Vasco 3 x 2 Fluminense (por Felipe Fleury)

Diz a lei da Física que a toda ação corresponde uma reação, mas esse princípio foi relativizado hoje em São Januário. Eurico e a torcida vascaína cansaram de tripudiar do Fluminense – até com um drone! -, mas nem todo esse conjunto de nefastas ações foram suficientes para encher de brios os jogadores Tricolores. Quem veio para jogar foi o Vasco; o Flu, amedrontado, foi a campo para deixar o tempo passar e garantir, quem sabe, um empate contra um time adversário bem inferior tecnicamente, mas muito superior em garra e disposição.

Se não fosse a cabeçada de Nogueira que parou no travessão vascaíno aos 39 minutos, absolutamente nada o Fluminense teria produzido na primeira etapa da partida. Neutralizado em todas as suas ações, o Flu foi um time que apenas tocava a bola para os lados à espera de uma oportunidade para furar o forte bloqueio defensivo do adversário, que embora frágil tecnicamente, se superou na vontade e na marcação.

O time do Vasco, apesar de chegar com mais frequência que o Tricolor, também não assustava com seus tiros de fora da área. Mas de tanto não saber o que fazer com a bola, numa postura retraída e submissa, o Flu permitiu um cruzamento que Luís Fabiano aproveitou sem ser incomodado por Nogueira para marcar seu gol, aos 26`. Resultado parcial justo pelo que o Fluminense não fez em campo, um time muito superior que deu campo e moral ao adversário.

Para o segundo tempo ficou a esperança de um jogo melhor.

Bastou, assim, um pouquinho mais de vontade do Fluminense, colocar a bola no chão, para que o Tricolor passasse a dominar as ações e, em dois pênaltis muitíssimo bem marcados e igualmente cobrados pelo melhor cobrador de pênaltis do Brasil, Henrique Dourado, fizesse os dois gols da virada Tricolor.

Mas o time da virada foi o Vasco. Como costuma acontecer, o recuo irresponsável deu novamente campo ao adversário, reforçado com um tal de Manga, de quem eu nunca havia ouvido falar, e de Nenê, esse sim, um jogador que sempre inspira cuidados. Em contrapartida, Abel vem com Marco Junio, Maranhão e Marquinhos. Manga empatou e Nenê virou nos acréscimos, quando o Tricolor, desconsiderando sua vocação de vitórias, já se contentava com o empate, contentamento que ficou claro com a entrada de Marquinho em campo.

Duro golpe, dura derrota. Depois de todos os gracejos e provocações vascaínas eu, sinceramente, esperava o troco dentro de campo.

O feito do Vasco foi tão grande, que a sua torcida deve estar comemorando até agora em São Januário. E merecidamente, diga-se por sinal, porque suplantaram um adversário que sabiam melhor com brio.

Se o Fluminense tivesse sido ao menos razoável teria vencido essa partida com sobras, mas apegou-se ao vetusto estratagema de se acovardar quando está fora de seus domínios. Deu certo em Belo Horizonte, mas não dará certo sempre.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @FFleury

Imagem: f2

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