Santos 2 x 1 Fluminense (por Paulo-Roberto Andel)

ANDEL RED NEW

Depois de meia hora de boa briga e nenhum chute, o Fluminense finalmente chegou perto da área do Santos, tendo duas chances – uma delas perdida de forma inacreditável pelo Resolve, a outra chutada fraca pelo Wellington. Antes, aguentou firme a pressão de seu poderoso adversário, com maior volume de jogo e explorando principalmente as laterais do campo – que os mais antigos adoravam chamar de flancos -, desperdiçando oportunidades de abrir o marcador – Júlio César foi bem ao sair em cima de Ricardo Oliveira, depois da equivocada saída de bola. Mais uma vez com o Gustavo Scarpa de multitarefa: chutar a gol, passar, cobrar falta e escanteio. Os passes também ficaram muito prejudicados. Jogo de pegada.

Nada a reclamar do gramado da Vila, castigado por uma chuvarada antes da partida.

Era natural que o Flu tivesse que correr e encarar o Santos mais ofensivo: o Peixe está no alto da tabela, jogava em casa e ia correr mais do que o de costume, com a torcida empurrando. Por esse ponto de vista, descer para o vestiário no intervalo com o empate na mão foi uma boa. Bom resultado, atuação opaca. Talvez fosse diferente se tivéssemos um finalizador de ofício, mas Levir parece convicto nesta formação alternativa sem o homem-gol. Faz sentido não contar com o Ceifador, por motivos óbvios.

Dureza na volta para o segundo tempo. Mal começou o segundo tempo e o Santos marcou seu gol de cabeça com o colombiano Copete, em mais uma bobeada de Gum e WS, afora a jogadaça do eterno Renato. Começar de novo em busca de uma nova virada. Foi o que tentou, mais com empolgação do que propriamente qualidade. A bola não saía da intermediária do Flu, com o Santos dando as cartas no meio.

Pierre fora, Richarlisson dentro, atacando com Resolve e Wellington. E aí o Fluminense empata o jogo aos 19, com WS aproveitando o rebote do goleiro Vanderlei na cabeçada do Resolve. Não é fantástico esse negócio de futebol, onde o jogador menos esperado acaba sendo o mais agraciado? O candidato à forca acaba sendo o algoz da obviedade.

Com o empate, mesmo ainda sob certa confusão, o Fluminense foi atrás da vitória. Ainda havia quase meia hora de luta. Susto numa bola levantada que Júlio César colocou para escanteio. O Santos continuou impetuoso e pressionando no ataque. Para o sprint final, Marquinho no lugar do cansado Wellington. Enquanto isso, numa sequência levamos uma bola na trave e o segundo gol, em cabeçada de Ricardo Oliveira. Ê, Gum.

A última cartada de Levir foi a saída do Resolve, trocado pelo Ceifador. Mas aí vale a máxima do Barão de Itararé: de onde menos de espera é que não vem nada mesmo. Fim de festa, derrota fora de casa, o quinto lugar mantido com 46 pontos. Acontece, mas também ensina: não nos deixemos cair em papagaiadas, sejam elas quais forem. O ano de 2005 foi uma grande lição. Prossigamos na luta.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: rap

8 Comments

  1. A falha no primeiro gol foi do WS. No segundo, o Ricardo saiu da marcação do Henrique por trás do Gum, que já foi vendido. Preste atenção! Está faltando treinar algum jogador alto no primeiro pau , pois desde a saída do Fred, sofremos por isso . De qualquer forma, o Fluminense é menos time do que estão a sua frente. Vai disputar o quinto lugar com AP, Grêmio, Corinthians e Botafogo. ST

    1. Perfeito, tomamos gols asim contra Chapecoense e Sport
      E só pra não perder a viagem, melhor 5 minutos de Magnata , de bengala, do que Ceifador ( que empresário invejável)

  2. Paulo, muito bem lembrado, não se pode dar a bobeada de 2005 na reta final. Ainda bem que não tem Horcades, hehehehe. ST

  3. Não vi o jogo, mas vendo o lance do gol (em que pese o “escorregão” do WS) o Renato estava sem um marcador, até eu com quase 50 anos pesando nas pernas faria aquela jogadaça.
    O cara dominou a bola, tomou um copo d’água, ajeitou a bola, pediu um cafezinho, deu um toque pra frente, abriu o jornal de domingo, e fez o cruzamento certo…….aí é mole culpar só a zaga (horrorosa com o David Luis de chapinha por sinal), cadê o Pierre e o Cicero que nem 1 dos 2 chegou no cara???

    ST

  4. E pelo que lembro, Renato Chaves e Marlon foram preteridos na zaga por serem ruins nas bolas altas, parece que esqueceram de contratar os bons nas bolas aéreas.

    ST

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