Um novo rumo tricolor (por Rods)

rods green b

Já está longe de ser uma novidade a brusca mudança departamento de futebol do Fluminense. Mas o que houve? Como foi possível chegar a esse ponto, uma ruptura traumática e inevitável? Talvez o ponto inicial dessa montanha russa de alta velocidade na qual vivemos seja a semana na qual conquistamos o tetracampeonato em 2012.

Explico.

Na época, a torcida, o elenco e a diretoria pressionavam o Abel Braga a aceitar a renovação do seu contrato. Ele estava reticente, pois previa uma série de consequências ruins para o futebol tricolor no ano seguinte. Então cobrou uma série de mudanças como garantia para ficar. Ouviu promessas e nelas acreditou. Ele queria renovação do elenco, entre outras coisas.

Então viu apenas uma pequena parte dos seus pedidos serem atendidos e, seis meses depois, após uma pequena sequência de maus resultados, foi desligado do Fluminense. Então vieram Luxemburgo, Dorival Júnior, Renato Gaúcho, Cristóvão Borges, Drubscky, Enderson Moreira e, enfim Eduardo Baptista.  Enquanto a dança se intensificava, o departamento de futebol trocava os pés pelas mãos e os jogadores descobriam e exerciam um poder, no mínimo, questionável.

Há um mérito que não podemos tirar da “Era Peter Siemsen”. Apesar das dificuldades, as finanças tricolores alcançaram um equilíbrio não visto há muitos anos. A ideia era arrumar a cozinha para fortalecer o Clube e solidificar o futebol. Não aconteceu. Pior que isso, essa deficiência pode derrubar o que foi construído.

Durante esse período, nenhum dos nomes citados acima foi capaz de controlar o elenco por muito tempo, muito menos aqueles considerados apostas, ainda que alguns tenham um potencial bem evidente.  No fim das contas, não foi possível formar um técnico com cara de Fluminense. Agora a busca é por alguém que coloque ordem no vestiário, que tire o canto de galo de alguns jogadores, que reverta uma daquelas consequências ruins que o Abelão previu,

O irônico é que os então responsáveis pelo futebol tricolor alimentavam o poder do elenco, deixando os treinadores cada vez mais como figurantes. Ações que diferiam do discurso de prestigiar e apostar nos “comandantes”. Apesar da ruptura, Peter Siemsen foi quem corroborou o que que aconteceu. Escolheu seus aliados e cedeu poderes, delegou funções. Vendo a água entrando no barco sem parar, resolveu içar novas velas. Talvez haja tempo para salvação.

Para assumir o departamento de futebol, chegou Jorge Macedo, que estava no Inter e que já havia passado por Xerém. Ontem já foi conversar com Levir Culpi e em sua agenda há também uma reunião com Cuca. Junto com o de Abel Braga, são os dois nomes mais fortes nessa busca de um novo rumo tricolor. Se vai dar certo, só o tempo pode dizer. É ano político. A sobrevivência de alguns depende disso. Assim como a ascensão ou até o retorno de outros…

A nós, resta seguir torcendo pelo Fluminense.

Friburguense x Fluminense

Enquanto isso, hoje, às 21h45, entraremos em campo na busca de evitar uma eliminação precoce no antes chamado Campeonato Carioca. Eu realmente não sei o que esperar. Os jogadores podem querer mostrar serviço, uma reação digna ao que aconteceu e ao que vem por aí. Ou, ao menos, por respeito ao Marcão. Também pode ser que sigam sua “operação tartaruga” e paguem pra ver. Vai saber…

Dryworld

DryworldInstagram

Nessa sexta-feira, nossa nova parceira apresentará os uniformes. O evento antes programado para acontecer no Copacabana Palace, acontecerá para convidados e imprensa no Salão Nobre das Laranjeiras. Também está prevista a participação de torcedores ilustres, jogadores e ex-atletas, além de “outras surpresas”.

Com tudo o que aconteceu, acho acertada a opção por trazer o evento para dentro de casa. Também acredito que a Dryworld aprendeu com os erros na apresentação dos uniformes do Atlético-MG.

Apesar do aperitivo que a marca deu em sua conta do Instagram, ainda é difícil saber o que esperar dos novos uniformes. Levando em conta que eles ainda estão entrando no mundo do futebol e no mercado brasileiro, acredito que não agradará a todos. Mas também acredito que será um ótimo primeiro passo. Vale a pena bancarmos essa aposta.

Só acho que eles podiam dar um jeito naquela logo deles…

Viton 44

Falando em uniformes, as marcas da Viton 44 não mais estamparão a camisa tricolor. Finalmente foi sacramentado um acordo final para o fim do relacionamento. A dívida de R$ 9 milhões da marca com o Fluminense será parcelada.

Enquanto isso, parece ainda haver uma esperança junto à Caixa. O problema é saber o quanto será possível esperar.

ST!

Panorama Tricolor

@Panoramatri @Rods_C

Imagem: Rods / PRA e Dryworld

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