O Fluminense do desalento (por Felipe Fleury)

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O Fluminense de 2018 é desalentador. Seu torcedor iniciou o ano sem nenhuma expectativa de títulos, pior, com a nítida sensação de que será um sério candidato ao rebaixamento no Brasileirão. E essa sensação se confirma a cada jogo, a cada eliminação, como esta mais recente para o modesto Avaí, que nos alijou da Copa do Brasil.

Eliminado por um time de menor investimento, mas com um treinador que foi, nas duas partidas contra o Fluminense, muito, mas muito superior a Abel Braga. Assim, para quem acreditava que Abel seria o nosso fio de esperança, o homem que, mesmo treinando um elenco medíocre, poderia fazer vez por outra algum milagre e até dar ao time alguma competitividade, é bom tirar o cavalinho da chuva.

É certo que Abel tira leite de pedra, mas seus “invencionismos” têm nos custado muito caro, literalmente. A desclassificação na Copa do Brasil tem o seu dedo, nas duas partidas. Perdemos muito dinheiro e a chance de disputar um título. Quem será responsabilizado por isso? Abel? Duvido. Ele não é cobrado por essa diretoria pusilânime e enganadora que, aliás, é ainda mais responsável que Abelão por esse arremedo de elenco que veste a camisa Tricolor.

Mas essa turma não larga o osso, mesmo consciente de que está levando o Flu para o fundo do poço. A vaidade, o orgulho, a soberba a impede de entregar o clube nas mãos de quem se disponha a trabalhar com honestidade, competência e transparência. Certamente há quem se enquadre nesses requisitos.

Essa conjunção de fatores: elenco fraco, técnico limitado e diretoria incompetente, só pode levar o Fluminense ao pior dos mundos. Há seis anos sem um título relevante, a torcida vai se afastando, as crianças vão se desinteressando e a chama vai se esvaindo. À míngua, o Tricolor sucumbe à desídia de seus próprios gestores que, para se perpetuarem no poder, dando continuidade à era Peter, prometeram mundos e fundos que sabiam que não poderiam cumprir. Praticaram um verdadeiro estelionato eleitoral.

O Tricolor não merece um presidente menor, que comete erro atrás de erro e não é cobrado pelo Conselho, exceto por parcas vozes que não são ouvidas. Essa parcimônia, esse permissivismo, são omissões tão graves quanto a desastrosa gestão do Presidente Abad. Se o barco afundar novamente, serão todos corresponsáveis por uma tragédia anunciada desde o início da temporada, com as dispensas e perdas – através de ações judiciais – do que havia de melhor no elenco. Não se discute a necessidade de se enxugar salários, mas a reposição necessária e à altura das perdas não foi nem cogitada.

O ano de 2017 deu ao torcedor mais paciente a impressão de que a austeridade seria necessária para que 2018 fosse um ano de contratações de qualidade. Pelo menos foi isso que Abad deixou transparecer em seus poucos discursos. Ledo engano, porém. Se 2017 foi o ano da austeridade, 2018 tem sido o ano da miséria.

Ou se qualifica esse elenco para o Brasileiro – repensando, inclusive, o treinador – ou o fim será aquele que nenhum Tricolor gostaria de experimentar novamente. Duvido que Paulo Autuori, o CEO e outros executivos que porventura o Fluminense tenha contratado ganhem pouco no Flu. Em tempos de vacas magras, mandar essa turma de faz-nada embora já seria suficiente para uma boa economia e, quem sabe, para contratar algum reforço. Com mais um pouco de esforço e bons olheiros, três ou quatro bons nomes poderiam ancorar nas Laranjeiras. Para tanto, é preciso competência e vontade política, virtudes que o senhor Abad precisa descobrir bem antes do término de seu mandato.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @FFleury

#JuntosPeloFlu

Imagem: f2

2 Comments

  1. “Ele não é cobrado por essa diretoria pusilânime e enganadora”

    Eles não tem moral e nem culhões pra cobrar sequer dos jogadores, que dirá do Abel.

    ST

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