Uma reflexão sobre a Copinha (da Redação)

escudo marina

Eis o Fluminense, depois de duas belas vitórias (sendo uma delas a goleada suprema), em grande momento na Copa São Paulo de juniores, que já conquistou várias vezes.

Sem dúvidas, cabem tanto o mérito do jovem time tricolor quanto as limitações visíveis dos humílimos adversários – e disso não temos culpa.

No entanto, num momento em que há uma efervescência nas Laranjeiras por conta das mudanças no time e no patrocínio, cabe uma reflexão.

Nestes quinze anos de convivência com o antigo patrocinador/investidor, marcados geralmente pela opulência das contratações, resultando em alguns grandes títulos mas também em decepções e sufocos, quantos jovens jogadores o Fluminense pode ter desperdiçado por conta da antiga política?

São muitos os relatos que contestam a eficiência de Xerém, embrulhados por nomes como os Tiuís, Fernandos Bobs e Kenedys da vida. Compreende-se: a torcida do Flu foi acostumada às velhas preliminares dos juvenis com Deley lançando e Paulinho arrancando pela ponta.

A cada ano que passa, o time de juniores tem entre 25 a 30 atletas por ano.

Em 15 anos, algo em torno de 375 a 450 nomes.

Difícil imaginar que, de acordo com a escassez de nomes da base que se firmaram no time profissional, só tivéssemos formado bolas fora (embora várias tenham acontecido), enquanto muitas vezes os veteranos ocuparam as camisas titulares – e vários sem sucesso, numa extensa lista que até hoje pesa no passivo do clube. Alguém se lembra de que Jorginho, campeão do mundo em 1994, jogou pelo Flu? E Fábio Melo? Bismarck também, faturando uma baba na Justiça Trabalhista.

Conta-se nos dedos das duas mãos o que restou dessas centenas de jogadores no time de cima. Efemeramente, Alan e Maicon. Bem antes, Marcelo. Agora o Marlon. Wellington Nem. Quem dá mais?

É precipitado demais achar que duas goleadas na Copinha formam um supertime. Mas, outro dia mesmo, o Fluminense foi à final contra o Corinthians e praticamente não aproveitou ninguém.

A culpa não foi exclusiva do ex-investidor.

No máximo, coautoria intensa. Mas bote intensa nisso.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: marina oliveira

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