Pegou em Macaé (por Rods)

Sóbis comemora com Fred o gol do 9 do Flu e da Seleção.
– E pra torcida do flamengo?
– Aquele abraço!

Noite de quarta-feira, estádio Moacyrzão em Macaé: time da casa 0x1 Fluminense. Um placar magro digno de um jogo que não foi grande coisa. Mais uma vez a falta de emoção em campo quase me fez ceder ao cansaço do dia de trabalho. Mas sua importância foi enorme não apenas para o nosso Tricolor, mas também para a Seleção Brasileira. O único gol da partida foi de autoria do nosso capitão, que tinha como maior adversário a saudade de colocar a bola na rede. Teve até quem queria falta no lance – favor observar as manchetes de hoje –, mas foi gol. Apenas o primeiro de 2014.

Voltarei a falar do feito, mas vamos a uma breve análise do jogo. O Macaé tem um bom time e seu técnico, Josué Teixeira, soube se preparar para nos enfrentar. Com três zagueiros, posicionou o time com o objetivo de anular nossas jogadas ofensivas e partir para o contra-ataque com os rápidos Waldir e Léozinho. A tática quase deu certo, pois levaram quase o mesmo volume de perigo ao nosso gol que nós ao deles. Colocaram uma bola na trave e forçaram uma ótima defesa de Cavalieri.

Em um lance pitoresco, digamos assim, Conca quis bater falta rápida no meio, mas acertou o juiz, o que proporcionou ao Macaé um ataque rápido e frontal de frente. Jean derrubou o adversário na entrada da área, mas o árbitro nada marcou, provavelmente sem graça por ter armado a jogada.

Já o Fluminense, que começou indo com tudo pro ataque, logo se mostrou num dia ruim. Vários de nossos jogadores se apresentaram abaixo do que foi mostrado nas últimas partidas. Gum, Eliveltón, Valência, Jean e Carlinhos, principalmente, pareciam nervosos e com a cabeça em outro lugar. Até o Conca, que realmente foi muito bem marcado, foi apenas bom e não o ótimo ao qual nos acostumamos. Tudo bem que quando acertou, humilhou o adversário, mas errou várias de suas jogadas. Na contramão estava Fred em visível melhora. Se movimentando, criando jogadas, trocando passes e marcando seu tão sonhado gol.

A jogada saiu dos pés de Conca em bola parada, foi escorada por Gum na segunda trave, foi na direção da primeira e parou na cabeça de Fred para depois entrar no gol. Praticamente um descarrego. Nosso capitão agradeceu aos céus a chance de marcar esse gol, que de bonito não teve nada, mas abriu a porteira para os vários outros que virão durante o ano. Vida de goleador é isso. Às vezes você só precisa do primeiro para lembrar a bola de onde é que ela tem que ir. Aliás, gostaria de lembrar a certa galera por aí que os tais seis meses não chegam a contar todos os dedos de apenas uma mão em jogos.

Ah, não foi falta. Fred estava nitidamente usando o braço para se proteger. O zagueiro tentou pular pra trás e foi barrado. Simples assim.

Depois disso o Fluminense melhorou, mas não teve grande domínio e não converteu mais nenhuma jogada em gol. Carlinhos, que realmente não estava bem, deu lugar a Chiquinho. A substituição favorita do Renato Gaúcho. Essa, à propósito, pode acabar queimando o meia, já que, como eu escrevi, ele é meia e não lateral. Teria que se mudar o esquema. Impulsionado com o grito da torcida, Walter entrou no lugar de Sóbis. Mas foi aí que o Flu se recolheu e não pudemos ver de verdade se a dupla dele com o Fred daria certo como nos treinos. Com o ataque quase inoperante, o artilheiro da noite foi substituído por Wagner, que até devolveu certa velocidade ao time, mas sem tempo pra qualquer coisa.

Fim de papo no Moacyrzão. Mais três pontos pro Flu, liderança garantida e que venha o Botinha no domingo.

Nos acréscimos

Edinho, nosso ídolo histórico é um tricolorzaço e disso não tenho dúvida. De personalidade forte, ainda aos 19 anos, foi capaz de liderar a máquina. Depois não teve lá muito sucesso como treinador e veio a se tornar comentarista na SPORTV. Confesso que fico incomodado com suas opiniões nos jogos do Flu. Não sei se é pela vontade de cobrar mais de seu time do coração, se é para aparentar neutralidade ou mesmo se é uma “diretriz da casa”.

Mas a verdade é que ele parece sempre ríspido demais. Ontem (quarta-feira) fez questão de não poupar o Walter, as jogadas erradas do Fluminense e as faltas cometidas (ou não) pelos tricolores. Sei que no segundo tempo ele deu uma suavizada no tom. Mas se há explicação para seu jeito de ser, eu gostaria de saber.

ST!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @Rods_C

Foto: Nelson Perez / Fluminense F.C.

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23/02 – Maracanã, antes de Fluminense x Botafogo

7 Comments

  1. Esse Edinho..ontem foi demais…encheu a boca pra falar que foi falta do Fred no zagueiro…coisa que só ele viu…

    tremendo pau mandado da globo…um verdadeiro otário…pode ter sido ídolo dentro das 4 linhas..mas fora está sendo influênciado pela emissora dos mulambos…triste!

    1. Rods comenta:

      Pois é Renard, como eu disse, me incomoda. Principalmente todas as alfinetadas que ele dá no Walter, o que me lembrou o Mário Sérgio, quando comentarista da Band, falando do Branco em 1994.

      Mas você percebeu como ele amenizou o tom no intervalo? Talvez o Moreno tenha dado um toque.

      Às vezes quem é crítico demais, acaba exagerando. Vai saber…

      ST!

  2. Rods comenta:

    Pois é Renard, como eu disse, me incomoda. Principalmente todas as alfinetadas que ele dá no Walter, o que me lembrou o Mário Sérgio, quando comentarista da Band, falando do Branco em 1994.

    Mas você percebeu como ele amenizou o tom no intervalo? Talvez o Moreno tenha dado um toque.

    Às vezes quem é crítico demais, acaba exagerando. Vai saber…

    ST!

  3. Edinho foi um ótimo zagueiro, mas vem se revelando um péssimo comentarista. Seja qual for o motivo… está exagerando.

    1. Se a gente chamar ele pra manifestação de domingo, será que vai? Aí a gente pergunta, Nelson!

      ST!

  4. De fato, precisamos saber o que está acontecendo com meu maior ídolo no clube, e as 3 opções apresentadas são as mais prováveis, especialmente a da diretriz da casa, haja vista a pergunta, já respondendo, do repórter de campo ao zagueiro do Macaé envolvido no lance do gol

    1. Rods comenta:

      Sempre tendenciosos, Wilson. Imagine como ficaremos em um jogo com Luís Carlos Jr narrando e o Edinho comentando. Será que fica uma arma apontada pra cabeça deles?

      ST!

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