Santos 2 x 1 Fluminense: atuações (por Mauro Jácome)

mauro jácome red

O jogo não aconteceu até a metade do primeiro tempo. Principalmente, pelo lado do Fluminense. Um festival de passes errados e, para piorar, com vários balões de Gum ou do goleiro Júlio Cesar. Gustavo Scarpa e Marcos Junior se movimentavam para dar opções, mas se um corria para um lado a bola ia para outro. Ou Marcos Junior se posicionava no comando de ataque, mas a bola chegava alta para os zagueiros santistas com o dobro do tamanho. Os laterais pouco participavam e Cícero estava cercado pelo meio-campo adversário. O lado bom da história era que o Santos também errava uma barbaridade. A primeira boa oportunidade foi do Peixe aos 24’: uma saída apertada de Júlio Cesar para Wellington Silva, que perdeu a bola e o goleiro tricolor foi obrigado a sair nos pés do atacante santista.

O Fluminense só foi complicar a vida de Vanderlei depois dos 34’1ºT numa boa sequência: primeiro com Gustavo Scarpa num chute de longe; depois com Wellington que costurou e bateu no canto para boa defesa do goleiro; logo em seguida, coube a Marcos Junior chutar na zaga e perder a melhor.

Parecia que o segundo tempo seguiria o ritmo do primeiro até Wellington Silva cometer um de seus erros mais frequentes: deixou Copette se antecipar num cruzamento de Renato e bater Júlio Cesar numa forte cabeçada. Depois do gol, o Fluminense adotou uma postura mais ofensiva e passou a rondar o gol de Vanderlei. Aos 18’2ºT, William Matheus cruzou para Marcos Junior, que se atirou e cabeceou. O goleiro santista defendeu e Welington Silva pegou o rebote e empatou. Aos 24’2ºT, Richarlison se lançou, recebeu belo passe de Marcos Junior e bateu na saída de Vanderlei. A bola passou raspando a trave. Quase a virada.

Após os 30’2ºT, o Santos tomou o controle do jogo e apertou o cerco. O Fluminense recuou e permitiu a pressão. Aos 38’2ºT, numa cobrança de escanteio, Ricardo Oliveira ganhou de Gum e cabeceou para as redes. A partir daí, o Fluminense se mandou em busca de novo empate.

JÚLIO CÉSAR

Boa saída nos pés de Copette aos 24’1ºT, mas para corrigir uma saída de bola ruim para Wellington Silva. Defesa difícil aos 30’2ºT, num chute cruzado. Em seguida, errou na saída de gol e o Fluminense passou sufoco.

WELLINGTON SILVA

Preso na marcação. Falhou ao deixar Copette se antecipar e abrir o placar. Redimiu-se ao marcar o gol de empate. Ou seja, esteve melhor colocado na área adversária do que na própria.

GUM

No primeiro tempo, foi o cara do chutão. Alguém apertado passava para o zagueiro despachar para a frente. No segundo, alguma saída em falso para marcar fora da última linha. Dificuldades para marcar Ricardo Oliveira e perdeu a principal disputa no segundo tempo, que resultou no segundo do Santos.

HENRIQUE

Vida mais tranquila do que a do companheiro. Fez bons desarmes.

WILLIAM MATHEUS

Sofreu com a velocidade de Vitor Ferraz. Na frente, conseguiu acertar o cruzamento que originou o gol de empate.

PIERRE

Firme na marcação, mas errou muitos passes no início da transição. Foi sacrificado para melhorar o poder ofensivo.

RICHARLISON

Foi para o jogo para tentar repetir a fórmula que deu certo contra o Sport. Quase funcionou. Aos 24’2ºT, recebeu na corrida e bateu, mas a bola foi à esquerda do gol. Tem dificuldades nas trocas de passes.

DOUGLAS

Mais preocupado com a proteção da zaga. Quando o Santos saiu em velocidade, ficou pelo meio do caminho.

CÍCERO

Participou pouco da organização do jogo. Apareceu mais nas bolas aéreas ofensivas. Como em outros jogos, fez falta na transição.

GUSTAVO SCARPA

Sofreu nos primeiros minutos com o festival de passes errados. A partir do momento em que o Fluminense conseguiu colocar a bola no chão, o meia começou a aparecer. Teve poucas chances para concluir a gol.

MARCOS JUNIOR

Correu, tentou fechar a saída de bola do Santos, mas teve dificuldades com o excesso de ligações diretas. Perdeu a melhor oportunidade do primeiro tempo.

HENRIQUE DOURADO

Não fez nada de útil. Jogou pouco tempo.

WELLINGTON

Procurou abrir a defesa adversário com dribles em diagonal. Em alguns momentos, abusou do individualismo. Caiu muito de rendimento no segundo tempo.

MARQUINHO

Mal entrou e o Santos desempatou. Pouco participou.

LEVIR CULPI

Manteve a escalação considerada titular. Armou o Fluminense para segurar o Santos no começo de jogo com forte marcação na intermediária tricolor. Após a metade do primeiro tempo, o Fluminense procurou manter a posse de bola e chegar à área de Vanderlei pelo lado esquerdo com os dribles de Wellington. Voltou com o mesmo time para o segundo tempo, mas o gol do Santos logo no início, fez com que o técnico alterasse a forma de jogar: tirou Pierre e colocou Richarlison. Prevendo uma pressão santista no fim do jogo, tirou Wellington e colocou Marquinho. Logo em seguida, o gol do Santos. No desespero, trocou Marcos Junior por Henrique Dourado. Tirando alguns momentos em cada tempo, o Fluminense não fez um bom jogo.

SANTOS

Um futebol fraco com uma camisa mais feia ainda. Um absurdo trocar a histórica camisa branca por uma sem nenhuma identificação.

ARBITRAGEM

Um impedimento inexistente de Marcos Junior. Um lance bastante discutível em que David Braz foi para a bola com o braço à frente. Muitos árbitros marcariam. Noutro, Wellington Silva deslocou Copette dentro da área. Eu teria marcado os dois pênaltis.

…SAINDO DE CAMPO

Faltou ambição.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @MauroJacome

Imagem: maj

2 Comments

  1. Talvez seja pura implicância minha, mas já que o Cicero não marca e não arma jogo, poderia jogar de centro avante.

    ST

  2. E pelo que lembro, Renato Chaves e Marlon foram preteridos na zaga por serem ruins nas bolas altas, parece que esqueceram de contratar os bons nas bolas aéreas.

    Inclusive o Marlon está no Barcelona, que se quiser ficar com ele é só mandar 2 balas juquinha e 1 mariola que está pago.

    ST

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