Quem nasceu para três de paus jamais chegará a cavalo de valete, quanto mais a Ás de ouros… “A falta é a morte da esperança” (por Antonio Gonzalez)

Hoje, às 20h, lá no caldeirão de Edson Passos, o Fluminense jogará contra a Chapecoense, que vem de quatro derrotas nas suas cinco últimas partidas. Vencer é imprescindível para as nossas pretensões neste campeonato. Uma vitória nos isolaria na quinta posição, em zona de pré-Libertadores, algo impensável para muitos que desde o começo do ano teimam em atuar com extrema falsidade, de forma mentirosa e covarde, numa campanha sórdida, mesquinha, porém analfabeta… de conteúdo, de gramática e, principalmente, de princípios.

Pode não ser o time dos nossos sonhos, mas a nossa equipe inegavelmente deu um grande salto de qualidade se compararmos com os investimentos e as pífias campanhas realizadas em 2013, 2014, 2015 e 2016. Basta recordar que nesse período fomos derrotados PELA PRÓPRIA CHAPECOENSE duas vezes no Maracanã, por 4 a 1 e 3 a 2, e uma vez em Edson Passos, por 2 a 1 no ano passado.

Chegaremos à conclusão que o departamento de futebol foi dirigido durante quatro anos sem qualquer planejamento, sem qualquer transparência, sem qualquer liderança, sem qualquer rigor. Criou-se o Fluminense dos factóides que gerou equipes (quantos jogadores passaram pelo Fluminense entre 2014 e 2016?) sem cara e sem alma (prévio diagnóstico do treinador Abel Braga assim que foi contratado para esta temporada, pela atual gestão).

Então, qualquer mortal que se preste a reclamar da nossa equipe, nos dias de hoje, está sendo minimamente inconseqüente. Daí para mais. E sem esse papo de que eu me conformo com pouco. Longe disso: a minha geração é a do “1, 2, 3… campeão mais uma vez”.

Mas o nosso time passa pelo período inicial de amadurecimento. E para amadurecer é preciso cair, conhecer o lado ruim da vida. E os nossos moleques de Xerém, nesse sentido estão crescendo: Gustavo Scarpa, Wendel, Reginaldo, Marquinhos Calazans, Leo, Douglas, Mascarenhas, Luiz Fernando. Quantos clubes no Brasil utilizam tanto a base? Isso sem contar Matheus Norton, Pedro, Matheus Alessandro, Luquinha, Lucas Fernandes, além do Wellington Silva, que retornou da Europa…

A nossa torcida precisa ter mais paciência! Sim queremos time e, principalmente títulos… Mas faz-se necessário que o momento se faça mais racional… Onde é que eu como torcedor posso ajudar?

Tenho ido aos jogos? Me associei mesmo sabendo que o nosso Sócio Futebol ainda não é o plano dos nossos sonhos?

Pelo menos comprei o Pay per View ou sou daqueles que economiza no “Gato Net” ou prefere a mesa do bar do seu Joaquim com direito à Brahminha gelada e a batata frita com cheddar?

Ou prefere embarcar na onda de blogueiros sem escrúpulos, sem princípios, cujo maior interesse é o que os seus bolsos possam lucrar, mesmo à custa de denegrir o Fluminense?

Ou vamos acreditar na política que vem com manejo desde dentro da Prefeitura do Rio de Janeiro, que trazem detrás de mirabolantes propostas patrimoniais, outros interesses que vão desde crescimento imobiliário em áreas ainda pouco habitadas da nossa cidade, passando pela futura eleição para deputado e, por que não, até mesmo para o governo do estado?

Ou faremos caso a uma oposição que tem em um dos seus líderes de segundo escalão, como a pessoas que estão procurando empresas credoras do Fluminense e propondo ações na justiça, encobertadas por testemunhos de ex-empregados, assim como de escritórios de advocacias de terceiros?

Ora, meus caros leitores: Que Fluminense queremos?

Sim, você tem todo o direito de se sentir estafado pela razão de que entre 2011 e 2016 você ouviu e leu o discurso que as contas estavam equacionadas.

Não vou discutir isso! É meu dever convencê-lo de que temos a obrigação, pelo bem do Fluminense, de olhar para a frente.

Nosso clube entra numa nova era, num novo conceito de gestão. Fui um dos que, durante anos, coloquei a cara na reta e pedi uma Big Four dentro do clube.

Pois bem, o relatório da Ernst & Young aí está. Ajustes começam a ser feitos, demissões estão ocorrendo, são necessárias, principalmente para com os salários incompatíveis no mercado nos cargos de administração.

Sim, é preciso arrumar a casa. O nosso arquirrival nesse quesito saltou na frente, e profissionalizou a gestão de tal forma que hoje se permite arrecadar como clube europeu neste continente chamado Brasil.

Então, sem medos, que tal arrumarmos a casa de forma correta, sem personalismos, sem mecenato que escraviza, sem falsos delírios de momento?

E a bem da verdade, o nosso departamento de futebol, já vem atuando dentro dessa linha desde o começo do ano. Muitos jogadores foram desligados; outros como Marquinhos, Pierre, Gum e, até mesmo, o Cavalieri não condizem mais ficar no elenco, essencialmente por causa do custo-benefício.

Gastou-se, ou melhor, jogou-se fora no Fluminense MUITO DINHEIRO entre 2014 e 2016 com contratações espúrias, mentirosos, de química duvidosa, sem profundidade. Sem qualquer planificação. O importante era gastar para proteger o espelho que realçava a vaidade pessoal, pouco se importando que tal loucura se tornasse em vilã financeira…

Afinal de contas, é o Fluminense quem paga a conta da irracionalidade cometida.

Só que as arquibancadas não podem cair no conto da manipulação, e a partir daí brigarem entre si. De que adianta insistir no atual modelo das nossas torcidas organizadas, que ainda não descobriram que precisam se reinventar? O que é mais importante: um novo estilo que proporcione uma torcida forte ou a manutenção de nomes históricos, mas totalmente decadentes e sem horizontes?

Reinventar-se ou morrer!

Da mesma forma que urge que o clube tenha uma atenção maior aos seus torcedores na busca do equilíbrio constante. Incentivar o jogo todo não deveria ser tarefa de apenas uma parte, mas sim de um todo.

Unidos seremos fortes! Com amizade e respeito sairemos fortalecidos como clube. Ganha o Fluminense com isso… e se o Fluminense ganha, ganhamos todos. Da mesma forma que todos perdemos quando o Fluminense perde.

A vida é muito curta para se perder tempo com de discussões infrutíferas. Menos ainda ser teleguiado por analfabetos funcionais de turno. É só parar dois segundos e questionar a qualidade da informação… do tipo saber o que deve ser conjugado no singular ou no plural. Básico.

A máscara pode até demorar, mas ela sempre cai.

Por isso eu nunca fui processado por calúnia ou difamação. Falo na lata, mas sempre verdades.

Quem me acompanha aqui no Panorama Tricolor, a CATEDRAL da literatura das nossas cores, sabe que eu sempre procuro ser justo, coerente e equilibrado com o que escrevo.

Não tenho o direito a permitir sequer meio milímetro de desvio com relação à verdade no que digo. É lei de vida! Tive berço e fui criado para isso: o maior bem que um homem possui é a sua palavra; meu Pai sempre me disse isso.

Portanto é hora de separar o joio do trigo e saber quem realmente que fazer uma arquibancada forte e quem quer fazer, nos blogs e sites, informação de verdade, ou sensacionalismo que busca o fortalecimento financeiro dos interesses pessoais.

De resto, o meu viva, os meus aplausos ao debate verdadeiro, propositivo, sem qualquer tipo de ranço. O Fluminense merece.

“Assim é bom discutir futebol. Com densidade, saindo do raso e do comum.” Ricardo Gomes

PAPO RETO

– O Fluminense deve fazer com o Wendel o mesmo trabalho que fez em 1999 e 2000 com o Roger Flores, para a valorização do passe do atleta. Sem lugar à dúvida, é um jogador diferenciado, com qualidades para vestir a camisa da seleção a curto prazo, desde quando prevaleça apenas o quesito merecimento nas convocações para o escrete canarinho;

– Todos nós no ano passado xingamos o Henrique Dourado e tínhamos razão, pois ele nada produziu. Mas o correto é reconhecer que estamos diante de um dos jogadores mais honestos que vestiram a nossa camisa, daqueles que não deixam nenhuma gota de suor e de entrega no tinteiro. Certamente, e sem medo de errar, o melhor batedor de pênaltis que vi vestir a camisa do Fluminense. E olha que eu vi o Lula, o Flávio, o Marinho Chagas, o Edinho, o Claudio Adão, o Leomir, entre outros representando muito bem na função… Mas o Ceifador nesse quesito é rei indiscutivelmente;

– O Fluminense enquanto Instituição não pode se expor a certas situações, por melhor que possa ser a mensagem inicial, a passar por constrangimentos. Será que não tinha ninguém da diretoria do clube com dois dedos de frente e, vendo na véspera, que o público para o jogo contra a Universidad Católica de Quito seria fraco, para proibir a realização do mosaico?;

– Por outro lado, será que os responsáveis pelo mosaico não tiveram dois segundos de lucidez para abortar a operação do mosaico vinte minutos antes do time entrar em campo? Um megafone ou até mesmo um anúncio pelos alto falantes do Maracanã, suspendendo o mesmo seria muito mais inteligente do que insistir no mesmo;

– As torcidas organizadas do Fluminense não podem insistir em justificar os seus atuais estados de sonolência colocando a culpa nos outros, menos ainda, transformando o próprio fracasso em ódio da impotência;

– Lamento a saída da escritora Alva Benigno dos quadros do Panorama Tricolor, perde a literatura, perde o Fluminense. Não existe nem uma gota de mentira em tudo o que ela escreveu por aqui, menos ainda na sua última coluna;

– Falando em Alva Benigno, de acordo com a sua coluna de despedida que foi tirada do ar: o que faz Leila além de ser um “anciã de programa”?… Esse é o lado negativo das redes sociais que transformam em porta voz a qualquer bucéfala funcional de turno… e o pior… tem gente que acredita e se submete a essa pouca vergonha;

– Vendo os últimos acontecimentos nas arquibancadas, fica latente que o SOBRANADA 1902 tem uma missão muito importante nesse momento. Faz-se necessário que o próprio SOBRANADA 1902 seja o primeiro em acreditar e assumir definitivamente essa responsabilidade;

– A Prefeitura do Rio de Janeiro não vai dirigir o Fluminense. Isso é fato, vão ter que passar por cima de mim. Quando muito, que se planejem e montem chapa e candidatura para 2019;

– Tem uma menina do outro lado, na fronteira do mar, que…;

– Nelson Rodrigues sempre tem razão!

É nosso dever estar acima de qualquer divisão, seja política, seja dentro do estádio na hora de incentivar.

Temos que aproveitar todos os momentos das nossas vidas para não perder a oportunidade para construir momentos felizes.

A nossa passagem é rápida pela terra… 50… 60… 80 anos passam muito rápido. Os meus últimos 15 dias foram difíceis (razão pela qual pedi um tempo sem escrever por aqui): convivi com a morte, vi gente morrer… posteriormente por causa de um susto pensei que fosse a minha hora.

O Fluminense está em nossas vidas! E se você chegou até aqui é porque o amor que te move pelas nossas cores também é imenso.

O Nando Reis é muito correto quando canta:

“Por onde andei… Enquanto você me procurava?… E o que eu te dei?… Foi muito pouco ou quase nada… E o que eu deixei?… Algumas roupas penduradas… Será que eu sei… Que você é mesmo… Tudo aquilo que me faltava?”…

Assim sendo peço a reflexão: Que Fluminense queremos deixar para os nossos filhos, netos e bisnetos?

Faço essa pergunta para um dia não termos que cantar essas frases com relação ao Fluminense:

“Amor, eu sinto a sua falta… E a falta é a morte da esperança”…

Fotografias não são nada perto do que eu penso dizer, do que tenho para falar!

O FLUMINENSE RUGE!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: agon

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