Precisamos reagir (por Sergio Trigo)

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Prezados amigos, saudações tricolores!

Eis que depois de reverter uma probabilidade de rebaixamento de 98% em 2009, o Fluminense subverte mais uma vez a Lógica, derrota a Matemática e reverte os 100% de probabilidade de rebaixamento. Como esperar que não nos odiassem? Como esperar outra reação senão o desespero daqueles que tanto nos temem? Pior: como poderiam reagir com naturalidade se nem mesmo a verdade pode ser dita?

Entretanto, volto a repetir que a torcida tricolor nada tem a comemorar em 2013. O desempenho da nossa equipe beirou o ridículo durante toda a temporada. Some-se a isso a confusa relação entre a diretoria do clube e o patrocinador, os inúmeros problemas internos do clube e o inacreditável tempo de reação da nossa diretoria, e o resultado por pouco não levou o Fluminense de volta aos subterrâneos do futebol brasileiro.

Não fosse a confusão armada entre os subúrbios do Leblon e as margens do Rio Tietê, a queda estaria consumada.

Apesar disso, não podemos aceitar que se continue colocando na conta do Fluminense aquilo que não nos pertence. O circo montado na manhã de hoje serviu apenas para que se tentasse encobrir mais uma vez aquilo que o nosso bravo Andel apelidou de escândalo Gávea-Canindé. Não se iludam: as duas goleadas impostas pelos tribunais fazem parte do roteiro. Em nenhum momento a superfície da verdade sequer foi arranhada. Ora, meus amigos, até os vitrais das Laranjeiras sabem que o caso Gávea-Canindé esconde muito mais do que o que emergiu até o momento.

Não é preciso grande capacidade cognitiva para notar que o erro de sábado, o erro original, ocorreu antes do erro de domingo. Na mais inocente das hipóteses, a de que tudo não passa de uma incrível sucessão de trapalhadas que nem mesmo Didi Mocó seria capaz de protagonizar com a sua trupe, os erros lusitanos salvaram os remadores de um mergulho na Série B. Que ao menos isso seja dito algum dia. Mesmo assim, peço que me poupem dessa teoria ridícula.

As vestes da inocência não caem bem nos adultos.

Não cheiram bem as águas da Lagoa. Nem as do Rio Tietê.

Apesar do resultado da apreciação dos recursos no Tribunal Pleno do STJD, apesar da descompostura passada pelo procurador, pelos auditores e pelo presidente do Tribunal, parte da imprensa continua argumentando em torno da ausência do dolo, da falta de moralidade etc.

Não acabou, senhores. Independentemente do resultado, que nos mantém com justiça na divisão principal do futebol brasileiro, já estamos condenados pela opinião pública, manipulada por aqueles que distorcem a informação. E saibam os senhores que isso irá repercutir dentro das quatro linhas. Que o Campeonato Brasileiro de 1997 sirva de exemplo aos que não acreditam no que está por vir…

Jornalistas sem nenhuma responsabilidade seguem e seguirão em campanha contra o nosso clube, levantando as mais estapafúrdias teses em defesa do indefensável. O casuísmo não tem limites e aqueles que deveriam cumprir o papel de informar, atuam como agentes da desinformação.

Por isso mesmo, volto à morosidade da nossa diretoria. Ainda espero uma reação mais figadal e menos fidalga dos dirigentes do Fluminense contra essa campanha difamatória engendrada pela imprensa contra o nosso clube. Espero o aparecimento de alguém de dentro do clube que, com a indignação dos inocentes, se levante em defesa do Fluminense.

Espero uma reação proporcional aos ataques que estamos sofrendo.

Até o momento, vimos somente um breve pronunciamento do nosso supremo mandatário, antes de sair de cena, ou de férias. No mais, além dos discursos do nosso bravo Mário Bittencourt, somente a reação de um bando de abnegados que se pôs a defender o clube por meio das redes sociais e dos sites segmentados.

É pouco. Seremos massacrados durante o ano de 2014, dentro e fora de campo. Passa da hora de o clube se levantar contra tudo isso e reagir com firmeza. Que a diretoria do Fluminense exija uma investigação profunda dos acontecimentos deste final de temporada.

É dever da diretoria do Fluminense. É dever do presidente do Fluminense.

O Fluminense somos todos nós e juntos somos imbatíveis.

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Apesar das muitas queixas da torcida do Fluminense contra a postura da imprensa esportiva brasileira, todas legítimas e justificadas, cumpre destacar o nome de alguns profissionais que, mesmo remando contra a maré, se preocuparam em informar com decência, muitos deles provando que é possível, sim, torcer sem distorcer.

Entre os poucos que se salvam, incluo o rubro-negro Sergio du Bocage, o vascaíno Eugênio Leal, o palmeirense Paulo Vinícius Coelho e Décio Lopes. Foram os que eu vi. Se você tiver souber de mais alguém, me conte. Essas pessoas merecem ser lembradas pela dignidade.

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Em recente entrevista à Folha de São Paulo, Héverton declarou que nunca jogaria no Fluminense.

Héverton tem toda razão. A camisa do Fluminense é grande demais para ele.

Só espero que não transformemos o Héverton em um novo Gilmar Fubá…

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É muito provável que Héverton tenha sido o primeiro jogador do futebol brasileiro a receber de seu clube um atestado de mediocridade em rede nacional. Foi humilhante. Mesmo não nutrindo nenhuma simpatia pelo jogador, fiquei profundamente sentido por ele. De verdade.

Em seu lugar, eu contaria a verdade…

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Saudações Tricolores.

Sergio Trigo

Se preferir, entre em contato através do endereço eletrônico strigo@globo.com, twitter (@S_Trigo) ou facebook.

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P.S.: Se você, assim como eu, tem o hábito de guardar os ingressos de partidas do Fluminense, entre em contato comigo. Possuo uma coleção de ingressos de quase mil partidas do nosso Tricolor e tenho interesse em trocar ou adquirir aqueles que não figuram na minha coleção.

Panorama Tricolor

Foto: www.lancenet.com.br

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