Um 2013 sem fim (por Marcus Vinicius Caldeira)

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Um ano tenebroso! Inimaginável no começo dele, após termos conquistado o Campeonato Brasileiro de forma brilhante e inconteste no ano anterior. O time campeão mantido no começo do ano e contratações pontuais. Um cenário perfeito para um ano que se apresentaria cheio de glórias.

Doce ilusão! O ano foi e tem sido tenebroso. O pior: insiste em não acabar!

A ideia era ganhar da Ponte, para confirmar o fim de ano sem temor contra Vitória e Náutico em casa. Ainda receberemos o São Paulo, o Atlético e o clássico. Mas a verdade é que o ano insiste em não nos deixar em paz.

Com um time todo remendado, sem Sóbis, Felipe e Wagner, principais peças do elenco atual, já que Fred está fora de combate, é fato que seria difícil a vitória. Mas tínhamos que ter ganho da Ponte Preta, de qualquer maneira.

Não dá para reclamar de falta de comprometimento ou de falta de vontade. O time – seja quem esteja jogando – tenta a todo o custo a vitória. Mas 2013, que parece ser comandado pelo Sobrenatural de Almeida, insiste em nos pregar peça.

Ou o gol da Ponte quase no final do jogo, sem que esta não fizesse nada para merecê-la, não foi uma peça de muito mau gosto? A bola bate na trave nas costas do Cavalieri e entra. Incrível! Só pode ser o Sobrenatural de Almeida. Tudo bem, fizemos um gol assim contra o Goiás. O gol de empate que viria depois contra foi um lance de sorte nosso, mas quem procura acha. A Macaca que não procurou nada, achou um de bandeja. Idem o Cruzeiro, no meio de semana.

Nosso time está mal. Mas vários outros também estão. O problema é que nosso último passe está horroroso e nossa finalização, péssima. Tivéssemos o Fred no time, teríamos ganho de Vasco, Cruzeiro e Ponte. A bola chegou para ser finalizada em gol, mas com Samuel, Biro-Biro e Wagner não deu.

Não dá para analisar o ano sem levar em consideração tudo que houve fora de campo. A asfixia financeira à qual o Fluminense foi submetido matou o planejamento. Salários atrasados, pela primeira vez na gestão Peter, e sem dinheiro para investir. Um verdadeiro massacre ao clube.

Mas o fundamental pra esse ano desastroso foi a perda do quarteto de ouro, nosso diferencial pro título em 2012. As vendas de Nem e Thiago Neves, o fim da carreira do Deco e a contusão do Fred acabaram com o time em campo.

Mas ainda não cabe o balanço. O ano não acabou. Insiste em não acabar. É preciso achar soluções com o elenco que está aí e dar tranquilidade aos jogadores e ao Luxemburgo, dando confiança ao trabalho deles. É com eles que iremos até o final do ano.

Não tem jeito, a hora é de apoio total e irrestrito. Faremos ainda cinco jogos no Maracanã. Ganhando três e caçando uns dois pontos nos jogos restantes, nos livramos do pior.

Feito isso, é reeleger Peter para que o trabalho de reestruturação financeira e administrativa que começou em 2011 continue!

Mas é preciso que 2013 acabe… E logo, se é que me entendem!

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Conca já está contratado!

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Delei foi um ídolo em campo! Não merece essa candidatura plantada por Julio “Sérgio Cabral” Bueno pensando apenas em dar visibilidade ao político de Volta Redonda e ao PMDB. Que Delei reflita sobre isso.

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Sábado foi centenário de aniversário do poetinha. Um monstro sagrado! É uma honra ter o mesmo nome que ele! Ele era Marcus Vinicius, também.

Salve, Vininha!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @Mvinicaldeira

Foto: Nelson Perez / Fluminense F.C.

2 Comments

  1. As contratações pontuais e as avaliações foram o problema: Trouxeram o pereba do Rhayner e acharam que tinham um atacante de velocidade, por isso podiam vender o Nem… inacreditável!

    Trouxeram também o Monzon mas na metade do ano o liberaram porque teríamos elenco. Agora, sem o Carlinhos, não temos mais lateral.

    Não deram valor a raça do TN porque não era mais o artilheiro de 2008. Trouxeram o 3o goleiro do Nautico, não venderam o Samuel… ou seja, erraram em tudo que podiam!

    ***…

  2. Camarada Companheiro…

    Não esqueça de publicar meu comentário de segunda-feira nesta quarta-feira.

    Um abraço fraterno e saudações tricolores,

    EDUARDO COELHO

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