“Time sem vergonha” é sacanagem! (por Marcus Vinicius Caldeira)

INFORMÁTICA PARA PEQUENOS E MÉDIOS AMBIENTES

Segunda picharam no muro do Fluminense entre outras coisas: “Time sem vergonha”.

Pois bem…

O Fluminense jogou com nove desfalques contra o milionário Palmeiras entre titulares e reservas imediatos. NOVE. Ainda assim, fez um jogo de igual para igual. Aos quarenta e oito minutos, o jogo estava dois a um para eles, e Marco Jr teve uma chance clara de gol, cabeceando da pequena área. Não fez. Ali acabava o jogo e teríamos arrancado um empate com o atual campeão brasileiro, abastecido de grana pela CREFISA num mecenato maior até que o da finada Unimed.

Fomos para as finais do Carioca 2017, e só não levamos por uma falha bisonha de Renato Chaves. Pelo que vimos da final, o lance foi capital. O nosso arquirrival passou três anos com o cofre fechado para reestruturar o clube e hoje, abastecido de dinheiro pela Globo, foi e vai à caça no mercado. E ainda assim patina no campeonato: só não perdeu para o Avaí por conta de mais uma vergonhosa interferência externa da arbitragem.

O Fluminense ganhou do excelente time do Santos no Maraca, ganhou do excelente e também voraz no mercado; Atlético Mineiro, ganhou do Vitória e empatou com Atlético Paranaense em um jogo que tomou gol de vacilo no começo do jogo e depois foi ataque contra defesa. Vendeu caro a derrota para o Vasco (clássico é clássico) e vendeu caro a derrota para o Palmeiras, o time do Brasil com maior capacidade de investimento e que aliciou Richarlison às vésperas do jogo tirando-o da partida numa canalhice digna dos que comandam o país.

O time titular está sem peças que fariam falta a qualquer time de série A: Orejuela, Sornoza, Wellington Silva e agora, Richarlison, Douglas lesionado, reserva imediato de Orejuela. O bom Luis Fernando, terceiro reserva de Orejuela, se machucou, sábado. Ainda assim, de novo, vendemos caro a derrota para Palmeiras.

Sim, precisamos contratar. Não muito. Mas, precisamos. Mas, a torcida se acostumou mal demais a viver de ida voraz ao mercado, oferecendo salários altos e sem que o clube detivesse direitos econômicos sobre os jogadores, no tempo da Unimed. E nem sempre as contratações eram boas e nem sempre se fez times campeões.

Temos uma base forte e temos de aproveitá-la ao máximo. Hoje o clube tem direitos econômicos de no mínimo 50% na ampla maioria dos jogadores. Em ativos de direitos econômicos temos por baixo uns trezentos milhões de reais. Outro patamar se comparar a três anos atrás.

O mercado da bola está difícil. Poderíamos ter vários patrocínios na camisa. Todo dia pinta um, mas a diretoria se esforça em não prostituir nossa camisa, em não vender o espaço por menos que ele vale.

A molecada é boa e mesclada com experiência e vinda de uns vai dar caldo com certeza. O time não se entrega, não tem corpo mole como nos tempos de alguns mercenários unimedianos. Richarlison, infelizmente mal assessorado (e não é da base do Flu), ficou balançado pelo aliciamento palmeirense. A diretoria está conduzindo o processo. Por mim, ou o ganha de volta ou vende para o exterior.

Torcedor tem o direito e o dever de reclamar. Pode pensar futebol diferente, só entendendo formação de times campeões com gastança no mercado. Tem o direito e o dever de querer sempre um time de craques. A diretoria tem o dever de fazer times campeões, não ferrar financeiramente o Fluminense e estruturar o clube.

Obvio que a diretoria sabe as carências, quer contratar e vai contratar em breve (não muito, até porque temos uma base a ser trabalhada) mas por erros de contratações nos últimos dois anos (salários altos, gatilhos salariais e etc) e por estruturarmos o clube, precisamos apertar o cinto agora.

Infelizmente, tem política pelo poder, blogs e blogueiros chapas brancas de oposição, e um site de noticias totalmente subserviente aos que perderam as eleições querendo incendiar Roma. Sorte que eles não tem tanta influência como pensam que têm.

A torcida do Fluminense é inteligente.

Criticar sempre, com inteligência.

Chamar essa molecada boa, Orejuela, Henrique, Sornoza, Scarpa, Richarlison, Henrique Dourado (que está  um mostro), Lucas, Douglas, Wendel, e mesmo Léo Pelé que mesmo mal não se entrega, e outros de “time sem vergonha” é uma sacanagem.

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O Aécio Neves do Fluminense e suas “aecetes” estão descontroladas. Não vão incendiar Roma.  Não tem terceiro turno. Sosseguem e esperem 2019. A sanha de poder em detrimento do clube é nefasta.

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Dia 20, serão apresentados ao novo Conselho Deliberativo os uniformes da Under Armour. Que venham lindos (o que não é difícil com as cores e estrutura da camisa do Fluminense). Que a parceria seja excelente para os dois lados.

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Ontem, o Grêmio penou para ganhar do Bahia. O bom time do Cruzeiro perdeu para a Chape em casa. Atlético Mineiro patina. Internacional está na segunda divisão. O Campeonato Brasileiro é foda.

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Todos ao Maracanã, quinta. Nesse momento difícil de muitos desfalques, é hora de união.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @mvinicaldeira

Imagem: mvc

 

3 Comments

  1. Concordo com tudo que falou.
    Mas tem um ponto que temos que criticar a atual diretoria.
    Nem começou bem o ano e a roda oportunidade seja o Veiga, o Teixeira, o Torres é mesmo o Abad ficam falando que tem que vender dois jogadores para cobrir o rombo de 70 milhões.
    Isto só desvalorizou nossos melhores craques.
    O Fla com um clone do Negueba, fez um marketing que parecia o Pelé reencarnado. Faturaram 170 milhões em uma única venda.
    Esta diretoria faz questão de divulgar que está quebrada.

  2. Concordo, MVC
    Como tb concordo com a crônica do Ernesto Xavier aqui no Panorama.
    Saudações Tricolores

  3. Eu gostei muito do seu texto, parabéns! Os palmeirenses que criticam o nosso clube, lembrando do Martinuccio, não perceberam o cerne da questão que é o de terem aliciado o nosso jogador na véspera do confronto. Quanto aos uniformes da “Under Armour”, esperam que sejam diferentes dos do SPFC desse ano, que, visualmente, não me agradaram em nada.

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