Não é somente o treinador, Fluzão (por Paulo-Roberto Andel)

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Dada a situação insustentável de ontem, Diniz foi demitido. Não duvido de que futuramente evolua e deixe de cometer os erros de um treinador ainda jovem na função. Por outro lado, é inegável que teve brilhos efêmeros à frente do Fluminense. Mas não havia como continuar, menos até pela posição na tabela do que pelos resultados desastrosos como mandante. Assim terminou o novo Flu que começou em janeiro, pela temporada, ou em junho, sob nova (?) direção.

Para muita gente, é fácil. Bota o Abel, o Mano, o Dorival ou o Jair e as coisas se encaminham. Sabemos que o discurso é diferente da prática.

Sempre fui um otimista em se tratando do Fluminense, desde os piores momentos dos anos 1990 até 2009. Comecei minha carreira literária escrevendo que o Fluminense, então a oito pontos de sair da zona de rebaixamento, jamais cairia; essa mistura de paixão, loucura e profecia, me trouxe até aqui. Mas confesso que nos últimos dias o eterno otimismo andou baqueado.

Muita gente diz que temos time para estar muito acima na tabela de classificação. Estou desconfiado. Mesmo. Há muito tempo o futebol não sobrevive só com nomes. Ok, temos bons jogadores, mas será que era mesmo TIME, com letras maiúsculas, para G8, G6? Não sei. Vou esperar mais um pouco antes de me decepcionar.

Vem aí uma prova de fogo: encarar o Corinthians pela Sula. Sem treinador anunciado a princípio. Os jogadores, solidários a Diniz, provavelmente vão botar toda a garra do mundo no confronto. Resta saber se será o suficiente.

Uma coisa é certa: o que estamos vivendo não constitui novidade. É a infeliz repetição de um velho filme exibido aos tricolores desde 2003: o da luta contra o rebaixamento. Achei que as boas vitórias contra Penarol e Inter sedimentariam o caminho da evolução do Flu, mas me equivoquei. A realidade é outra. Super outra.

Sinceramente, só espero um final feliz em dezembro. Já disse outras vezes: por tudo que sua torcida já sofreu, por todos os apedrejamentos que a mídia esportiva covardemente estimulou, o Fluminense é o único grande clube do país que não tem direito de cair para a segunda divisão. Há menos de um ano, éramos o desespero numa tarde calorenta diante do América Mineiro.

Seja qual for o treinador, torcerei muito por ele. Oxalá dê certo. O Fluminense vai precisar pacas.

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Abel só não será se não quiser. Não creio em Mano; afinal, seu desafeto Fred é esperado no Flu em 2020. Dorival? talvez. Jair, também não.

Bom, já tivemos Ricardo Drubsky… Pé de pato mangalô três vezes!

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A morte precoce de Júlio Bueno foi um duro golpe na sensatez política tricolor. Torcedor de arquibancada, Júlio era uma das cabeças mais privilegiadas na torcida do Fluminense. Fará muita falta.

Seus adversários políticos mais qualificados souberam prestar as devidas condolências. Outros, não.

Já dizia o Barão de Itararé: “de onde menos se espera é que não vem coisa alguma”.

Faz sentido.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

#credibilidade

2 Comments

  1. Ainda bem que o Abel não aceitou. Se com o elenco do Flamengo ele não conseguiu fazer um time bom, imagine com o Fluminense e as suas carências. De bom, já teria colocado um terceiro zagueiro ou um volante-volante, mas teria acabado com o toque de bola e voltado ao esquema de linha direta goleiro-centroavante e sufuco em todo fim de jogo.

  2. Um time onde Ganso é a principal estrela, não há esperanças de grandes realizações. Lento, pesado, e mal-humorado, Ganso é um Nenê melhorado sem mobilidade. O time é o único da Série A que não tem goleiro profissional. Não tem um volante que saiba marcar, um ataque de time infantil, que talvez fosse para ganhar a copinha São Paulo, mas daí brasileiro? A Sulamericana deve chegar ao fim no confronto com o Corínthians ( e é melhor assim ), e o time poderá pensar apenas no brasileiro. O pior, é que…

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