileiro precisa pelo menois de um zagueiro, um meia e um matador na area, com esse pedro não dá.

  5. Quanto ao Scarpa, também concordo. Provavelmente irá se perder nos descaminhos do futebol. Já o Dourado, itinerante, deixou uma oportunidade única, rara, de se estabelecer como líder e ídolo do Fluminense. Pena.

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