Um bando de loucos (por Erica Matos)

flu bandeira listra

“Sem inspiração
estou agora.
Tento atiçar a imaginação
mas ela demora.
Não consigo pensar em algo
que faça rimas.
É como querer acertar o alvo
com a flecha apontada para cima.
Não acho um bom assunto
que se organize bem em versos.
Mesmo sabendo que no mundo
há mil assuntos diversos”

Clarice Pacheco

Amanhã temos jogo pela rodada de número 3 do campeonato brasileiro.

A semana foi pesada dentro e fora de campo. Viemos de uma rodada desastrosa.

Imaginei um jogo difícil contra o Galo, mas não o desastre que foi. O saldo acabou sendo “bom”, diante do que vimos em campo de forma inexplicável. Podia ter sido uma goleada histórica.

Abrir o computador assim que o jogo de domingo acabou e ver que o opt-in estava liberado para o jogo contra o Corinthians foi, no mínimo, irritante. Mas vamos em frente.

Como somos quem somos e somente nós fazemos o que é para ser feito, já amanhecemos na segunda-feira pensando no jogo de domingo.

O Fluminense tem um poder de aplicar uma espécie de injeção que nos anestesia. Falo de nós, que vamos em toda e qualquer circunstância. Falo de quem foi no Flu x Guarani de 2010 e no Flu x América de Natal de 2014, por exemplo.

Quem dera o único gosto amargo da semana tivesse sido engolir a derrota

Depois de uma terça-feira tenebrosa na cidade “maravilhosa”, acordamos na quarta-feira sendo informados que o técnico do nome estranho havia sido demitido. Puxa vida! Eu e os narradores estávamos aprendendo a pronunciar o nome do “Dru” e já fizeram isso?

A demissão do escritor que atuou oito semanas pelo clube foi estranha. Ouvi dizerem que ele teria dito que entregaria o posto e que a diretoria do clube agiu antes de um novo desastre no campeonato, o que não pareceu político, mas estratégico, visto que para a torcida, a demissão foi precoce (apesar dos pesares).

Quando começaram os palpites, pensamos nas demissões dos técnicos de fora. Mas não dava pra sonhar com alguém que um dia saiu de forma injusta do clube. Cuca é muito caro para a atual situação econômica do Fluminense.

Felipão? Não! Pensar na junção dele com o Fred de novo dói! Ainda que tivesse dinheiro, não queria o técnico que fez do dono do clube um cone mundial.

Quinta-feira soubemos que Enderson Moreira era o novo escolhido. Por mais estranho que seja o cenário, algumas coisas se encaixam.

As amizades, alianças e os bastidores das Laranjeiras têm uma obscuridade amedrontadora. Pensar que interesses nefastos podem até conduzir uma péssima apresentação do time em campo me deixa em crise profunda.

Aí a semana voou, chegou a sexta-feira e a realidade de que faltam dois dias para um jogo do campeonato que já está cansando no inicio.

Um meio da tabela sem sufocos já seria a glória desse 2015 que tem seu terceiro técnico e que já configura em um ano arrastado para o Flu .

Falar em arrastar, é assim que vamos ao jogo amanhã. Arrastados pelo amor incondicional pelo clube, apesar dos bastidores e desse quebra-cabeças de interesses alheios ao melhor para o Flu, que parece rondar o Laranjal.

A torcida do lado de lá canta que é um bando de loucos.

Pois bem, amanhã seremos todos nós esse mesmo bando, cada um de um lado.

Os loucos pelo Corinthians, mais os loucos que sempre estiveram, estão e estarão.

Que venham dias melhores.

ST

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @erica_matos

Imagem: pra/guis

a inveja é

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