Resende 0 x 1 Fluminense (por Paulo-Roberto Andel)

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O final feliz de um filme trash

O nômade do futebol carioca em mais um horário desfocado, desta vez como visitante em Volta Redonda. Sete rodadas, um jogo no Maracanã. A genial administração aka Roubinho. Sétima rodada, cinco times não venceram um jogo sequer até aqui. Trash!

Sem inspiração (novamente), exceto pelos lampejos do jovem Gerson, o Fluminense parou no bloqueio de marcação do Resende. “Ainda sim” (os letrados entenderão), teve as duas grandes chances do jogo: bolas na trave com Giovanni e Vinícius. De resto, o eterno problema do penúltimo toque. Limitadíssimo, o Resende confiou em sua parede defensiva – mais o sarrafo – e atacou na boa. Deu chilique por causa de um impedimento finalizado a gol. O Flu é mais caro, tarimbado, (ainda) tem mais talento. Deveria predominar, mas não conseguiu. Um empate chocho nos primeiros 45 minutos. Um jogo pegado, fechado – sofismas para enrustir uma autêntica pelada. E chata. Chata.

Sinais de esperança na volta: um chute por cima de Vinícius e o pênalti sobre Fred, naturalmente não marcado porque os árbitros da Federação têm cerca de catorze graus de miopia. O troco foi um defesaço de Cavalieri em cabeçada, evitando o pior.

Marlone no lugar de Wagner, ainda sem o ritmo ideal. A torcida pediu Walter para melhorar a velocidade e a agilidade da dianteira. O Resende retrucou com uma bola na trave.

A quinze minutos do fim, grandes hits num bom chute rasteiro de Gerson, desviado para escanteio. Uma prensada de Walter (sem trocadilhos), por cima do gol – Cristóvão atendeu ao clamor popular. Um peteleco em cabeçada de Fred, depois do cruzamento de Wellington Silva – homem-chave do começo do campeonato, tímido até então nesta partida, mas dos que vinham se salvando no jogo.

A cartada final: 42 do segundo tempo, Walter acerta uma bomba diagonal que virou cruzamento, o lateral desafiou definições, virou um Fred e empurrou para dentro no estilo Magno Alves. Salvou o Tricolor, os pontos, garantiu o retorno ao G4 e Cristóvão suspirou feliz com o adiamento da guilhotina pedida por parte da torcida. Só não salvou o jogo, que de chato virou um horror, mas não mais chato do que os babacas prepotentes do Facebook.

Dois únicos gols neste domingo pelo campeonato carioca. Deveria ser um sinal de alerta, mas receberá apenas o devido descaso. Um jênio jeniau acha o certame ótimo.

Walter foi louvado pelo chutão guerreiro. A vitória apaga erros, emagrece e até semeia o amor. Alívio até o Clássico Vovô, mas preocupação também. Treinar é preciso, e muito.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: pra

#SejasociodoFlu

4 Comments

  1. treinamento em período integral já….senão, o pior está por vir…o Brasileirão é logo ali…….

    ST

  2. Paulo,

    Tem tricolores (pasmem) dizendo que as críticas ao Cristóvão são porque a torcida do Flu é predominantemente racista.

    Elenquei alguns ídolos imortalizados desde Didi e Pinheiro, passando por Denilson e PC Caju, Flavio Minuano, os bustos de Assis e Washington, até Marcão e Thiago Silva (e tomara, Gerson e Robert).

    Mas já não existe um post sobre isso? Ou me confundi e não foi no Panorama?

    1. Andel: Daniel, outro dia eu fui acusado de racismo por quatro torcedores, dado que publiquei um poema neste PANORAMA com o título de “Dois deuses pretos”…

      A ciclotimia de parte da torcida está indo às raias da loucura. Não se pode contestar, não se pode criticar. Quem quer ver o Fluminense melhor em campo ou à beira dele “não é tricolor”. Qualquer pum precisa ser tratado como uma Lusíada de Camões.

      Cristóvão foi um jogadoraço.

      Como técnico, deixa muito a desejar.

      E desconfio que de nada adiantaria ele fazer o clareamento do Michael Jackson: o problema de forma alguma tem a ver com pele, o que seria ridículo, mas sim com cérebro. Pensar, refletir, agir.

      Abraço.

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