Roubado é mais gostoso… (por Paulo-Roberto Andel)

Em mais de 700 colunas minhas neste PANORAMA, afora outras 300/400 em outros veículos, que deve dar um total de 2.500 páginas, o total de referências que fiz às arbitragens não completa três delas. Não é que o tema seja desimportante, pelo contrário, mas é porque já se tornou cansativo. E minha torcida pelo Flu não impõe um time onde tudo é belo e perfeito, sem erros. Em geral, desconfio deste amor cego, embora o respeite.

O Fluminense não mostrou seu melhor futebol nas duas partidas finais do Carioca 2017 e, por diversas razões, deixou o título estadual escapar. No entanto, é bom que se diga, o lance que DECIDIU a competição foi absolutamente irregular. Não, não apenas isso; foi leviano, calhorda, hipócrita, talvez um retrato fiel destes dias que vivemos no Brasil, cheio de falsos moralistas e cavaleiros da ética de ocasião. A falta grosseira de Rever em Henrique passou para os anais do submundo do futebol brasileiro, literalmente. Um despautério.

O que veio a seguir foi mera decorrência: o empate no fim, a expulsão de Cavalieri, o Fluminense sem goleiro e ainda lutando mesmo com o impossível tatuado em seu rosto.

A campanha não foi a suficiente para o título, mas o Flu conseguiu resgatar um prêmio valioso nestes três meses e meio: a recuperação do seu referencial. Acabou a era do time pastoso em campo. Ganhando ou perdendo, a defesa da camisa está sendo feita com bravura. Quando a maior torcida da TV brasileira se cala, existe um Fluminense fazendo papel de mosca na sopa.

O futebol não deixa tempo para mágoas. Quarta-feira tem Sul-Americana em jogo decisivo. O Brasileiro está a um passo. O tempo não para.

PS: a se confirmar a comemoração do soprador de apito, desce à tumba o resto de vergonha na cara que ainda se podia ter no futebol brasileiro.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: rap

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