Um estranho fenômeno no Fluminense (por Marcelo Savioli)

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Amigos, amigas, tem um detalhe curioso na péssima exibição de sábado passado, que transcende a questão dos desfalques. Que, aliás, me faz temer pelo que veremos no próximo sábado no duelo decisivo diante do Fortaleza e me anima para o duelo ainda mais decisivo contra o Corinthians na quarta-feira subsequente.

O Fluminense sofreu duas derrotas em tempos recentes. Ambas, curiosamente, aconteceram após a equipe ter tido uma semana para treinar. É um estranho fenômeno porque, em tese, pelo menos em tese, contraria a lógica. Uma semana para treinar significa a oportunidade de se aprimorar as valências táticas da equipe. O Dinizball, apesar disso, passou longe da Arena da Baixada no último sábado. É algo que precisa ser estudado pela comissão técnica, porque mais uma vez temos uma semana de treino até o jogo contra o Fortaleza.

É claro que, tirando essa idiossincrasia tricolor, tivemos os desfalques de Nino e Nonato. O segundo não faz mais parte do nosso elenco. O que leva à estranha constatação de que o Fluminense serviu de vitrine para o Inter vender seu jogador, sem ter se protegido com a prioridade de compra com preço fixado. Uma bola fora da gestão do clube, no meu entendimento, nos sujeitar a perder um jogador com contrato até o final do ano.

Às vezes precisamos conceder ao óbvio suas prerrogativas. O substituto natural para Nonato era Martinelli. Diniz prefere Nathan, que vinha se saindo bem entrando na vaga de Ganso ou Matheus Martins, jamais na de Nonato. A entrada de David Braz me pareceu uma temeridade, em se tratando de um atleta que vinha de uma longa inatividade, além do que já não vinha bem antes da lesão, sendo muito questionado. Isso se deve, no entanto, mais a um erro de gestão de elenco do que de escalação. O Fluminense perdeu Lucas Claro e, em nenhum momento, se procurou repor essa perda. Temos dois zagueiros que não jogam e outro voltando de lesão. Estava claro que isso nos causaria prejuízo em algum momento.

Menos mal que o Palmeiras tropeçou no Bragantino, aumentando a distância para nós de oito para nove pontos, enquanto sequer no G-4 terminamos a rodada, ultrapassados por Inter e Corinthians, que empataram em Itaquera, com atuação muito interessante do Inter.

Voltamos a viver a dura realidade de ver o elenco se desmantelando ao longo da temporada. E a gente nem sabe se parou por aí. Prova, mais uma, de que algo precisa ser mudado se quisermos figurar como força competitiva no futebol brasileiro. Ainda mais quando leio uma reportagem que diz que a Dissidência fatura esse ano com PPV mais de dez vezes o que fatura o Fluminense, e três vezes mais do que Vasco, Botafogo e Fluminense somados.

E o que mais preocupa é que vemos os clubes debatendo as bases para a formação da liga negociando o tamanho do privilégio e não impondo o seu fim. Não haverá futebol brasileiro em alguns anos se continuarmos nesse caminho. O termo “espanholização” saiu de moda com as mudanças no próprio futebol espanhol, que estão em curso desde 2015, por intervenção do poder público, como já acontecera na Inglaterra antes da Premier League e do saldo econômico que deu o futebol daquele país com a formação da liga e o investimento na competitividade, o contrário do que as Organizações Globo estão promovendo aqui. O que se discute entre os clubes acerca desse tema é um Frankenstein, com pedaços da tragédia que é a divisão atual e outros da Premier League.

Reparem o discurso vazio da Globo, que chegou a emitir nota dia desses falando em promover equilíbrio e competitividade no futebol brasileiro, por conta da mudança dos critérios da divisão de receitas da TV aberta, enquanto desequilibra os clubes economicamente com os obscuros contratos de PPV.

Voltando às quatro linhas, viveremos uma sequência decisiva, que inclui Fortaleza, Corinthians e Dissidência. Tirando o jogo da Copa do Brasil, contra o Corinthians, em que podemos nos classificar com empate e pênaltis, não nos resta outra alternativa nas outras partidas que não vencer. Se o Fluminense jogar o seu melhor futebol apresentado na temporada, não tenho dúvida de que podemos, mas fico na dúvida se jogaremos esse melhor, porque o cerco está se fechando.

Saudações Tricolores!

1 Comments

  1. Mas quem acha que o Fluminense pode ser campeão de alguma coisa. Virou um time mágico! O athletico paranaense começou a ganhar tudo agora e vem se estruturando há quanto tempo. Se contratássemos o Felipão teriam pedras nas laranjeiras. O time ta se desmantelando. Vcs entendem de futebol quando o time ganha! Deve ter uns 10 jogo q o cano nao faz gol. O brilhante goleador. Vale a leitura!

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