Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa (por Zeh Augusto Catalano)

coelhinho

“Não, não acredito em manipulação. Se acreditar, não posso fazer o que faço.” – Rica Perrone.

Prezado leitor: olhe em volta. Veja um jornal na TV. Folheie uma revista. Peguemos o Jornal O Globo, por exemplo. Editorias País, Economia, Rio. Se você resolver torcer o jornal, pinga corrupção. Não importa se de direita, de esquerda, em empresa pública ou privada, nacional ou multinacional, o país chafurda na lama da impunidade e da roubalheira em qualquer nível. Seja Presidente, diretor de empresa ou guardador de carros, qualquer um que detenha algum poder no Brasil pode fazer uso desse “bem” para algum benefício próprio.

Mas não no futebol. Não! Isso nunca! No Brasil não há nenhuma possibilidade de haver qualquer espécie de tramóia ou roubalheira que possa envolver juízes, dirigentes, subornos, resultados.

Na Itália, recentemente, dois dos maiores clubes do país – Juventus e Milan – foram rebaixados e perderam títulos nacionais por corrupção. No Brasil, apesar do escândalo de Edilson Pereira de Carvalho, felizmente, não há roubo. É o único setor da nossa sociedade que escapa das mazelas da corrupção.

E olha que o vôlei, o esporte que mais cresceu e mais trouxe glórias ao Brasil recentemente, por ora está afogado num lodaçal de histórias mal contadas envolvendo cifras de alguns milhões.

Tal pureza e retidão de caráter de todos os envolvidos é tal que, mesmo numa infeliz sucessão de episódios de erros grosseiros de um mesmo bandeirinha contra uma mesma agremiação, não há um único lunático, uma única voz na imprensa a levantar a voz e ousar questionar a lisura de tais decisões. Pelo contrário. Sendo o nosso futebol, trata-se, claro, de uma mui infeliz coincidência.

Coincidência, aliás, ocorrida na rodada final do campeonato brasileiro de 2013, con os erros sucessivos de Flamengo e Portuguesa. Vocês não têm nassão, perdão, noção do ridículo que foi levantar essa teoria supondo um suborno, um esquema pra salvar um clube do rebaixamento.

É uma felicidade e uma tranquilidade poder confiar pelo menos no nosso futebol. E que o Brasil siga esse exemplo e se torne verdadeiramente o país do futebol. Não há impedimento para que o consigamos. Celebremos com nossas bandeirinhas!

Rica Perrone, meu caro, você cozinha bem?

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Palavra de honra que, quando a bola entrou, eu pedi que tivesse sido uma jogada limpa. Perder é parte do esporte. Ser roubado pela enésima vez, não. E seus amigos framenguistas ainda acham que você é um chato, chorão, mau perdedor.

Não há mal que pra sempre perdure.

Caso queiram ler sobre Vasco x Flamengo, meu texto no Panorama Vascaíno.

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Por último, as palavras do goleiro “Roubado é mais gostoso”. Quando um sujeito está uniformizado, ele está representando a entidade cuja camisa está vestindo. Ao proferir uma besteira desse quilate, deveria ter sido imediatamente repreendido não por seus pares, não no dia seguinte à frase, não posteriormente à repercussão da baixaria. Imediatamente, o presidente do Flamengo ou afim deveria ter vindo a público pedir desculpas e expressar que aquele pensamento não reflete o pensamento do clube. Era, inclusive, uma forma de limpar a cara do time, que acabar de ser favorecido a olhos vistos por um… errinho.

Mas claro que isso não aconteceu. E com essa atitude, o Clube de Regatas Flamengo passa, para os seus e os demais torcedores, a mensagem de que aprova a frase de seu goleiro.

E depois ainda temos de ouvir elogios acerca do “profissionalismo” da diretoria atual do mais querido.

Abraços

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

4 Comments

  1. Pois é, chefe.
    E ainda o gRobo esporte fez uma materia dizendo que o FLU é o maior beneficiado por ‘ajuda amiga’. Nojo dessa ‘imprensa’
    Do sucessor do Bruno nada mais me espantaDepois do ‘quem nunca saiu na mão com uma mulher’.
    ST

  2. Falando em outro assunto.
    Falando de corrupção nesse país, estou até desconfiado das urnas eletrônicas que eram uma maravilha moderna e foram devolvidas até pelo governo do Paraguai.
    Abs

  3. Caro Catalano, em minha modesta opinião, o Clube de Regatas do Flamengo é um caso gravíssimo na esfera criminal há muitos anos (1980).

    De 1980 para cá, verdadeiras barbáries vêm sendo cometidas, SEMPRE EM FAVOR DESTE CLUBE, e nada é investigado ou levado a sério por imensa parte da pseudo-imprensa esportiva de nosso País.

    É tudo uma grande VERGONHA. O futebol brasileiro, em especial o carioca, dá nojo!

    ST, Luiz;

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