Olho vivo, Fluzão! (por Paulo-Roberto Andel)

Eis os próximos jogos do Fluminense pelo Brasileiro: Sport (casa), Palmeiras (fora), Ceará (casa) e Bahia (fora). Quatro dos seis restantes.

Complicados? Todos, cada um a seu modo. Fora de casa, alto risco; dentro, dificuldades à vista.

Por isso, disse aqui da importância de um bom resultado contra o Vasco. Raras vezes na história enfrentamos o rival tão enfraquecido num clássico; como quase sempre nos últimos 25 anos, perdemos.

Por sorte, o Flu terminará a rodada 32 ainda com seis pontos de distância da zona de rebaixamento. Uma amplitude modestíssima.

É natural que nós, torcedores, nos empolguemos com a semifinal da Sula. É um título inédito, estamos na briga. Os ditos holofotes estão apontados para o primeiro jogo decisivo, nesta quarta-feira. Mas quem comanda o futebol do clube, bem como quem o dirige(?) deve ou deveria ter em mente o seguinte: o Fluminense é o único time do Brasil que não tem o direito de correr riscos de rebaixamento, por tudo que já passou, pelas injustiças, pela covardia da mídia esportiva, pelos interesses em jogo.

Obviamente, de hoje a quarta-feira o foco é a Sul-Americana. Mas terminado o primeiro jogo da semifinal, a artilharia deve ser toda apontada para o compromisso diante do Sport, que estará lutando para sair da zona de rebaixamento ou para se afastar dela, conforme o jogo desta segunda contra o Ceará. Havendo boa vontade dos dirigentes tricolores, vale até copiar a fórmula do Botafogo e colocar ingressos a preço de jujuba, de modo a trazer a torcida para perto neste momento que exige atenção máxima.

Quem bate pode até esquecer; agora, quem apanha não se esquece jamais. E nós, que já apanhamos tanto, deveríamos estar mais atentos ao som que nos cerca.

Bom, agora vamos para a batalha na Arena da Baixada.

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Quem é louco de não querer ver seu time na Libertadores? Ninguém.

Agora, se orgulhosamente passarmos pelo urubu paranaense e ganharmos o título da Sul-Americana a seguir – e quase todos queremos! -, de onde virá o dinheiro para tornar o Fluminense minimamente competitivo em 2019, na principal disputa continental?

Não dá pra ir com esse time, né? Ao menos se o objetivo for maior do que o de ser figurante.

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Para a turma que curte literatura além do futebol, no próximo dia 20/11 serei um dos debatedores da FLIPA – Festa Literária de Paquetá. Comigo, um time de respeito: os escritores Ernesto Xavier (nosso cronista aqui no PANORAMA), Elika Takimoto, Marília Lamas, Paulinho Thomaz, Zê Carota e grande elenco.

Mais informações na página da Festa no Facebook.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

1 Comments

  1. Boa tarde, Paulo. Olha, já moro em Curitiba há bastante tempo; tempo suficiente para saber que qualquer time que vier pegar o Atlético-PR e jogar na retranca é formula para “levar um saco”. Portanto curso intensivo de “jogar prá ganhar” senão nem venha. O pior é que esta “senóide” em que nos encontramos este ano não me dá muita esperança. Mas como ela é a última que morre …. agora, que estressa, estressa. Abraços.

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