Tricolores, amadurecemos! (por Walace Cestari)

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Eita grená, que na disparada ninguém vai nos segurá! Do inferno ao céu em duas semanas? Calma lá que esse santo ainda é de barro e talvez não guente essas promessas todas. Homessa! Que bom que setembro dobrou a esquina e outubro trouxe mais verão para as três cores.

Isso então significa que resolveu, acabou? Qual! Que nada! Fizemos dever de casa e conseguimos bom empate no clássico. No ápice da inacriatividade podemos dizer que o copo está pela metade. O lado que vê cheio enxerga sete pontos que nos afastam da zona perigosa. Os que veem o vazio ressaltam que conseguimos os pontos mais nas fragilidades dos adversários que por meriticência nossa.

Arre! Mas como é difícil rancar sorriso desta torcida! Agora exigimos futebol gourmet, não é não senhor? Precisávamos de sustança e ela veio na forma de suor, isto alimenta. Até ontem eram crianças correndo assustadas atrás de resultados. Xerém nos dá talento, mas resume-se ao verde. Enfim, encorpamos. O sangue encarnado apareceu no outubro e voltamos a vestir nosso fardamento guerreiro: armadurecemos.

As entradas de Cavalieri e Gum deram profundidade ao time. Se Cava estava mal, espantou para longe a fase ruim. Gum, que nunca foi o galã das confiança absoluta, fez seus três primeiros jogos no ano retomando aquilo que tem de melhor: o espírito guerreiro de superação.

Aliás, alie-se à idade do Gum um quê de reflexão: sem perder a garra característica, nosso zagueiro parece mais atento, conhecedor dos atalhos do campo. O tempo que passa dá, além das cãs, sabedoria a um zagueiro. Gum corre certo, no tempo e (ainda) não demonstrou o afobamento de temporadas passadas.

Abel vibra no banco. A torcida comemora na arquibancada. Muitas serão as razões de não pintarmos todo o Maracanã com as três cores. Decerto não é só valor dos ingressos. De certo, evoluímos nesses três jogos. A distância da zona fatal confere confiança às jogadas e maior ânimo a todo o time.

Temos detalhes a ajustar neste time. Scarpa deve parar de rebuscar seu futebol: tentar o passe mais simples e fazer o jogo correr na direção natural são escolhas que aumentariam a efetividade de seu futebol. Sornoza parece estar entrando nos eixos novamente e o menino Wendel parece que aprendeu a lição de mestre Abelão. Reginaldo vai seguro na zaga pois não acredita em firumágica e, quando pode, bica a pelota pra longe, pois sabe que é de campeonato. Richard virou solução e agarrou a posição. Confesso que não vejo nada demais no menino, mas seu lugar no time está garantido enquanto as empresas burocráticas Orejuela estiver atuando neste ramo em pleno meio de campo.

Defesa, meio… aos poucos tudo se acerta. Na frente parece que há menos preocupação, ainda que eu ache que criamos poucas chances durante os jogos. Avolumados à frente, Marco Junior nunca decepciona no quesito suor e suas limitações já estão mais do que aceitas pela galera. Robinho entrou bem no jogo contra o São Paulo e pode ser mais útil que Romarinho. Mateuses diversos viram opções. Tudo para levar a bola aos pés de Ceifador, ícone deste time e merecedor de elogios, palmas, prêmios e todas as ovações possíveis.

Henrique repete a velha sina dos desacreditados que dão sua volta por cima. Tal qual costuma ser com o Flu. Ceifador já é a cara do Fluminense e tem o sobrenome de nosso passado: Dourado. Que seja a inspiração para que os novos mantenham a pegada e tragam as taças para as Laranjeiras. Cresçam! Diria Nelson aos jovens. Rumo aos 47 pontos da salvação, vejo esse time criando casca. Tô doido por 2018, isso sim.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: cw

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