Para o meu amado Caio (por Isabela Cabral)

caio e isabela

Desde a semana passada, andei pensando em diversos assuntos para escrever na minha coluna. Sobre como foi minha estreia nas arquibancadas, nos estádios que já conheci, na emoção de estar em La Bombonera apoiando o Fluminense, na era das musas.

Começava a escrever mil vezes e apagava outras mil e não consegui sair do primeiro parágrafo, porque na verdade não era sobre nada daquilo que eu deveria escrever. Eu deveria escrever sobre o maior amor do meu mundo, o que me faz flutuar e nesse caso, não é o Fluminense e sim o Caio.

Ele é um menino de sete anos, que nasceu no dia 25 de junho de 2008, data do primeiro jogo da final da Libertadores 2008.

Desde a barriga o Caio frequenta os estádios atrás do Fluminense, sentindo toda a emoção através de mim.
Lembro até hoje das quartas de final da Libertadores daquele mesmo ano, eu com oito meses de gravidez e uma barriga gigaaaante assistindo aquele gol do Washington e o Flu se classificando para as semifinais. Que jogo!
O nosso último! E logo você chegou!

Com três meses de vida, já estávamos nós lá, apoiando o Fluzão e, desde então, nunca mais paramos.
Já vimos o Flu campeão brasileiro duas vezes, já o vimos campeão Carioca, já vimos o time se livrar de um rebaixamento onde nem nós mesmo acreditávamos que seria possível e choramos muito abraçados.. Vimos muitas vitórias e algumas derrotas também.

Hoje, você é o meu companheiro, meu mascote, meu amuleto da sorte… Onde o Flu está, fazemos o possível para estar também… Com apenas sete anos já tem até caravana no currículo.. Você está chique!

Mas saiba, filho, que a derrota sempre existirá e que, embora doa muito, ela nos faz crescer e amar ainda mais o Fluminense. Que o amor que sentimos pelo Clube das Laranjeiras jamais mudará e que hoje, torcer se tornou mais fácil porque tenho você comigo!

Você se tornou figurinha carimbada nos estádios, e é muito querido por onde passa… Apoia o time, briga com os jogadores, entende de futebol como ninguém e eu me encho de orgulho, porque consegui te fazer amar o Fluminense assim como eu amo, ou até mais que eu.

Toda vez que o Fluminense perde você chora, diz que nunca mais vai a jogo e, na semana seguinte, lá está de volta me cobrando para ir ao jogo e apoiando os noventa minutos… Hoje você consegue até ter mais camisas que eu!

O Fluminense é você, sou eu, somos nós. O Fluminense é o nosso amor e nos faz estar aqui hoje. Sempre iremos onde ele for jogar, sempre declararemos nosso amor, nas boas ou nas más. Chorar faz parte da vida, e nos faz aprender: quando você crescer irá rir disso tudo, mas hoje eu te permito chorar e expressar seu descontentamento com as derrotas, porque embora seja bem novo, nosso amor é incondicional!

No outro domingo, diante do Vasco, você realizou o sonho de ver o Ronaldinho Gaúcho de perto com a camisa do Fluminense. E pôde ver aquele que só vi na TV vestindo a camisa do gigante das Laranjeiras. Realizou um sonho e tanto. O próximo é tirar sua tão sonhada foto. E nós vamos em busca desse sonho, afinal, mãe é pra isso!

Chore sempre, ria muito.

O Fluminense precisa de você, meu pequeno gigante torcedor!

E que venham muitos e muitos outros títulos para comemorarmos juntos, porque afinal, sua vida de torcedor está apenas começando.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: icabral

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