Fluminense 2 x 4 Santos: atuações (por Mauro Jácome)

mauro jácome panorama green

ENTRANDO EM CAMPO…

Merecidamente, Magno Alves assume o comando de ataque tricolor. Não aguenta 90 minutos com seus 40 anos? Provavelmente, mas dentro do elenco é o mais gabaritado. Depois, cansado, coloca o Richarlison para correr em cima da defesa já desgastada do Peixe. A outra alteração gera discussão: Pierre volta no lugar de Edson. Estava na cara de que, quando estive recuperado, Pierre retomaria a titularidade. Apesar de o Edson demorar um pouco a se ajeitar com o Douglas nos jogos, a dupla é a melhor até o momento. Os números dizem isso. Com Pierre em campo, o Fluminense empatou uma, perdeu outra e tomou 4 gols. Com Edson, sem o jogo contra o Sport, ganhou 3, empatou 3 e tomou 2 gols. Em Recife, quando Edson saiu, o jogo estava 0x0.

DIEGO CAVALIERI

Apesar do chute cruzado, falhou no gol de Gabriel. Era defensável. No quarto gol, poderia ter saído em cima do jogador do Peixe. Nunca mais foi responsável por um bom resultado.

JONATHAN

Começou lançado na intermediária alvinegra. Fez um primeiro tempo mais incisivo e tentou usar a velocidade para chegar ao fundo do campo. No entanto, dá muito espaço na marcação. Pelo seu lado o Santos chegou sempre com perigo. No primeiro gol do Santos, evitou o choque com Rodrigão. No segundo, tocaram a bola e lançaram às suas costas sob seus olhares. No terceiro, ficou pelo meio do caminho. Todo mundo está cansado dele.

GIOVANNI

Ajudou na pressão em busca do empate, mas depois caiu na mesmice.

GUM

Indeciso no gol de Rodrigão, viu Henrique tomar a volta. Podia ter espanado o lance. No terceiro, foi marcar no campo adversário, tomou um drible e deixou um buraco atrás para Cittadini avançar e armar a jogada. Ficou olhando a bola viajar pelo alto no quarto gol do Santos.

HENRIQUE

Outra volta, Henrique? Se fosse um garoto… Até o tal de Rodrigão o fez de gato e sapato. No terceiro gol, não conseguiu acompanhar Rodrigão e Gabriel e deu condições para que chegassem ao gol de Cavalieri. Fora de posição no quarto gol. Perde todos os lances de velocidade. Além disso, em muitas vezes toma a posição de Gum e desorganiza a linha de marcação. Mais uma trágica atuação.

WELLINGTON SILVA

Com Marcos Junior pelo seu lado, não procurou a linha de fundo. Foi envolvido nas vezes que Victor Ferraz e Gabriel trabalharam juntos. Costuma dar o bote e, contra jogadores rápidos e habilidosos como os do Santos, leva o drible. Belo passe para Gabriel marcar o terceiro. Com a entrada de Giovanni, foi para a direita. Por lá, continuou a tomar dribles.

PIERRE

Teve vida tranquila até o primeiro gol do Santos, pois o domínio do Fluminense desafogou a marcação defensiva. Ficou preso à frente de Gum e Henrique. No entanto, quando o Santos tocou com rapidez, ficou para trás. Com três gols contra, perdeu a função em campo.

MARANHÃO

Entrou para operar um milagre. “O que um Maranhão faria no Espírito Santo?”, pensei… E não é que o cara entrou bem? No entanto, quando o Fluminense esboçava a reação, tomou o quarto gol. Depois disso, voltou a ser o Maranhão dos outros jogos.

DOUGLAS

Com a marcação por pressão, posicionou-se no círculo central para dar retaguarda aos homens de frente. No segundo gol do Santos, não acompanhou Gabriel com velocidade. Tentou ajudar na reação, mas não conseguiu avançar porque havia enormes espaços no meio-campo quando o Santos contra-atacava.

CÍCERO

Começou avançado e marcando a saída de bola do Santos. Responsável pela organização, trabalhou bem com Gustavo Scarpa na intermediária santista até a metade do primeiro tempo. Desapareceu no segundo tempo e matou o meio-campo. Por que nunca sai?

GUSTAVO SCARPA

Menos preso no lado de campo do que nos jogos anteriores, foi mais ativo e criativo e ainda ajudou Cícero e Magno Alves a pressionar o Santos no primeiro tempo. Sucumbiu com o restante do time na etapa complementar.

MARCOS JUNIOR

Ótimo começo de jogo. Brigou com o goleiro, com a bola, com a trave, mas valeu a luta para marcar aos 13’1ºT. Quase marca o segundo aos 26’1ºT ao colocar de cabeça do lado oposto de Vanderlei. O goleirão santista voltou a tempo e salvou. Excelente infiltração e um toque de categoria para marcar o segundo. Muito boa partida.

OSVALDO

Se não resolve na boa, imagina na podre…

MAGNO ALVES

Subiu muito para ganhar de cabeça e tocar para Marcos Junior abrir o placar. Perdeu aos 26’1ºT no rebote de Vanderlei, que salvou novamente. Grande visão e bela assistência para Marcos Junior marcar o seu segundo gol. Quase empata em seguida ao se antecipar à zaga e cabecear para o chão. Mais uma vez, Vanderlei salvou. No finalzinho quase diminuiu novamente de cabeça. Apesar do resultado, excelente partida. E, ainda, aguentou bem o 90 minutos.

LEVIR CULPI

Início com marcação na saída de bola do Santos. A pressão deu certo e o gol saiu logo aos 13’1ºT, com Marcos Junior. Mesmo com a vantagem, o Fluminense continuou em cima, com os laterais avançados e com uma linha de três à frente para evitar a transição santista: Cícero, Magno Alves e Gustavo Scarpa (ou Marcos Junior). Bem distribuído em campo, com marcação agressiva, o Fluminense dominou o primeiro tempo. Teve, inclusive, chances de ampliar. No entanto, a zaga… Mais uma vez, com o jogo nas mãos, a zaga não conseguiu segurar na marcação e tomou dois gols em poucos minutos. Ambos em falhas terríveis de marcação. Logo no começo do segundo tempo, em mais uma jogada de velocidade e de desorganização do sistema defensivo, o Santos ampliou. O Fluminense sentiu o gol. No entanto, ainda teve sete minutos de ilusão, e de muita vontade, ao diminuir em grande jogada de Magno Alves e Marcos Junior e lutar muito pelo empate até o quarto gol do Peixe. A partir daí, o Fluminense desabou. Ou arruma uma forma de reorganizar o sistema defensivo ou não vai durar no comando.

SANTOS

Saiu de um domínio e aproveitou as falhas de marcação do sistema defensivo tricolor para golear.

ARBITRAGEM (Rodolpho Toski Marques)

Inseguro e com erros de um lado e de outro. Nada que comprometesse o resultado.

…SAINDO DE CAMPO

A zaga… a zaga… a zaga… aos diabos com essa zaga…

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @MauroJacome

Imagem: caj

 

4 Comments

  1. O Fluminense tinha uma torcida de verdade que ia para a porta das Laranjeiras sempre que esse tipo de palhaçada aconteceria… Hoje canta nense quando vai bem e nense quando vai mal…

    Fico imaginando se o indivíduo que ocupa a presidência do Flu ainda estaria lá se nossa torcida fosse tipo a do Curinthia…

    Quem faz politicagem é quem tenta desqualificar qualquer crítico dessa gestão… Tem membro de grupo político que já está desqualificando até quem o apóia…

  2. o Fluminense perdeu o jogo por que está mais preocupado em tentar ver o gol de Fred pelo Atletico-MG do que com o adversário que estava em campo.

  3. Eu só não vi essa marcação pressão do Cicero, de resto concordo, acho que o Levir só vai tirar, Cavaliere, Pierre, Henrique e Cicero se os mesmos se confundirem……estou começando a achar que teria sido melhor vir o Cuca.

    ST

  4. tem que tirar alguns jogadores da zona do conforto como o cícero e o cavaliere, no caso do cícero pelo menos ser substituído de vez em quando. claramente o time perdeu pegada no meio com a saída do edson. nossa defesa tem suas deficiências que não estavam tão latentes por que o time estava mais compacto na marcação e raramente tinha mano a mano por exemplo. precisamos de reforços e de serenidade para o levir, que deu padrão ao time mas tem se perdido nas escalações e substituições .

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