Que falta faz! (por Mauro Jácome)

A volta da torcida tricolor aos estádios é um fato extremamente positivo nessa reta final do campeonato. São Januário e Engenhão viveram dias de festa recentemente. Mesmo com aquele horário ingrato de 19h30, na quarta-feira passada. Interessante, para quem assistiu pela TV a essa última partida, foi observar que o tamanho da torcida ao final do jogo era quase o dobro do número de torcedores do começo.

Infelizmente, hoje, a torcida tricolor ficará confinada a um pequeno espaço no estádio Independência. Existisse um Mineirão, certamente, teríamos um grupo razoável acompanhando o jogo.

Casa é um problema que os dois líderes estão enfrentando neste ano. Com excelentes campanhas, estão sendo obrigados a conviver com estádios de acesso complicado, caso do Engenhão, ou modesto, Independência. Imaginem se Maracanã e Mineirão estivessem à disposição? 60 mil, no mínimo, em todos os jogos.

Saudosismos à parte, ou não, o Maracanã merecia assistir o Fluminense. A torcida merecia as arquibancadas do Maior do Mundo. Pode não ser mais em números, mas o é por direito adquirido. Às vezes, vejo vídeos no Youtube, desses gravados pelos torcedores, de jogos no Engenhão e me lembro de outros mais antigos, da época do Maracanã: Libertadores de 2008, arrancada de 2009, alguns jogos de 2010 até o seu fechamento. Não dá para comparar.

Provavelmente, até o final da Copa de 2014, o Maracanã vai ser liberado, quase que por um favor, em jogos de grande apelo. Ruim, muito ruim. Dois anos ainda. Muito tempo. Pena.


As malas em evidência

Nesta fase do campeonato, além das intermináveis discussões sobre arbitragem, outro ingrediente temperará os debates: as entregadas e as malas branca e preta. Vai ser um turbilhão de desconfianças, acusações, certezas, verdades. Mais uma vez, isso será utilizado para encompridar os assuntos e deixar o jogo jogado de lado, além de atiçar, inconsequentemente, quem não precisa ser estimulado e acirrar ânimos de quem não precisa de cinquenta centavos para tomar atitudes destemperadas.

Particularmente, não acredito muito em “entregar o jogo”. Lógico que há exceções, mas, no geral, acho muito difícil convencer um time de primeira divisão a entregar um jogo. Um ou outro jogador ainda vá lá, mas chegar num vestiário ou numa preleção e “ordenar” que percam o jogo, eu não acredito.

Daqui para frente, haverá times com outros objetivos (ou falta de), e, portanto, pensarão com menos competitividade. É o caso do Corinthians, que tem todo um planejamento para a disputa do Mundial definido e divulgado com muita antecedência. Definiram os jogos em que escalarão os reservas e os em que colocarão em campo os titulares, portanto, não há o que discutir. No entanto, antes do jogo entre o Corinthians, que escalou o time reserva, e o Bahia, nesta rodada, já houve mimimi, porque prejudicaria o Palmeiras, que é interessado direto na derrota do time baiano. Dai-nos paciência!

Outros, à medida que não correm riscos de rebaixamento ou não têm aspirações maiores, começam a pensar em 2013. Internacional, Botafogo, Cruzeiro, Coritiba e Santos encaixam-se nesse grupo. Neste ano, ao contrário de anos anteriores, a turma da Libertadores e a do rebaixamento deve se definir com mais antecedência, logo, vários times entrarão, antecipadamente, de férias. Sendo assim, um novo panorama poderá se desenhar e dar outras emoções ao campeonato.


Mauro Jácome

Panorama Tricolor/ FluNews

@PanoramaTri

Contato: Vitor Franklin

Revisão: Rosa Jácome

2 Comments

  1. O Maracanã faz parte de minha vida.
    Eu nem gosto de pensar que ele está fechado.

  2. Não se chateie não, ano que vem o Maraca vai assistir a conquista da Libertadores.

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