Por enquanto (por Rods)

rods green b

“Mudaram as estações, nada mudou

Mas eu sei que alguma coisa aconteceu

Tá tudo assim, tão diferente.”

A letra de Renato Russo acabou mais conhecida na voz da Cássia Eller e é sempre bem-vinda em momentos de reflexão. Trazendo para o futebol, lembro bem dela, logo após a derrota da nossa Seleção para a França em 1998. Aquela foi a Copa na qual eu estive mais envolvido e ouvir “estamos indo de volta pra casa” acabou comigo.

Mas este é um espaço tricolor e, portanto, voltemos ao Fluminense. Quero comentar um assunto que já circunda algumas colunas aqui do Panorama: mudou técnico, mudou jogador, mudou o responsável pelo futebol… nada mudou. Fomos campeões em 2010 com um futebol brigado, fizemos excelente campanha em 2011 na base da superação, voltamos a ser campeões em 2012 com um futebol inteligente. E depois? De 2013 pra cá, nada.

“Se lembra quando a gente

Chegou um dia a acreditar

Que tudo era pra sempre

Sem saber que o pra sempre sempre acaba. ”

O segundo verso da música é retrato fiel da nossa relação com o Fluminense do tetra até hoje. Promessas, breves arrancadas, pequenas superações se transformam em frustração. Mas a verdade é que aquele time campeão acabou e está demorando demais para se reinventar. Temos uma estrutura engessada que nada parece conseguir alterar. Nem a venda de algumas peças, nem os garotos de Xerém e muito menos os seguidos técnicos.

O Fluminense segue agarrado naquele ano de 2012. Jogadores (mesmo os que nem estavam lá) e dirigentes agem como se ainda vivessem aquele título. É preciso deixá-lo ir. O pra sempre sempre acaba, diz a letra.  O pior é que a maior parte de nós, torcedores, ainda aceita essa situação. Por enquanto…

Eduardo Baptista

Acho ele um técnico sério, com vontade de realizar um trabalho memorável, de conquistar seu lugar no rol dos grandes. Apostava nele com grandes esperanças, mas… talvez ele ainda seja pequeno demais para o Fluminense e os desafios em comandá-lo nos dias de hoje. Assino com meus colegas, precisamos de um “Top 5”. Nessa possível reinvenção ou reencontro, precisamos de alguém que não baixe a cabeça. Se o ex-preparador físico não se agarrar e aproveitar suas últimas chances, não podemos aceitar nada menos que o melhor.

Hoje, pelo ainda chamado Campeonato Carioca, enfrentamos o Bonsucesso. Com algumas mudanças forçadas e outras não, a única opção viável é uma goleada. Se vier uma nova derrota, um empate ou mesmo uma vitória magra, cabeças devem rolar. A torcida tem que boicotar, mas o time não pode. Se precisamos jogar, devemos ganhar nem que seja para tirar o sorriso da boca de alguns e a pré-temporada não pode seguir em fevereiro.

Time provável: Cavalieri; Wellington Silva, Renato Chaves, Marlon e Giovanni; Pierre, Douglas, Danielzinho, Cícero e Scarpa; Fred.

Nos acréscimos

Carioca: 2.427 pagantes por jogo, renda líquida média de R$ – 433,73

Primeira Liga: 9.538 pagantes por jogo, renda líquida média de R$ 76.680,15

ST!

Panorama Tricolor

@Panoramatri @Rods_C

Imagem: Rods / PRA

PANORAMA TRICOLOR poster

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