Prova de fogo (por Gustavo Reguffe)

Até agora fizemos nosso dever de casa e conseguimos nos manter competitivos, em lugar confortável na tabela, apesar de ainda não termos mostrado um futebol exuberante. Agora, porém, teremos a real chance de pôr o time à prova. A sequência de jogos que se inicia nesta semana é das mais difíceis e manter o padrão é fundamental para seguirmos firmes rumo ao tetra.

Os dois primeiros times desta série, por exemplo, que pegaremos no meio e no próximo fim de semana, Grêmio e Atlético-MG, são adversários diretos na briga pelas primeiras colocações. Os dois times se reforçaram e estão mostrando atuações sólidas, seja como mandantes ou visitantes.

Como se não bastasse, ainda vamos para o próximo jogo com quatro desfalques que alteram sensivelmente a estrutura do time, um deles sendo de extrema importância – nosso maestro, Deco. Bruno, Jean e Carlinhos completam a lista, que somente nos poupou dos jogadores de ataque. Se já deu sinais de que Wallace, Wagner e Carleto devem ficar com a vaga de Bruno, Deco e Carlinhos, respectivamente, Abel ainda parece ter dúvidas sobre quem vai substituir Jean.

O que, para quem entrar, já será uma tarefa inglória, tendo em vista que, seja quem for, vai ter que jogar ao lado de Edinho… Implicâncias à parte, entre Fábio Braga, Leandro Euzébio e Digão, considero, no momento, o terceiro como opção mais prudente; é mais experiente que o garoto Fábio e com mais capacidade de adaptação à posição do que Leandro Euzébio, que jogaria improvisado. O problema é que, nos últimos tempos, tem se mostrado bastante irregular.

O importante é que os escolhidos aproveitem a chance. Se Deco não vai jogar, paciência. Temos Fred em ótima fase, fazendo os gols que precisamos, e Wellington Nem aparecendo como perfeito coadjuvante. Quem sabe os dois não inspiram Thiago Neves e ele, enfim, passe a mostrar o futebol que tanto se espera dele?

O momento é delicado e mais do que nunca requer dedicação de quem estiver em campo. Vou deixar de lado, pelo menos por enquanto, a recorrente discussão sobre o excesso de cautela, digamos assim, com que o Fluminense está jogando; quem me acompanha sabe que não concordo com essa postura, somos grandes demais para isso.

Acima de tudo, é preciso que o time demonstre garra, vontade de ser campeão. E não há melhor oportunidade para mostrar essa disposição do que jogando contra times considerados concorrentes reais ao título. É hora de mostrar do que somos feitos e, definitivamente, a que viemos.

Gustavo Reguffe

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