Sobre Diniz (por Felipe Fleury)

O Fluminense não tem elenco para poupar jogadores, mas esta é uma estratégia que precisa ser adotada quando se disputam três competições simultaneamente, sobretudo quando jogos decisivos se avizinham.

O que fazer? Sem entrar no mérito do pouco caso da Administração com o futebol, e da calamitosa situação financeira do clube, o que deve ser feito foi exatamente o que Diniz fez na partida contra o Atlético Paranaense: poupar os principais jogadores.

A desastrosa derrota não foi consequência única dos desfalques provocados. É bom frisar que Diniz, não é de hoje, vem insistindo na escalação de Caio Henrique na lateral esquerda, quando todos sabemos que sua posição originária é no meio.

Muito embora o bom Caio venha dando conta da missão, melhor seria que pudesse contribuir com sua qualidade no meio campo, sobretudo em partidas em que seja necessário preservar jogadores na posição. Danielzinho, sozinho na armação, não funciona bem.

Com Mascarenhas à disposição, realmente fica difícil entender o propósito de Diniz, quando se sabe que, perdendo o meio, a chance de perder o jogo aumenta.

Criticar Diniz pode ser salutar, no entanto. Foi errando que aprendeu, veja-se a redução dos volantes, a titularidade de Allan, por exemplo, medidas adotadas por Diniz após muita chiadeira da torcida.

Isso não quer dizer, contudo, que a cabeça de nosso treinador esteja a prêmio. Muito longe disso. Diniz implantou um esquema novo, aproveitando o material humano (escasso) de que dispunha e montou um time competitivo. É claro que, para o Fluminense desempenhar suas melhores partidas, precisa estar completo, o que, num campeonato longo como o Brasileiro, não acontecerá sempre.

É um ônus a que estamos sujeitos e que não pode ser imputado ao treinador. Corrigindo pontualmente seus erros, essa equipe pode nos dar mais alegrias. Tirar Diniz significaria um retrocesso, afinal de contas, que outro treinador, dentro das condições financeiras do clube, poderia alterar tão profundamente a forma de jogar do time como ele fez, conferindo-lhe ofensividade e brio?

Diniz é projeto de longo prazo. Só precisa reconhecer que, às vezes, há opções melhores que a sua para montar a equipe. Já o fez outras vezes, pode fazer novamente. Não se espera menos de um treinador inovador como ele, que saiba reconhecer seus equívocos e tenha em contata que o interesse do Fluminense sempre deverá prevalecer.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @FFleury

#credibilidade

4 Comments

  1. Caio Henrique, enquanto meia, foi banco por onde passou e rebaixado no Paraná. Na lateral, é o melhor jogador do Fluminense. Mas não! Vamos tirá-lo de lá e pô-lo aonde nunca performou bem…

  2. Muito boa esta matéria, é triste ver como está nosso amado Fluminense devedor a todo mundo, como que um clube do tamanho do Fluminense chega a este ponto, acho que deviam prender estes que vendem os jogadores e o dinheiro some.

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