O que o Flu precisa e o que não precisa (por Paulo-Roberto Andel)

A essa altura dos acontecimentos, temos que vencer de qualquer maneira logo mais. É mais difícil pelo próprio Fluminense do que pelo Coritiba.

Numa rodada com vários empates, quem vence larga dois pontos à frente na média geral. Por outro lado, como a amplitude de pontos entre o G4 e a zona de rebaixamento é pequena, quem perde já sua frio.

O Fluminense de rodadas anteriores do Brasileiro tem plenas condições de vencer o vacilante Coxa. O da eliminação na Copa do Brasil, não. E agora: o que virá pela frente nesta segunda-feira? Desfalcado e em péssimo momento, o Flu precisará se reinventar.

Vencer ou vencer. Mais do que nunca, torcer ou torcer e esperar o melhor possível logo mais.

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Para muita gente, o saco já encheu.

As reações dos últimos dias, com direito a ira – justíssima – da torcida nas redes sociais pela CANALHICE feita com a imagem de Conca, completada pelas manifestações de cobrança da Força Flu e das palavras do vice-presidente do clube, já deveria causar uma reflexão mais profunda no presidente e sua entourage, se é que refletir sobre alguma coisa faz parte de suas dietas.

Ninguém vai tolerar calado mais uma luta contra o rebaixamento, que não acontece agora mas é sempre uma ameaça num time de vaivém empresarial salpicado por veteranos questionáveis, realidade plena desde 2015 (será coincidência?) e ainda mais reforçada nos últimos meses. E se alguém no clube acha que a saída é ameaçar torcedores com processos, convém tirar o cavalinho da chuva. A paciência acabou.

Dentro da normalidade democrática e do respeito às leis, ninguém é obrigado a aceitar que o Fluminense vire uma agência de mão de obra futebolística, trocando seus potenciais mais destacados para pagar salários de funcionários sem capacitação – uma realidade tricolor que hoje ultrapassa e muito as quatro linhas. Desnecessário falar do enriquecimento de agentes de futebol, oferecendo muito pouca coisa ao clube.

No mais, o regime é presidencialista. O presidente fez promessas por anos, então que as cumpra. Simples.

Última forma: no meio do mar de críticas que a gestão tricolor merece, é bom separar os marinheiros dignos da patotinha que, por anos a fio, fez a campanha eleitoral enrustida/assumida do presidente do clube mas redes sociais, sites e blogs, usando de todas as baixarias e golpes baixos, não pela convicção de um Fluminense melhor, mas por vantagens pessoais que, uma vez não concretizadas, levaram essa escroqueria à oposição de ocasião. Todo mundo sabe de quem se trata e quem são os nomes. No twitter anônimo intitulado Flu Verdade, o elenco da ópera está todo lá. Por sinal, é impressionante como este perfil de microblog tem tanta precisão nas descrições dos fatos e personagens.

Houvesse um mínimo de caráter, admitiriam em público o que fizeram e por quais motivos. Mas aí vale a máxima do Barão de Itararé: “De onde menos se espera é que não vem nada”.

Likes e comentários o Fluminense já tem aos montes em seus canais. O que o Flu precisa é de gente honesta, competente, que não alugue suas opiniões e que tenha competência técnica em suas áreas de atuação. Não basta ser torcedor apaixonado, é preciso mais. Paspalhões verborrágicos de Twitter tem aos montes em todos os assuntos.

O que o Fluminense precisa é se salvar para não cair até 2022 e então promover não apenas uma vitória de oposição política, mas sim uma revolução definitiva no clube antes que ele sucumba de vez. Garra, atitude, talento, os melhores nas melhores posições. Uma verdadeira Máquina Tricolor na gestão, na comunicação, na administração, nas contas, na proximidade com sócios e torcedores de todo lugar, na política histórico-cultural. Time grande tem que ter uma direção grande. Time cuja torcida foi educada com Nelson Rodrigues não pode ser massa de manobra de blogueiros sujos e tuiteiros de merda.

Antes disso, os torcedores devem protestar veementemente contra tudo que signifique essa pasmaceira de oito anos sem títulos relevantes, cinco anos com times medíocres e trocentos jogadores de quem ninguém se lembra, mas que estão nas fileiras de acordos na Justiça. Reitero: dentro da normalidade democrática e do respeito às leis, mas com energia.

Torcer pelo Fluminense, sempre. Fazer papel de massa de manobra conformada, jamais.

O Fluminense não tem dono, nem rei, nem príncipe nem coisa alguma. Ele pertence à sua torcida, que o carrega nas costas há quase 120 anos, e é ela que precisa agir antes que seja tarde.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

#credibilidade

5 Comments

  1. Excelente Paulo Andel! onde assino…?

    Saudações Tricolores e Acreanas.
    abraço

  2. Salve tricolor!
    Parabéns pelo site e pelos texto. Leio quase todos os posts do Panorama. Todos os colaboradores são ótimos…agora os teus e os do Savioli são fora da curva. Apenas uma observação, ou um porém como moro em Cuiabá não consigo entender quem são esses que vc sempre diz que sabemos quem são kkk.
    Saudações Tricolores.

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