Contra o Vasco tem que ser criada uma operação de guerra! (por Antonio Gonzalez)

Ainda embriagado, não pela cachaça que transforma o famoso “quem?” em valente, mas sim pela brilhante vitória do Fluminense sobre o Atlético Mineiro, que nos meus quase 50 anos de arquibancada é pentelho desde 1970. Uma partida mágica, histórica, com começo, meio e fim.  Uma epopeia reluzida pelo brilho de jogadores que HONRARAM a nossa camisa de forma incisiva.

Uma VITÓRIA maiúscula!  Por vezes vi o Fluminense da minha infância, dos meus oito anos de idade, aquele que ganhou o 1º Campeonato Brasileiro, a Taça de Prata, Torneio Roberto Gomes Pedrosa, em 1970.  Definitivamente o campeonato mais difícil do mundo de todos os tempos… O Santos de Pelé, Clodoaldo, Edu e Carlos Alberto Torres… o São Paulo de Gerson e Toninho Guerreiro…  O Cruzeiro de Raul, Natal, Evaldo, Piazza, Dirceu Lopes e do gênio chamado Tostão… O Corinthians de Rivelino…  O Botafogo de Jairzinho, Paulo Cezar Lima, Roberto Miranda… o Palmeiras do Ademir da Guia, do Cesar Maluco, do Baldochi, do Dudu, do Leão… o Atlético Mineiro do sempre artilheiro Dario Peito de Aço, do Vantuir, do Oldair…  o América do Eduzinho, irmão do Zico, do Alex, do Badeco, do Tarciso, do Jeremias… O Grêmio tinha o campeão do mundo Everaldo, o artilheiro Alcindo, o Flecha… o Santa Cruz de Gena e de Givanildo… o Bahia de Baiaco, Zé Otto, Sanfillipo… o Atlético Paranaense do veterano Djalma Santos e de Sicupira… a Ponte Preta do muito rodado Roberto Pinto e dos jovens Dicá e Manfrini, que veio posteriormente a ser nosso ídolo…  o Internacional de Porto Alegre de Claudiomiro, Carbone, Valdomiro, Carpegiani… o Vasco da Gama do Valfrido, Buglê e Silva… e o inexpressivo Clube de REGATAS do Flamengo de Doval, Liminha, Fio e Caldeira…

Só que 1970 foi o ano desse mantra: Felix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antonio; Denilson e Didi, Wilton (ou Cafuringa), Flavio (ou Mickey), Samarone (ou Claudio) e Lula.  Técnico: Paulo Amaral.  Timaço!  Lenda de uma geração que até hoje volta a ser criança quando recita essa escalação.

E essas sensações de criança que viveu,  já atuante na militância, o Fluminense, nesta tarde de domingo 21 de maio, me fez pensar num jogo daquele mágico 1970…

Só mudaram o estádio e o adversário, mas foi no mesmo Belo Horizonte das Minas Gerais… passou na TV em preto e branco… ninguém falava… os olhos não piscavam.. do outro lado o time que tinha desbancado o Santos de Pelé…

CRUZEIRO 0 X 1 FLUMINENSE, MINEIRÃO, 16/12/1970.

Cruzeiro:  Raul, Lauro, Brito, Fontana (Darci Menezes) e Vanderlei: Wilson Piazza (Palhinha) e Zé Carlos; Natal, Tostão, Dirceu Lopes e Rodrigues.  Técnico: Hilton Chaves

Fluminense: Félix, Oliveira, Galhardo, Assi e Marco Antonio (Toninho); Denilson e Didi; Cafuringa, Mickey (Silveira), Samarone e Lula.  Técnico Paulo Amaral

Gol: 1°Tempo – Mickey aos 35 minutos

Árbitro: Sebastião Rufino (Pernambuco)

Renda: Cr$ 127.688.00

Público: 25.924 pagantes

Anormalidades: Expulso – Samarone

Ou seja, também naquela época jogamos contra os francos favoritos que tinham quatro jogadores que disputaram e venceram a Copa do Mundo do México meses antes. Sem contar com o craque Dirceu Lopes, que fora cortado na véspera do embarque (na época o que não faltava no Brasil era um camisa 10 de qualidade)… Também jogamos parte do jogo com 10 jogadores.  Então, vencemos de forma inapelável, como agora. Decisiva, pisando forte.  Naquela noite também fui dormir pensando: “que VITÓRIA!”.

E esses atributos em vi no time do Fluminense que venceu de forma incontestável ao Galo mineiro.  Tenho o pé no chão, bem fincado… assim devemos ser todos calçando as sandálias da humildade.

E sem essa de colocar pressão na nossa equipe, nos nossos atletas… Deixa rolar, deixa acontecer… Esse time, ainda não é para agora, está em formação, mas já está dando liga.  É de fácil reconhecimento.

Então por que tem gente que cisma em esquentar o ambiente nos dias de hoje. Que vil acusação é essa de que existe esquema?  Esquema de quem, cara pálida? Quanto se entende de finanças nos dias de hoje para que todos se sintam engenheiros e falem do que não sabem?

Ora senhores, quem refresca bunda de pato é lagoa e se tem ‘cachacinha’ que não agüenta um porre falando merda pelas redes sociais, eu me pergunto: o que esses famosos ‘quem’ representam na história do clube? NADA!  Que currículo tem dentro do clube e/ou nas suas arquibancadas? NADA!

Filhotes bastardos da geração pós ORKUT, se travestiram de fantoches que não abrem mão de opinar de tudo… já beberam água mineral das montanhas do Himalaia, já surfaram junto aos tubarões nos mares da África do Sul, lutaram na Guerra do Vietnam, invadiram o Iraque, condenaram ao Saddam Hussein, derrubaram a Ditadura no Brasil… e no caso do Fluminense, são a imagem do ‘ó do borogodó’, só que fake.

Chega um momento que a minha visão é somente binária: entre fazer caso as gonorreias mentais de cert@s element@s e, por outra parte, viver o Fluminense, que não exista nenhuma dúvida.

Não reconhecer que o Fluminense é outro cinco meses depois da gestão Pedro Abad assumir é, no mínimo, não ter visão crítica. O clube melhorou como um todo, ainda falta muito o que melhorar.  Mas não se pode comparar com a miscelânea que havia até novembro passado.

Acreditei num projeto de gestão e reconheço que está sendo colocado em prática. Isso é o que me importa e faz feliz. E se aliarmos a isso, ver nos dias de hoje, um time que realmente representa a sua torcida, coisa que não acontecia desde 2012, dá-me forças para continuar lutando do lado correto, o do bom combate.

TUDO PARA O FLUMINENSE!

Graças a Deus, posso agradecer ter a oportunidade de participar de um canhão chamado PANORAMA TRICOLOR, casa que me deu um respeito que eu ainda não havia vivido, o de reconhecimento aos meus quilômetros de arquibancadas.

Então Gonzalez, deixa de perder tempo com merda e se alegre de ter tido a maestria de ter lutado por colocar os talentos do Cacá Cardoso, do Diogo Bueno, do Sandor Hagen e do Idel Halfen, no Conselho Diretor do Fluminense. Um dos lados do triângulo da gestão ao lado da Flusócio e dos Esportes Olímpicos.

Os melhores, juntos!

Que nada impeça essa gente de trabalhar. Sem esquecer do belo trabalho do pessoal capitaneado pelo Vice de Futebol, Fernando Veiga.  Era uma batata quentíssima no final do ano passado herdar um time que não teve a consideração de vencer qualquer um dos últimos 10 jogos no campeonato brasileiro de 2016, com atuações ultrapassando dos limites da falta de vergonha. Era de se supor, que muito teria que ser mudado e o principal era romper com a antiga forma de gerir o futebol, onde os personalismos do Mario Bittencourt e do Peter Siemsen desenharam loucuras administrativas, numa bomba relógio que ameaça explodir, se não forem extirpados a tempo todos os malefícios deixados.

Não existe mais espaço para se brincar com o dinheiro do Fluminense e quem vos fala pode botar a mão no peito e dizer: “Eu avisei muitas e muitas vezes que tinha muita parada errada”, coisa que fiz arduamente de 2013 a 2016…

Só que agora a minha ‘vibe’ é outra, é a daquela 3ª Via que tanto preguei: os melhores trabalhando juntos em prol do Fluminense, na ausência total de retrocessos, oportunismos ou inconseqüências.

Já vivi o Fluminense quase 50 anos. Pertenço à geração mais laureada de torcedores. As décadas de 1970, 1980 deram lastro para tal. Se aliarmos a isso o Carioca de 95, a Copa do Brasil de 2007 e os brasileiros de 2010 e 2012, posso afirmar da felicidade que foi ter vivido esses mais de 17 mil dias.

Portanto é a minha obrigação de lutar para que as gerações mais novas tenham o direito de viver o Fluminense por mais 50 anos. De forma digna, não apenas torcendo para alguém que representou algo no passado, mas vivendo de forma honrosa e inteligente o presente e o futuro.

O que nos interessa é a PERENIDADE do Fluminense!

No sábado vamos jogar em São Januário, acredito que o clube de regatas disponibilize um máximo de 3 mil ingressos. O Fluminense tem que tomar as rédeas no assunto.

ATENÇÃO AOS ENVOLVIDOS…  é jogo para cascudos, não é brincadeira para juvenis. É preciso que os responsáveis do Fluminense organizem uma operação de guerra para que a nossa torcida possa ir com garantias de segurança a São Januário, sem colocar em risco a vida de qualquer Tricolor. Me coloco a disposição, GRATUITAMENTE, para fazer parte dessa organização.  O melhor é não dividir os pontos de saída, uma caravana única, como foi feita no ano 2000, seria perfeita…  Todos saindo da Pinheiro Machado, escoltados pela Polícia Militar.

Repito: OPERAÇÃO DE GUERRA!  Todos devem regressar para as suas casas sãos e salvos, sempre com a coragem que nos caracteriza.

Não só fora, para com os nossos torcedores, mas também dentro de campo. O que não dá é para que o Fluminense absorva outra arbitragem encomendada. O jogo por si só será tenso, o time da colônia tem jogadores veteranos, que sabem navegar o mar da catimba.  Ainda não se pode minimizar os conhecimentos subterrâneos do Eurico Miranda.  É preciso estar atento, aceitem ajuda de quem pode ajudar.

PAPO RETO

– Parabéns aos torcedores que estiveram no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais. Essa atitude dignifica a nossa torcida;

– Parabéns aos três ônibus das torcidas e dos movimentos organizados, que marcaram presença no Independência;

– Continuo aguardando as respostas do meu requerimento datado do dia 05 de maio;

– Agradeço ao convite que o jornalista Paulo Brito, da NetFlu, fez para que eu passasse a ser colunista daquela casa.  Me senti lisonjeado, mas sou PANORAMA TRICOLOR FUTEBOL CLUBE, aqui me foi dada a oportunidade de ocupar este espaço e gratidão, para a minha filosofia de vida, não tem data de validade.  De todas as formas, muito obrigado!;

– Tem gente passando dos limites nas redes sociais e fazendo acusações infundadas, sem conteúdo. Acusar de que somos coniventes com esquemas em relação ao Fluminense exige que se tomem medidas mais fortes, passíveis do ‘ter que provar’ e estar passível de punição e expulsão;

– As ofensas à minha pessoa, resvalam os meus colhões, ainda mais partindo do lado quem perdeu a última eleição. Tenho carcaça de rinoceronte sem chifre, levo muitas décadas no front. Espirro de mosquitos tuberculosos não me tiram o sono. No mais, como sempre me alerta o meu Mestre de Luta Livre, Hugo Duarte, um dos precursores do Vale Tudo, hoje MMA, no mundo: “tranqüilo Tom… uns dias as pedras acabam se esbarrando”…  pois que venha o dia;

– Há 33 anos a Força Flu levantou o Maracanã, inclusive à torcida do Vasco, na partida final do brasileiro de 1984: “1, 2, 3, 4, 5, mil… queremos eleger o presidente do Brasil!”… Pois que voltem aqueles dias, mas sem qualquer contaminação e/ou desvio de conduta;

– O Fluminense deveria começar imediatamente a promoção das vendas dos ingressos para o jogo de volta contra o Grêmio pela Copa do Brasil. A possível presença de 60 mil Tricolores no Maracanã, facilitaria a labor de reverter o resultado, que por momento não nos sorri.  Não é hora de querer ganhar muito dinheiro, é hora de passar de fase.

Existe um ditado espanhol que diz o seguinte: “Los hombres se visten por los pies!”… algo como na tradução literal, OS HOMENS SE VESTEM PELOS PÉS… traduzindo na veia… OS HOMENS USAM CALÇAS, não usam vestidos.

Com o passar dos anos, longe da hipocrisia, detonando hipócritas, continuo sendo a mesma pessoa… HUMILDE acima de tudo.

“Quando se sabe ouvir
Não precisam muitas palavras
Muito tempo eu levei
Prá entender que nada sei
Que nada sei!…” (Ira!  – Dias de luta)

O tempo não falha, sempre acaba colocando cada um no seu lugar.

“Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?” (Ira!  – Dias de luta)

Continuemos na luta. Se você chegou até aqui significa que também quer lutar esse bom combate pelo Fluminense.

Vida que segue… UNIDOS POR UM FLU FORTE!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: agon

O maior acervo de conteúdo próprio sobre o Fluminense na internet

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

 caracteres