Quando o carnaval chegar (por Gustavo Reguffe)

 

É, agora estamos realmente muito perto. A quatro rodadas do final do campeonato, os resultados da última nos abriram a possibilidade de alcançarmos o tetracampeonato já no próximo domingo. Curioso observar que a matemática, dessa vez, está do nosso lado, diferentemente de 2009 numa proporção inversa.

É claro que ainda não ganhamos nada e nem é de nosso feitio comemorar qualquer coisa antes do tempo, ao contrário de um certo rival que hoje luta para se afastar do grupo dos quatro últimos colocados. Mesmo assim, só uma tragédia de proporções bíblicas nos tiraria este título.

A enorme vantagem que o time conseguiu sustentar até esta altura do campeonato já repercute não apenas nas arquibancadas mas também dentro de campo, nas redes sociais e na mídia de uma forma geral.

Foi sintomática, por exemplo, a leitura labial de Rogério Ceni que, ao cumprimentar Cavalieri antes do jogo com o São Paulo, sussurrou-lhe um “parabéns pelo título”. Mais explícito foi o talentoso Bernard que, ao fim do outro jogo decisivo da noite, jogou a toalha ao decretar que o Atlético-MG efetivamente já não teria mais chances de título.

Nota-se também que as polêmicas e discussões mais fervorosas tornaram-se menos frequentes em todos os canais. Parece que, enfim, há uma tendência a curvar-se ante a avassaladora campanha tricolor; é como se, diante de tamanha superioridade numérica, em qualquer quesito, todos os factóides e falácias irresponsáveis lançados contra o Flu de uma hora para outra não fizessem mais sentido.

A coisa toda parece estar perdendo um pouco a graça. Talvez por isso, imbuído de um espírito generoso que só aqueles de grande coração tém, nosso comandante tenha tentado apimentar um pouco mais a disputa ao substituir o Nem pelo Diguinho, quando o Flu se preparava para virar o jogo com o São Paulo. Assim como em algumas outras partidas ao longo da campanha, nosso Abelão dá uma complicada quando tudo parece sob controle. Quem pode, pode…

No mais, é contagem regressiva.

“Eu tô só vendo, sabendo,

Sentindo, escutando e não posso falar…

Tô me guardando pra quando o carnaval chegar”

(Estrofe de “Quando o Carnaval chegar”, de Chico Buarque de Hollanda)

Gustavo Reguffe

Panorama Tricolor/ FluNews

@PanoramaTri

Contato: Vitor Franklin (em grande fase)

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