Uma ou duas considerações (por Gustavo Reguffe)

 
Os resultados das últimas rodadas do Brasileirão deram uma sacudida na tabela e, menos até por conta disso do que por fatores extracampo, a famigerada imprensa esportiva tupiniquim, talvez movida por interesses políticos e/ou econômicos, tratou de criar polêmicas desnecessárias e que em nada contribuem para o bom andamento do campeonato.

Coincidentemente ou não, o Flu vem apresentando ligeira queda de desempenho nas últimas partidas. Sem querer sugerir ilações precipitadas, gostaria de comentar dois fragmentos de texto que, em minha opinião, destacam-se em meio a tanta baboseira sendo publicada, além de ilustrarem bem meu ponto de vista.

O primeiro destaque vai para a reportagem de Pedro Motta Gueiros no jornal O Globo desta última terça-feira onde, a certa altura, ele comenta que o terceiro gol do Atlético veio lembrar o Fluminense de que “jogar bem é sempre o melhor atalho para a vitória”. E ele tem razão, nós não jogamos bem; o Atlético, sim, foi superior durante todo o jogo.

Não podemos confundir nosso estilo de jogo defensivo, consagrado no campeonato até agora, com a premissa de que se tem que jogar mal para ser eficiente; aí já seria miopia demais! Apesar de sempre ter sido contra essa postura excessivamente cautelosa que o Flu passou a adotar por padrão, reconheço que o time está mais maduro e tem conseguido os resultados. Mas tem de ser mais agressivo, sobretudo quando pega pela frente um time teoricamente de mesmo nível, como foi o caso de domingo. E, dessa vez, nem ponho a culpa no Abel que, a meu ver, fez as substituições possíveis.

O que me leva à outra nota de destaque, esta sobre a coluna do blog do jornalista Rica Perrone, em que ele exalta o desabafo de Fred ao fim do jogo com o Atlético e critica a imprensa irresponsável, “que insinua o que não pode provar”, diferenciando-a do papel do torcedor que, este sim, pode “vomitar a merda que quiser”.

Repetindo, não dá pra dizer que essa campanha contra o Flu que se tem notado na imprensa marrom e nas outras torcidas teve influência direta nos tropeços das últimas partidas, mas é inegável que os jogadores estão com os nervos mais à flor da pele. Deco e Fred, por exemplo, têm se mostrado mais irritadiços do que de costume; além disso, os gols tomados nos últimos minutos dos jogos com Grêmio e Atlético deram-se por pura falta de concentração na partida.

A torcida já percebeu isso e, sábia e generosamente, foi acolher o time em sua volta ao Rio. Essa demonstração de apoio é fundamental, dentro e fora do estádio. Talvez tenha chegado a hora de nós, tricolores, envolvermos literalmente esse time nos braços e devolvermos aos jogadores o ânimo que momentaneamente possa ter-lhes faltado no caminho rumo ao tetra. Hoje é o dia!

Gustavo Reguffe

Panorama Tricolor/ FluNews

@PanoramaTri

Imagem: fluminense.com.br

Contato: Vitor Franklin

2 Comments

  1. temos que lavar a alma hoje contra o Coxa

    e embalar de vez para para o Tetra que ei de vir!

    ST

    Nossa torcida realmente é diferenciada

  2. Realmente. Neste momento do campeonato, o time tem mostrado um nervosismo anormal. Ontem, nos últimos quinze minutos, o time se desesperou e quase cede o empate. É preciso espalhar melhor os jogadores e diminuir o espaço, se não, a bola não sai do campo do Fluminense e chance de tomar gols é muito grande.

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