Cerro Porteño 0 x 2 Fluminense (por Paulo-Roberto Andel)

Jogando a melhor partida da Era Roger Machado, o Fluminense venceu o Certo Porteño com total autoridade numa noite em que tudo deu certo: uma atuação com bom futebol, os (merecidamente) criticados Nenê e Egídio sendo decisivos, o treinador sem rogerismos e uma vitória de conjunto que praticamente garantiu o Tricolor entre os oito gigantes da América. Tudo isso e o mais incrível: em vários momentos de dúvida na arbitragem, o Flu não foi prejudicado.

Se cabe a ressalva de que o time paraguaio estava sem ritmo de jogo e, para piorar, é claramente limitado, azar dos guaranis. Há três meses, quando falei que alguns times do Carioca fariam jogo duro contra times da Libertadores, houve quem me chamasse de louco. Pois bem, a Portuguesa de Chay e Mauro Silva teria engolido o Cerro. A verdade é que, se um time faz um grande Brasileiro e mantém um conjunto forte, sempre terá boas chances de chegar à fase final do certame latino. O Flu fez sua parte, é o que importa. Noutras vezes, já se enrolou com times piores do que o Cerro.

Numa noite como há muito não se via, é curioso que o único setor claudicante do Fluminense tenha sido o miolo de zaga, com os geralmente seguros Manoel e Luccas Claro. Contudo, o desencontro não comprometeu o resultado. Se o Flu tivesse forçado a barra depois do segundo gol, teria liquidado de vez a fatura hoje.

Agora, a atenção plena é na próxima terça. Placar de 2 a 0 sempre exige atenção para que o vencedor não caia na soberba, porque se o rival desconta no segundo jogo vira um deus nos acuda. Porém, sem colocar o carro na frente dos bois, o Fluminense está com dois pneus nas quartas de final da Libertadores.

Se pensarmos bem, muitas críticas feitas podem ter ajudado para que o time pareça decolar justamente no momento decisivo. Assim seja.

Boa campanha é fruto de sequência.

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