Reforços? (por Gustavo Reguffe)

Em minha última coluna do ano passado, comentei o tranquilo final de temporada tricolor devido ao título antecipado, fruto sobretudo de um bom planejamento. Falei também sobre as boas perspectivas para 2013 e da importância em se manter a continuidade desse bom trabalho da diretoria.

O outro assunto abordado à época foi a especulação sobre possíveis contratações de reforços. Como é comum nestes períodos de recesso, são muitos os rumores envolvendo jogadores considerados de alto nível que, por um motivo ou outro, tornam-se repentinamente disponíveis no mercado.

Considero a renovação do elenco parte de um planejamento bem sucedido, como é o modelo tricolor. Mesmo num time vencedor, é necessário ter humildade e olho clínico para se identificar onde é possível melhorar. No caso do Flu, insisto na necessidade de um jogador de qualidade para reforçar a defesa. Teremos a Libertadores, uma competição dura pela frente, e precisamos de uma defesa sólida.

Pelo mesmo motivo, acho muito coerente a busca de um jogador de técnica apurada para o meio de campo. Eu diria que para o setor, aliás, estamos carentes de reforço independentemente da quantidade de competições em disputa. Passamos por algumas dificuldades na temporada passada, por exemplo, devido à irregularidade de Thiago Neves e às constantes contusões de Deco e Wagner.

Até o momento em que escrevo, o Fluminense havia confirmado o interesse em Riquelme, Felipe e Carlos Eduardo, além de dois outros nomes mantidos em sigilo. Quanto ao ex-jogador do Grêmio, não tenho acompanhado sua carreira e, consequentemente, não tenho condições de avaliar seu futebol recente. Mas me lembro que era bom jogador e ainda tem 25 anos, motivos de sobra para que se transforme em meu favorito dentre os três citados.

Riquelme e Felipe são jogadores praticamente em fim de carreira. O primeiro, aos 34 anos, já não exibe a mesma forma há algum tempo e os próprios Xeneizes admitem abrir mão dele sem muita dificuldade. Ora, se não serve para o Boca, tampouco para o Flu. Com relação ao Felipe, este é velho conhecido da torcida carioca: aos 35 anos, também já não mantém o mesmo vigor da juventude. Apesar de talentoso, tem fama de chinelinho e desagregador. Nada, enfim, de que o Fluminense precise.

Seria bom, portanto, que a diretoria, a mesma que tem divulgado que vai trazer um reforço de peso, mas sem fazer “loucuras financeiras”, mantivesse a mesma sobriedade e sensatez na escolha dos possíveis “reforços”.

Gustavo Reguffe

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Contato: Vitor Franklin

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