E tudo é vida, Fluminense! (por Crys Bruno)

Oi, pessoal.

Minha última frase no texto da semana passada foi: “O resto é silêncio.” É a frase final do envenenado Hamlet, a personagem que sofre a dor da perda e, consciente, questiona:

– (…) Quando alguém parará de colocar fantasias, de disfarçar sua dor? Quando alguém começará a estar presente naquilo que fala? Quando as pessoas começarão a ser e deixarão de não ser?”

Abel Braga.

Assim respondo a meu amado e preferido escritor, William Shakespeare e seu Hamlet. Abel é. Abel não disfarça sua dor. Abel está presente naquilo que fala.

Diante de vinte e sete mil tricolores, ele chorou, conversou com o espírito do seu filho, João Pedro, nos abraçou e nos beijou, lá no banco de reservas, à distância e do nosso lado. O resto? O resto foi um minuto de silêncio mais amável que uma torcida foi capaz de realizar.

A dor permanecerá, Abel. Para sempre. Mas o amor também. E a morte é uma viagem à outra pátria onde ele está esperando a todos e “presente em pensamento”. E tudo é vida. E “o resto é silêncio”.

Toques rápidos:

– O Fluminense com Wellington Silva é outro time, porque ele com o drible frontal é quem fura as retrancas. Vida longa ao camisa 11 no Tricolor.

– Meu príncipe de Manabí está quase de volta. Isso fará crescer ainda mais o futebol de Scarpa, que bastou sair do meio e cair pelos lados para voltar a marcar seus lindos gols.

– Manteria Matheus Norton e Marlon nas laterais. São mais marcadores. E pela característica dos jogadores do meio-campo e ataque, precisamos ter laterais marcadores, sobretudo. Lucas caiu demais de produção desde seu retorno da contusão. Sua recomposição é lenta e deixa uma avenida. Léo, mais ágil, recompõe mas marca correndo atrás do adversário e não de frente para ele. Laterais que marcam mal sobrecarregam os zagueiros que ficam sujeitos a falhas.

– Calazans é a nova vítima da pior e recorrente lesão que um jogador de futebol pode ter: problemas no ligamento do joelho. Tanta tecnologia, médicos, fisiologistas, preparadores físicos, não é possível ignorar a quantidade de contusões dessa natureza, ultimamente, e ficar de braços cruzados. Mãos à obra: está tendo sobrecarga na preparação do atleta? Fato é e mostra que há algo errado no trabalho de vocês.

– Orejuela, Wendel, Sornoza, Scarpa, Wellington e ceifador. É time, como apostei lá atrás e nosso querido baiano, Alex Athaide, me prometeu “printar” e cobrar: se estivéssemos com os equatorianos e mais Wellington Silva, brigaríamos pelo G4. Sem Frazan e Renato Chaves, aliás. Volta, Reginaldo! (risos).

– Vinte e sete mil tricolores representaram nove milhões em todo mundo. É como disse o profeta e um dos maiores escritores brasileiros, Nelson Rodrigues: “A torcida do Fluminense não é a maior, mas é a que tem mais gente.” Saudações Tricolores.

– E na pegada do amor, da inspiração e exemplo desse touro Abel, hoje é dia de Fluzão. Vamos lá, minha molecada! Para cima da Macaca!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: crys

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