Quem é ruim morre sozinho (por Antonio Gonzalez)

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“A inveja e a falsidade são pequenos monstros que causam grandes desastres” (por Paulo Rocha, colunista do Panorama Tricolor)

É incrível, até eu embarquei na onda de que o Fluminense aprontaria para cima da Chapecoense. Ledo engano. Nosso time não jogou nada e, apesar dos desfalques, mal escalado… nessa, meu ídolo Abel Braga bateu na trave. Um dos grandes diferenciais apresentados pelo time a partir do Fla-Flu, foi a escalação e a posterior regularidade do Richard nos 3 jogos (molambos, Avaí e São Paulo). A reaparição do Marlon Freitas contra a ressuscitada equipe catarinense, anulou por completo o futebol do Richard, que é primeiro volante e que havia funcionado no 1º e 3º jogos ao lado do Douglas e no 2º ao lado do Wendel.

Na tarde de domingo entre trombadas e cabeçadas com direito a galos de inchação, nosso Tricolor voltou a servir-se do manto da inutilidade… Nada produziu e facilitou a produção adversária, 2 gols bobos em idênticos péssimos inícios. Nenhum destaque individual que ocultasse a péssima performance coletiva.

As ausências do Douglas, Sornoza e do Henrique Dourado deixaram latente que, infelizmente, o nosso time tem a exata conta do chá. Qualquer coisa fora disso, complica bastante, principalmente com relação ao equatoriano que é definitivamente a melhor cabeça pensante existente na nossa equipe, deixando explicito por momentos, como na ausência do último jogo, ser a única.

Não podemos criticar à entrega do Gustavo Scarpa, talvez seja um dos que mais corre, mas é nítido que anda espesso de idéias. De certo, tenta durante toda a partida, quando muito produz um último passe mais açucarado, mas não é sombra do jogador que encantou o Brasil no começo do ano. A fratura que teve no tornozelo ainda não está 100% resolvida dentro da sua cabeça.

Mas o grande Cazuza já dizia em forma de melodia que “o tempo não para” e, assim sendo, com direito à mudança de chip, hoje tem Sul-Americana e, para aumentar mais ainda a tensão. Quartas de final com direito a 2 Fla-Flus. Que se preparem os corações, que os ventos uivantes não permitam que cruzem bolas na nossa área, que São Careca faça o nosso povo sorrir, assim como João Paulo II comande o nosso abraço. Que o Castilho e o Félix orientem o Cavalieri, e que Assis e Washington façam o mesmo com o Sornoza e o Dourado.

Se eu fosse o Abel, passaria para o elenco o seguinte dever de casa: assistir o vídeo da partida inteira, Corinthians x Fluminense, 1984, Morumbi, 2 a 0 a nosso favor. Não só o time, mas também a nossa torcida… alguns precisam aprender, outros tentar recordar se os neurônios carcomidos pelas agruras do tempo e do álcool permitirem, que 5 mil Tricolores calaram 85 mil corintianos. Muito mais do que uma vitória dentro do campo. Todos os nossos retornaram são e salvos ao Rio de Janeiro. A Fôrça Flu, que liderava e protegia, tinha o seu líder: Antonio Gonzalez.

Vencer, derrotar, derrubar, atropelar, destroçar ao Flamengo, de preferência com dois nós táticos.

É claro que sempre que recordo a momentos de muita felicidade em minha vida que tenho que me transportar ao período de 1978/1987 na Fôrça Flu, de então. É verdadeiro afirmar que eu sei perfeitamente quem caminhou ao meu lado nas arquibancadas, de frente… Hoje posso falar de Beneméritos do clube como Cássio Miranda Neto, Marcos Furtado, Ricardo Kornalewski… de gente como Montanaro, Zezé, Alex Altman, Jorge Mad, André Neguinho, Marinaldo, Patury, Mario Fofoca, André Coca-Cola e, do hoje artista, escritor, produtor e showman Heitor D’Alincourt, sem esquecer do mito Jorge Coccoli, o Soró. Enfim, gente com história e braço. Diferentemente de outros que não serviram, nem servem para coadjuvantes.

Então esse negócio de vaidade, de necessidade de aparecer nunca existiu na minha vida, menos ainda a ânsia de ser almofadinha made in rua das Palmeiras, tipo Museu do Índio, que nunca subiu em árvore, menos ainda ralou a cabeça do dedão, jogando descalço, em algum campinho de asfalto delimitado por 4 paralelepípedos que serviam de balizas.

Com a aparição em 1996 do pensamento “Gil Carneiro de ver o Fluminense” como forma de governo, para fazer oposição, participei da criação do primeiro e maior movimento político (de um clube de futebol) do país, a Vanguarda Tricolor… No pior momento da história, infringimos um corretivo aos meninos do João Havelange… 3 anos depois se aprovava o ESTATUTO QUE DEU DIREITO A VOTO AO SÓCIO DO CLUBE!

Quase nada fez essa tal de Vanguarda… rsrsrs… DEMOCRATIZOU o Fluminense! DEU VOZ E VOTO AO TORCEDOR. Que conste, por 2 anos e meio fui seu Secretário Geral.

Mas infelizmente foram alguns vanguardistas que propiciaram a 1ª punhalada que recebi nas costas. Na época doeu muito, hoje eu agradeço pois faz parte do meu aprendizado, da construção do meu currículo no Fluminense. Existem momentos na vida em que é preciso separar o homem dos ratos, só que para isso existir é preciso antevê-los… em casa de ferreiro não dá para insistir com o espeto de pau, menos ainda querer ser a virgem do puteiro. O jogo é o do xadrez, o sacrifício do cavalo pode permitir que a torre barbarize… assim nasce o futuro fato.

No início de 2015 fui procurado por 3 jovens Tricolores: Fabio Garcia, Vinícius Toledo e Nelson Ferreira. Queriam falar das suas preocupações. Logo eu, aquele que não acreditava mais na fórmula dos partidos na política do Fluminense, acabei sugerindo que se criasse outro sobre a bandeira da OXIGENAÇÃO e RENOVAÇÃO. Outras pessoas gostaram da idéia, os únicos fundadores… nascia definitivamente o Movimento de Renovação 21 de Julho, o MR21.

A mescla de sócios contribuintes, proprietários e torcedores, continha a dose exata de matéria prima para se fazer respeitar. Sem medos, o grupo então poderia até mesmo ser visto como cabaço… Mas o Gonzalez não era. Cartas protocoladas para a gestão Peter, manifesto das 500 assinaturas que não permitiu que se cogitasse um golpe de estado, fomos guardiães do Estatuto.

Apresento a política ao grupo e logo surgem mentes privilegiadas entre as lideranças, ninguém falou melhor sobre cotas de televisão do que o Bruno Carril, nem fez maior poesia do que o Heleno Sotelino.

Houve um crescimento natural e com isso a 1ª grande crise, semana tensa, consigo evitar a expulsão de um componente por insubordinação aos princípios e à ética do grupo, mesmo sabendo que lá na frente poderiam surgir seqüelas, como de fato aconteceram.

Na reta final da corrida eleitoral para a presidência do Fluminense, em 2016, onde era importantíssimo impossibilitar a chegada de oportunistas, irresponsáveis e inconseqüentes ao poder no Fluminense, o MR21, guiado pelas minhas mãos, através de muita conversa, passa a ter uma participação fundamental no processo. Nem Mario Bittencourt, nem Celso Barros… e assim foi. Com a representação direta de 4 membros no Conselho Diretor, o grupo que então tinha menos de 2 anos de fundação, passa a ser situação e com a presença de 11 conselheiros eleitos dentro do Conselho Deliberativo.

Começa 2017 e desde o início eu sentia 2 coisas: de que o MR21 teria uma caminhada de aprendizado por passar de pedra à vidraça e que estava chegando o tempo de eu deixar que os meninos caminhassem sós… Bruno, Heleno, Carlos Faria, Vicente, Raul, Azedias, Edgard, Bandeira, Fábio, Danielle, Thiago D’Aguiar, Kleber, Alexandre Hardman, a querida Mônica Cury, de Juiz de Fora e, principalmente os meus irmãos de sangue Nelson Ferreira e Renato Vieira, entre tantos outros… Um belo grupo, com seus erros e os seus acertos, são a nata dos propósitos da fundação… RENOVAÇÃO e OXIGENAÇÃO, mas sempre sem etiqueta de preço.

E outra coisa que ficou clara e me incomodava: a minha velocidade política estava se afastando, justamente por ter a visão macro, quando, por inexperiência o grupo só conseguia ver o mais próximo, o do momento. E isso não é defeito, mas sim parte de um aprendizado.

Comecei a me sentir como um treinador de futebol que já não conseguia falar a língua do vestiário, mesmo sabendo que ali dentro, a amizade, a cordialidade e o respeito, reinasse entre quase todos. Mas confesso que senti algum tipo de contaminação nas respostas ao meu discurso. Só não conseguia identificar quem estava me minando pelas costas. Mas haver, havia!

No meu último ato, na apresentação do Vice Presidente de Marketing, tive problemas na sua gestação… Com quem? Com que membro? Com o mesmo que eu havia impedido a sua expulsão. Não permiti que trouxesse uma pessoa para dentro da reunião com aquelas qualidades que combatemos durante o processo eleitoral… “oportunistas, irresponsáveis e inconseqüentes” jamais caminhariam com o MR21, nem comigo dentro ou fora do grupo.

Era chegado o momento da minha saída, sem neuras, sem mágoas, sem muito alarde. Uma carta. Adeus!

Mas como eu já tinha vivido os tempos da Vanguarda Tricolor, sabia que do nada iria aparecer um punhal para ser cravado nas minhas costas.

No final do ano passado se eu tivesse indicado um porco para o Conselho Deliberativo do Fluminense, ele teria se transformado em conselheiro… não à toa os papagaios de pirata que sobrevoavam os meus ombros.

Logo depois da minha carta de demissão do MR21, como Liderança e como membro, recebo um telefonema… Era aquele mesmo cidadão que não havia sido expulso do MR21 por minha causa: “Gonzalez, que merda que você está fazendo ao deixar o MR21!”…

Putz… sem seduzir-me por tal amostra de carinho, respondi: “Eu sei o que estou fazendo!”…

Naquele mesmo dia à noite, aquele mesmo cidadão que não havia sido expulso do MR21 por minha causa comenta: “Menos mal que o Gonzalez saiu, agora não vai ter ninguém para me impedir de fazer as coisas”…

Canalha! Cafajeste! Sem pátria!

Por isso, para nada me causou estranheza que aquele mesmo cidadão que não havia sido expulso do MR21 por minha causa, fizesse circular um áudio onde um suposto valentão falava horrores sobre a minha pessoa, dizendo entre outras coisas que eu agia como ainda estivesse nos anos 1980. Burros e idiotas, não sabem dizer quando agi de forma ameaçadora na minha vida.

Mas vocês querem saber qual a razão de que o repasse de tal áudio não me causasse estranheza? Simples… aquele mesmo cidadão que não havia sido expulso do MR21 por minha causa, já fazia o mesmo quando participava em outro grupo político… Bem que o meu amigo e irmão de caminhada Gustavo Marins (nos conhecemos de vista desde 1970 e pouco e pessoalmente desde 1996, quando fomos dos militantes mais ativos na Vanguarda Tricolor) alertava na época: “Aquele que trai hoje para te ajudar, vai ser o mesmo que vai te trair amanhã em causa própria”…

Sangue frio e vida que segue… Sem hipocrisia, sem babaquice de sinhá mariquinha cadê o vigário, é claro que eu briguei e saí na porrada diversas vezes por causa do Fluminense… Entretanto desafio a uma pessoa que (com direito à hipnose e à regressão) que diga uma única vez onde eu tenha feito uma covardia com alguém, judaria ou crocodilagem? Uma só?

Não existe!

Quero que digam quando e onde eu fui parar numa delegacia e algum processo que eu tenha assinado por ter feito uma covardia com alguém, judaria ou crocodilagem? Uma só?

Não existe!

Entretanto aquele mesmo cidadão que não havia sido expulso do MR21 por minha causa, que anda me tratando por aí de troglodita para cima, se esqueceu de que ele mesmo (“aquele mesmo cidadão que não havia sido expulso do MR21 por minha causa”) BÊBADO, depois do jogo, em 2017 da Taça Guanabara, onde nos sagramos campeões contra o Flamengo, AGREDIU na saída do Engenhão COVARDEMENTE PELAS COSTAS, JUNTO A OUTRAS PESSOAS, A UM TORCEDOR COM A CAMISA DO FLAMENGO… tenho todas as testemunhas que qualquer juiz necessitar, inclusive de quem também agrediu junto.

Ora senhores: o Fluminense é coisa séria para mim… Já para palhaços, com certeza é diferente, necessitam de um cartão de visitas para que novas portas lhes sejam abertas. Aquele mesmo cidadão que não havia sido expulso do MR21 por minha causa, não satisfeito continua dizendo merda a meu respeito: “O Gonzalez está de 4 pela Flusócio, está seduzido pelo poder”…

Canalha! Cafajeste! Sem pátria!

Há 11 meses e meio, tanto eu como a Flusócio levantamos a bandeira do diálogo, sem agressões mútuas. De então, até hoje e para a frente, conversas francas, conversas diretas, respeito de ambas as partes. Tanto ela aprendeu a me conhecer, como eu a eles. E confesso que tenho conhecido a belíssimas pessoas. Ponto! Isso não significa que eles concordem sempre comigo, nem eu com eles.

Nem me vendi, nem nunca ninguém da Flusócio tentou me comprar… #SOMOSFLUMINENSE.

E as cagadas que aquele mesmo cidadão que não havia sido expulso do MR21 por minha causa, continuam em aumento… agora vem com uma asnice mentirosa onde acusa a um dos donos deste pedaço, o Marcus Vinícius Caldeira, de ter atuado com o seu grupo de samba no clube, na gestão passada, e recebido como PJ. ISSO É UMA GRANDE MENTIRA!

E estou bem à vontade para falar… durante muito tempo tanto eu, como o Caldeira falamos idiomas totalmente opostos. Aprendi definitivamente a respeitá-lo no pleito eleitoral do ano passado. É um panzer político, daqueles caras que sabem e entendem o exercício da militância e das suas obrigações. Sim ele é músico, tocou com a sua banda no Fluminense (Grupo exaltação ao samba enredo, que já fez uma caralhada de shows, que já atuou com as velhas guardas da Portela e da Mangueira, entre outras)… e ele, o Marcos Vinícius Caldeira, abriu mão do cachê.

Oviedo, onde ocorre o show acima, pertence á região de Astúrias, terra do pessoal das minas de carvão. Povo sofrido, criado na labor do suor e não do dinheiro fácil, como alguns gostam. Essa música se chama “La Puerta de Alcalá”, que é um monumento datado de 1.778 e que acompanhou as várias fases das centenas de anos da vida de Madri, inclusive a ditadores, à Guerra Civil, de 1936 a 1936, à Falange Espanhola, falangistas e franquistas

“La Puerta de Alcalá” é um hino às liberdades… é anti – fascista, anti – xenofobia e anti – homofóbica…

Tem 2 frases que sintetizam os meus pensamentos sobre certo tipo de coisas, dessa escória por vezes chamada de ser humano…

“Fanfarrones que llegan inventando la guerra”…

e…

“Todos los tiranos se abrazan como hermanos, exhibiendo a las gentes sus calvas indecentes”…

Por um Fluminense unido sim, mas sem a chegada de oportunistas, irresponsáveis e inconseqüentes ao poder no Fluminense.

Hoje à noite que seja, VENCER OU VENCER!

Se é para dançar valsa, que se dance… hoje foi um POP tipo “Óculos” do Paralamas… mas pode virar Heavy Strong Metal para a festa passar para a Cidade Nova, no antigo Mangue, ali na prefeitura, com direito a vereadores, assessores de imprensa, fofoqueiros e secretários municipais.

“La Puerta de Alcalá (Ana Belén)”

“Acompaño a mi sombra por la avenida, mis pasos se pierden entre tanta gente, busco una puerta, una salida donde convivan pasado y presente…
De pronto me paro, alguien me observa, levanto la vista, me encuentro con ella.
Y ahí está, ahí está, ahí está, ahí está, viendo pasar el tiempo la Puerta de Alcalá.

Una mañana fría llegó Carlos III, con aire insigne se quitó el sombrero, muy lentamente bajó de su caballo, con voz profunda le dijo a su lacayo: Ahí está la Puerta de Alcalá. Ahí está, ahí está, viendo pasar el tiempo la Puerta de Alcalá.
Lanceros con casaca, monarcas de otras tierras,
fanfarrones que llegan inventando la guerra, milicias que resisten bajo el no pasarán y el sueño eterno como viene se va. Y ahí está, ahí está, la Puerta de Alcalá. Ahí está, ahí está, viendo pasar el tiempo la Puerta de Alcalá.

Todos los tiranos se abrazan como hermanos, exhibiendo a las gentes sus calvas indecente, mandadas de mangante, doscientos estudiantes inician la revuelta, son los años sesenta, y ahí está, ahí está, la Puerta de Alcalá. Ahí está, ahí está, viendo pasar el tiempo la Puerta de Alcalá.

Un travestí perdido, un guardia pendenciero, pelos colorados, chinchetas en los cueros, rockeros insurgentes, modernos complacientes, poetas y colgados, aires de libertad, ahí está la Puerta de Alcalá. Ahí está, ahí está, viendo pasar el tiempo la Puerta de Alcalá.

Miro de frente, me pierdo en sus ojos, sus arcos me vigilan, su sombra me acompaña, no intento esconderme, nadie la engaña, toda la vida pasa por su mirada. Mírala, mírala, mírala, mírala, mírala, la Puerta de Alcalá, mírala, mírala, mírala, mírala”

Quanto ao fascistas, xenófobos e homofóbicos de turno, para eles a música “La puerta de Alcalá” também tem a sua resposta: “NO PASARÁN”

Victor Manuel y Ana Belen – La Puerta de Alcala (en Oviedo, septiembre 20

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: agon

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