Santos 3 x 0 Fluminense (por Felipe Fleury)

Foi uma derrota esperada. Pensando sem a camisa Tricolor, eu acharia o empate uma grande injustiça. Evidentemente, perder faz parte do jogo, mas entrar em campo derrotado é coisa para poucos, para Marcelo Oliveira, por exemplo.

Muito embora os times titular e “reserva” do Fluminense não sejam tão diferentes qualitativamente, há que se considerar o desentrosamento natural de quem não joga junto e alguns reservas muito abaixo do nível de titulares, que já não são lá grande coisa.

Júnior Dutra, por exemplo, foi mais zagueiro adversário do que atacante do Fluminense. Uma nulidade do princípio ao fim e que se manteve em campo durante toda a partida, aos olhos benevolentes do nosso treineiro, que não o incluiu nas três alterações que realizou.

No primeiro tempo, o desconjuntado time Tricolor ainda conseguiu parar a equipe santista e chegar duas ou três vezes à frente, é bom que se diga, sem perigo algum.

Na segunda etapa, contudo, o time de Marcelo Oliveira desapareceu na mediocridade da estratégia covarde de seu treinador. Ainda suportou, acuado por quase 40 minutos, a pressão santista, mas sucumbiu após uma falha de marcação e um pênalti convertido por Grabriel. Com a vantagem mínima, o desnorteado time Tricolor abriu espaços e sofreu mais dois. Foram três gols em cinco minutos e poderiam ter ocorrido mais, não fossem duas intervenções sensacionais do goleiro Rodolfo e uma bola salva pelo zagueiro Frazan.

Marcelo Oliveira é isso, um retranqueiro de luxo, um enganador que se acovarda diante de times mais qualificados e que imaginou que poderia conter a equipe do Santos, em sua própria casa, postado quase 90 minutos no seu campo de defesa, e ainda com um time reserva. Se já não tinha muito a perder, Marcelo poderia exercitar algo novo, quem sabe alguma ousadia recôndita, sem abandonar seu método defensivo, mas com saídas efetivas para o ataque. O Santos jogou sem ser importunado.

Foi triste, porém merecido. Um treinador desse tipo não poderia se regozijar sequer de um empate nessas condições. Seria uma injusta punição a quem buscou sempre o ataque, o Santos, e um prêmio indevido a quem optou pela covardia, Marcelo Oliveira.

De tudo que se viu, pelo menos a certeza de que temos um bom plantel de goleiros. Rodolfo foi o melhor do Flu. E que essa economia de um time inteiro sirva de alguma coisa na segunda partida contra o Nacional do Uruguai. Vamos ver se Marcelo Oliveira acerta dessa vez.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @FFleury

4 Comments

  1. Boa noite. Só lembrando: não tem técnico prá time ruim. Não existe. Agora, a gente pode ficar se iludindo. Aí é de cada um.

    1. Concordo que nosso time é ruim ( igual a pelo menos metade que disputa a primeira divisão), mais o que digo é que poderia jogar com mais atitude e mais organizado. Hoje estamos em décimo, posição que frequentamos já a muito tempo isso para mim demonstra que nosso time está na média do campeonato. Não quero me conformar com isso, quero um time vencedor como você, porém acho sinceramente que com mais organização poderíamos tentar uma vaga na libertadores em sétimo.

      Quero um técnico que faça o…

  2. Junior Dutra, Marlon, Airton, Julião, Dodi, Kayke, M. Norton, não tem condiçoes de jogar no FLU, tendo atletas deste nível no elenco é apequenar o clube, sao jogadores de várzea e deveriam ser dispensados sumariamente….o unico do jogo de ontem em condições de titularidade é o goleiro Rodolfo, esta diretoria está afundando o clube.

  3. Saudações tricolores, Futebol é um jogo tático, principalmente quando temos times que são de níveis parecidos (não iguais), e ontem o que vi foi um time covarde sem atitude tanto na defesa quando no ataque. Não há dúvida que o time do Santos é melhor que o nosso porém a diferença de atitude no segundo tempo foi o diferencial, nosso time não sabe nem defender nem atacar, fica toda atrás da linha da bola mas não agride o adversário, não força o erro, é passivo, assiste o outro time jogar…

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