Um ano que não deixará saudades (por Rods)

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Sem dúvida, o ano de 2015 é um ano que nós tricolores gostaríamos de riscar do calendário. Mais um numa péssima sequência que vivemos, desde a desclassificação na Libertadores de 2013. Talvez o único motivo de orgulho seja ter desbancado todos aqueles que apostavam que não sobreviveríamos ao fim da parceria com a Unimed. Pouco, muito pouco. Aliás, essa é uma “vitória” risível perante a grandeza do Fluminense.

A propósito, essa foi a tônica do réveillon tricolor: o plano de saúde pela bebida feita a base do guaraná. De uniforme recauchutado na mala, seguimos à casa do Mickey. Apesar do elenco recheado de desconhecidos e improvável presença dos titulares, todos ficaram empolgados com a internacionalização da marca perante o mercado mais promissor do futebol. Conca desfilando em carro aberto, dois times alemães de médio porte pela frente e duas derrotas previsíveis. No fim, o prejuízo da falta de uma pré-temporada decente foi maior que os ganhos da excursão.

Conca resolveu ir embora e resolveu provar que, como Pelé, calado é um poeta. Raramente falava e quando resolveu dar uma entrevista exclusiva, não mostrou a mesma habilidade dos campos. Carlinhos, Bruno e Diguinho já estavam fora, enquanto Wagner também deixaria o time pouco tempo depois.

Então veio o Campeonato Carioca que, provavelmente, só teve menos cartas marcadas que o próximo. Cristóvão Borges já não sabia o que fazer com o elenco remanescente e menos ainda com os novos jogadores. Caiu ainda no estadual. Neste ponto departamento de futebol tricolor mostrou toda a sua capacidade de enfiar os pés pelas mãos e apostou em Ricardo Drubscky, que chegou de cabeça baixa e discurso pessimista. Foi apenas até a semifinal contra o Botafogo.

Apesar do seu espírito de perdedor, Drubscky recebeu um voto de confiança e ficou para o Campeonato Brasileiro. Durou duas rodadas e caiu na goleada para o Atlético Mineiro. Enderson Moreira voltava ao Flu junto com Antônio Carlos e Magno Alves. Os resultados passaram a acontecer e o time parecia ter encontrado um encaixe. De moral alta, torcida e time eram só alegria. Chegamos a disputar a liderança do Brasileirão.

Aí veio a grande contratação: Ronaldinho Gaúcho. Muita festa e esperança em recuperar o craque. Mais uma vez o Fluminense fazia umas das festas mais bonitas já vista no Maracanã. A cada jogo, um pouco mais de compreensão com o tempo necessário que ele levaria para se entrosar e pegar ritmo. As vitórias se tornaram derrotas. Terminamos o primeiro turno na quarta colocação e seguimos caindo até que se percebeu que não tava dando certo. Adeus Ronaldinho e adeus Enderson. Bem-vindo Eduardo Baptista. Agora a luta era para não se aproximar do Z4.

Ah, mas ainda tínhamos a Copa do Brasil. Mesmo em má fase e com uma classificação nada tranquila perante o Paysandu, a torcida apoiava e clamava por guerra. Sem favoritismo algum, passamos pelo Grêmio. Era esse o nosso caminho de volta à Libertadores. Vencemos o Palmeiras com autoridade, mas tivemos nossa alegria roubada em parte pela arbitragem e pela séria contusão do Fred, que viria provar o seu amor pelo Fluminense no sacrifício do jogo da volta. Mesmo com muita luta, paramos por ali.

Tínhamos as rodadas finais para tentar alguma coisa. O G5 era um sonho possível, mas logo se desfez e nos restou a salvação garantida a poucos jogos do fim. Alegria na vitória sobre o Vasco. Um sorriso repetido ao ver o rebaixado adversário depender de nós.

O saldo final foi de derrota em quatro campeonatos, sendo que apenas a da Copa do Brasil foi “de pé”. Nosso segundo turno no Brasileirão foi o pior da história dos pontos corridos. Nada mais, nada menos que 19 derrotas.

Festejar as vitórias da base é sempre legal e rir do rival faz parte do futebol. No futebol profissional, seguimos sem motivos para comemorar. Agora estamos na temporada das especulações. Jogadores, patrocínio, material esportivo e até que campeonato jogaremos constam nas incertezas para 2016.

Nos pedidos da virada, um ano que também não precise ser riscado.

ST!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @Rods_C

Imagens: Rods – EM / Google Images

CAPINHA O FLUMINENSE QUE EU VIVI

1 Comments

  1. Sem Maracanã, revezamento com o framengo no estádio da Portuguesa da Ilha. Cavalieri, Jonathan, Giovanni (Léo), Cícero, Scarpa, Marcos Júnior, Eduardo, Biro Biro, Fred. Talvez Marlon, Jean. Julio Cesar para o Gol. Nos livrando de todas as demais barangas, tem no mercado dando bobeira Ceará e Julio Baptista, ex Cruzeiro, Luis Antonio e Everton, ex framengo, e um Réver cuja contratação é factível. Diego Souza? Aceitaria de braços abertos, sem rancor. É possível um tim pra lá de competitivo. ST

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