Carioca, Copa do Brasil ou Sul-Americana? (por Crys Bruno)

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Oi, pessoal.

Confesso não lembrar de um começo de temporada tão agitado, repleto de competições e jogos inexpressivos.

Na Federação Carioca (teoricamente com a chancela da TV Globo), os “génios” chegaram ao ponto de transformar clássicos em meros amistosos.

O que tem salvo mesmo é assistir ao Fluminense jogar, mesmo com o time reserva, mesmo com Marquinho, Marcos Jr e Henrique Dourado, claro, não ao mesmo tempo no mesmo time – caso contrário, nem o mais taticamente pragmático e programador de estatísticas suportariam.

Nesta quinta, às 21h30, no bonito Serra Dourada, retornaremos à Copa do Brasil em partida de ida diante do Goiás, este com jogadores conhecidos como os atacantes Gamalho e Tiago Luís, mais os ex-tricolores Toró e Juan.

Com o time titular, a dúvida está na cabeça-de-área, de acordo com a informação do setorista do GE, Edgard Maciel de Sá, entre Douglas ou Wendel.

Tecnicamente, Wendel é mais jogador que Douglas. Só que não se faz os bastidores de todo clube brasileiro só com computadores, excelência física, muito menos somente a qualidade técnica. Há também um objeto ao lado sempre consultado: a calculadora.

Como uma ação numa bolsa de valores, a cotação de mercado do jogador jovem, com potencial valor de venda, pesa de forma quase definitiva na escalação. E Douglas está “na frente” do Wendel nesse critério.

Douglas tem convocações na Seleção Brasileira de base, o que valoriza no mercado seu “passe”. E Wendel, melhor revelação tricolor desde Gustavo Scarpa, ainda precisa renovar seu contrato para que, a partir do aumento salarial, se aumente o valor da rescisão.

Enfim, eu acredito que Wendel só jogará de titular porque Douglas não está ainda 100% fisicamente, ou porque Orejuela será retirado por conta do suposto problema disciplinar.

Falando do meu príncipe de Smaragdos, nosso camisa 18, a única informação que tivemos é que ele retornou um dia após o combinado da Seleção Equatoriana. Na terça, só participou do treino tático. Seu perfil não parece com o de rebeldia. Deve haver algum problema pessoal, financeiro ou de outra ordem.

Afinal, como disse Abel dia desses, futebol hoje em dia se resume a três palavras: “Negócio, negócio e negócio.”

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ASPAS PARA MEU ENCONTRO COM UM ÍDOLO

Permitam um singelo relato de um encontro com um dos maiores ídolos do Fluminense nos anos 1970, em pleno Maraca.

Caminhava ao redor do Maior Templo do Futebol Brasileiro para descobrir onde era a entrada do setor que adquiria, a oeste inferior.

Finalmente me vi na entrada principal, e pedi a um jovem e gentil rapaz para tirar uma foto porque, ao fundo, havia o nome “Estádio Mario Filho.”

O jovem, fidalgo, assim o fez. Retornando ao seu ciclo, segundos depois, descobri que ali estava Búffalo Gil. O jovem? Seu filho, Marcelo.

Ponta-direita que unia explosão e drible, bicampeão carioca, que atuava na Máquina Tricolor de 75/76, jogador de Seleção, convocado para a Copa da Argentina de 78, ali, “invisível” como nós, ao lado dos outros 37 mil tricolores.

Vergonha. Um ídolo desse, como tantos outros que se sabe frequentar às arquibancadas do Fluminense, merecia ter uma cadeira cativa.

É, estamos anos luz do mais simples clube europeu no trato da instituição com seus torcedores e ídolos. Somos a história, sim. Mas somos essa história graças a jogadores como ele.

Atenção, gestão da comunicação do clube desta gestão que parece ser muito mais coerente e séria que a de Peter Siemsen.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @CrysBrunoFlu

Imagem: bic

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