Shield Wall! (por Rods)

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Durante um bom tempo, vários amigos meus me indicaram a série “Vikings”. Por falta de tempo e por já ter outras séries na lista, empurrei com a barriga e fiquei sem assisti-la. Durante o último feriado de finados, resolvi dar uma chance a ela e fiz uma pequena maratona dos seus episódios na Netflix. Gostei, sigo assistindo e recomendo.

O seriado dá boas amostras – nem sempre verídicas, mas tudo bem – de como funcionava a religião e a cultura nórdica. Um detalhe que gosto de prestar atenção é a tática de combate utilizada por eles. Longe de serem ignorantes, lutavam sim com uma vontade e uma fúria acima do bem normal, mas sabiam o que estavam fazendo. Sempre que necessário, a partir do berro de seu comandante, utilizavam o shield wall ou, em bom português, a parede de escudos. Uma defesa quase impenetrável, que, além de impedir ataques, empurrava os adversários e possibilitava contra-ataques.

Nessa formação, diferente daquela utilizada pelos gregos no filme “Os 300 de Esparta”, os homens ficam lado a lado com seus escudos sobrepostos, de forma a não deixar espaços e ainda fazer uma “proteção dupla”. Os contra-ataques aconteciam por baixo ou por cima dos escudos. Por vezes, um viking mais empolgado pula sobre os escudos, caindo nas costas dos inimigos… Notou a semelhança? E é aí entramos com o futebol.

Uma defesa sólida, além de dificultar a vida do adversário, pode propiciar excelentes jogadas a partir de uma bola roubada. Foi assim para nós em 2010 e em 2012. Tanto o Muricy Ramalho quanto o Abel Braga sabem, como poucos, montar um sistema defensivo. Obviamente, isso fica mais fácil quando se tem bons defensores. Mas vocês lembram bem quem eram os nossos?

Em 2010: Gum e Leandro Euzébio

Em 2012: Gum e Leandro Euzébio

Sim, é uma dupla de bicampeões brasileiros, mas aposto que lendo os nomes, você não vê nenhum shield wall.

Leandro Euzébio saiu quase que execrado do Fluminense, principalmente pelos seus erros em saída de bola (coisa que nem deveria fazer). Gum foi eleito o grande responsável por quase todos os gols sofridos neste ano. Ou seja, já representaram uma defesa sólida, mas hoje causam caretas na torcida. Escudos que foram usados até se quebrarem e que continuaram na ativa depois disso. Suas façanhas mal são creditadas a eles.

Além do bicampeão remanescente, nosso elenco conta com Marlon, Antônio Carlos, Henrique, João Filipe, Victor Oliveira e Artur. Novamente, aposto que lendo os nomes, você não vê nenhum shield wall. Se salva o garoto Marlon, mas é fato que ele precisa de experiência. Artur é uma incógnita, mas é muito elogiado por Eduardo Baptista nos treinos. Os demais devem ter seus contratos encerrados ou interrompidos de alguma forma.

Mas e então, o que precisamos para poder voltar a confiar na nossa zaga? Temos o Nogueira para subir e muitos dizem que ele é melhor que o próprio Marlon. Mas será que funciona jogar a responsabilidade no ombro de dois jovens, por maior o potencial que apresentem? Muito provável que não.

Precisamos de alguém experiente, que seja capaz de orientar os garotos e que ainda consiga jogar em alto nível. Não vi ninguém assim na nossa lista de interesses. Léo Silva do Atlético Mineiro e Paulo André do Cruzeiro seriam ótimos exemplos. Durante muito tempo tivemos a “desculpa” da Unimed para não investir em grandes zagueiros, mas e agora? Após o insucesso, especialmente nesse setor, do “scout” utilizado pela nossa diretoria, acho que passou da hora em se preocupar em parar de tomar gols e depois fazê-los.

Quero uma boa proteção à zaga, mas também quero que ela saiba se virar quando desprotegida. Quero um goleiro que não deixe passar nem pensamento, mas também quero que não deixem a bola chegar nele.

Que Fluminense finalmente desperte e se espelhe nos Vikings para  fazer da nossa defesa uma grande parede de escudos.

ST!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @Rods_C

Imagem: Rods / EM / Divulgação History Channel

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LANÇAMENTO O ESPIRITO DA COPA RJ

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