Prefiro nem pensar (por Mauro Jácome)

INFORMÁTICA PARA PEQUENOS E MÉDIOS AMBIENTES

O campeonato brasileiro é implacável. Assemelha-se a uma maratona. Não se pode fazer previsões muito precisas (pessimistas ou otimistas) nos primeiros metros. Os vereditos tendem a fracassar até o final do ano.

É preciso ter estoque, reserva, fôlego, preparo, planejamento para as trinta e oito rodadas. Tem time que está na parte de baixo e outros na parte de cima que vão inverter de posição.

Uma coisa é certa: o elenco do Fluminense é limitado. O time titular é bom.

Talvez, não seja para ser campeão, mas para ficar próximo aos líderes. No entanto, é a conta-do-chá.

A perda de Orejuela e Sornoza e os problemas crônicos de Wellington Silva e de Douglas pesaram muito nos últimos jogos. Mesmo com esses em campo, Abel tem que fazer substituições e, daí, entram Marcos Junior, Maranhão, Lucas Fernandes, Marquinho, Renato.

O baque é grande.

Aí está a diferença dos homens para os meninos no Brasileiro.

Todos vão passar por esses problemas também, mas quem tiver peças de reposição se manterá, os outros despencarão. Uma certeza tenho, aliás, falo desde o início do ano: o elenco é carente e há grande desnível entre titulares e reservas.

No entanto, a sequência – Grêmio, Flamengo, Avaí (fora) e São Paulo (fora) – dará uma noção mais consistente do estágio do Fluminense.

Confirmando-se esse mantra de vendas (não vamos nos iludir porque não haverá reposição à altura, o dinheiro será dragado para as trevas das dívidas) e mantida essa falta de receitas oriundas de patrocínio, da arquibancada, de iniciativas que deveriam ser normais para um clube nacional, o segundo semestre poderá nos deixar…

Prefiro nem pensar, por enquanto.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @MauroJacome

Imagem: jam

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