Quem tem medo do mosaico? (por Paulo-Roberto Andel)

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Qualquer que seja a desculpa para o preço mínimo de cem reais nas arquibancadas do Fla-Flu, ela será esfarrapada e estapafúrdia. Uma imposição vergonhosa (mais uma!) a dezenas de milhares de torcedores no Rio de Janeiro. Resta saber quem concorda com isso.

Flagrante desrespeito ao Código do Consumidor que, claro, jamais será esmiuçado por pessoas como o procurador Senise, vida sua incrível sugestão de beneficiar a co-infratora Portuguesa no começo desta semana.

Há muito tempo a bilheteria não garante sozinha o caixa dos times, sendo ela uma das parcelas modestas na composição de receita da maioria dos grandes clubes brasileiros. Portanto, a ânsia capitalista numa única partida não tem lá muita sustentação de raciocínio.

A respeito da ensandecida atitude econômica por parte da dirigência do Flamengo, pode-se ter mais de uma interpretação – e todas contra o Fluminense.

Talvez uma represália a determinadas declarações do presidente Peter Siemsen em sua entrevista ao canal FlaPress ESPN Brasil.

Quem sabe o grande sonho de ter um clássico só para si, atendendo às nuances de certa megalomania que contagia alguns torcedores da Gávea, asfixiando monetariamente a grande força adversária que é a torcida mais bonita do Brasil?

Recomenda-se navegar em mares mais claros.

O boca-a-boca já tinha se espalhado: instruída e sofisticada, a torcida do Fluminense, culta e sofisticada estava movida para exibir um mosaico que desagrada em muito a todos aqueles que têm aceitado, ignorante ou ingenuamente, a maior coincidência do futebol brasileiro: Gávea-Canindé. E denunciar para todo o mundo os crimes da imprensa esportiva marrom, persistentes entre dezembro e janeiro, agora suavizados porque a coisa ficou de mau cheiro.

Um mosaico tricolor falando de tais temas é profundamente desagradável para a comunidade mais-querida: o time, a torcida, a emissora de televisão, os canais de comunicação.

A inflação dos ingressos parece uma coincidência tão grande quanto aquele lapso de memória que impediu centenas de jornalistas de noticiarem que, com a irregularidade de André Santos, o Flamengo poderia ser rebaixado com os resultados do fim da rodada 38.

Uma coincidência tão grande quanto forçar de qualquer maneira o Vasco a jogar depois do caos em Joinville; afinal, caso a Colina tivesse a partida remarcada e, noutras condições psicológicas, vencesse seu jogo contra o Atlético-PR, somado aos resultados óbvios do STJD, simplesmente o verdadeiro devedor da série B teria que pagá-la – a não ser que inventasse uma nova tabuada, por sinal um patético artifício que vem sendo utilizado por alguns maus jornalistas.

Dois meses e ninguém fala do apagão da imprensa no caso André Santos-Heverton.

As grandes provas que mostrariam a todos ser o Fluminense o grande subornador do futebol brasileiro nunca apareceram.

Um silêncio de deixa-pra-lá.

O clássico mais tradicional do futebol brasileiro ter uma clara sabotagem para que a torcida mais ofendida, achincalhada e ridicularizada no país dos hipócritas, fosse desestimulada a comparecer e se manifestar.

Grandes jornalistas não tocam no assunto. Será que as informações preliminares os desmotivaram, por atingirem suas preferências e agrados?

Seria o Papai Noel a principal testemunha de tudo o que se tenta encobrir desde dezembro?

Tudo isso está contido numa pergunta final que sintetiza bem os acontecimentos.

Quem tem medo do mosaico?

No domingo, manchetes vão ridicularizar a presença da torcida do Fluminense, como se não tivesse havido um esvaziamento proposital. É fundamental vender a mentira de um supertime no Rio de Janeiro e, claro, encobrir toda a sujeira escondida desde dezembro.

Trata-se de uma farsa de décadas, finalmente mais notada por conta das redes sociais.

E muito distante da vergonha na cara tão apregoada pelo líder rubro-negro dias atrás.

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Sobre o sr. Claudio Salles, o “candidato de oposição” da Unimed.

“A julgar pelas palavras do Sr.  Salles, encantadíssimo com a parceria Peugeout-Flamengo em vários momentos do programa, porém declarando-se “apenas torcedor da Unimed”, o Fluminense não passa de mero agente receptor da filantropia exageradíssima da patrocinadora – o que naturalmente só pode ser tratado como piada. De mau gosto. Péssimo gosto.

Dentro de vinte dias, poderemos saber melhor a posição do candidato oposicionista.

Ou um vitorioso cooperado preocupado com os destinos de sua empresa, ou um torcedor recalcado.

Para o bem e para o mal, sinais visíveis que o Fla-Flu da Unimed pode terminar numa retumbante goleada das Laranjeiras.”

(publicado em 03/02/2014 – http://www.panoramatricolor.com/a-oposicao-da-unimed-por-paulo-roberto-andel)

Entrevistado na CNT no programa de Edilson Silva, o sr. Salles foi perguntado a respeito do time de seu coração. Respondeu: “Sou torcedor da Unimed”.

A fotografia, nobre arte de nomes como Cartier-Bresson, Evandro Teixeira e Sebastião Salgado a serviço do combate à hipocrisia.

Imagens que dizem tudo.

mendes

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

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6 Comments

  1. He HeHe.

    impedir o mosaico!

    Foi a única justificativa que encontrei.

    Quando comentei, alguns Tricolores mais “glomesticados”, disseram que eu era paranoico.

    Bem-vindo ao Clube, Xará!

  2. Por falar em ocultação de crimes pelo PIG….
    —-

    Um escândalo escondido pela mídia: o programa dos EUA para fomentar a deserção de cooperantes médicos cubanos:
    https://www.youtube.com/watch?v=0xvRtFiulOw

    Link do Programa “Cuban Medical Professional Parole Program” do governo americano para atrair médicos cubanos:
    http://www.state.gov/p/wha/rls/fs/2009/115414.htm

    que paga uma bolsa de sete mil dólares para os que abandonarem o país.

    Bem mais barato que formar médico, não é?

  3. Por estas e por tantas outras, o Flamengo é o clube do mal, representando toda a sujeira e o lado feio que existe no futebol.

  4. Promotor diz que rebaixamento da Portuguesa tem ação criminosa; Lancenet, parágrafo final:
    Na última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado, a Lusa utilizou o meia Héverton nos minutos finais do jogo contra o Grêmio. Como o jogador estava suspenso, o STJD puniu a equipe com a perda de quatro pontos, o que culminou no rebaixamento da Portuguesa. O Fluminense se salvou. Contudo, o caso ainda aguarda seu desfecho após processos na Justiça Comum.
    hehehehe, kd a praia do pinto?

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