Palmeiras 2 x 0 Fluminense (por Felipe Fleury)

felipe fleury green 2016

Sempre fui só elogios para o técnico Levir Culpi. Foi o responsável por organizar um time que vinha sendo reiteradamente maltratado por seus antecessores, nos deu um título e a esperança de dias melhores.

Levir, inclusive, já vinha dando a sua cara ao Fluminense, tornando-o um time mais veloz, aplicado taticamente e seguro na defesa.

Hoje, contudo, nosso treinador desmontou o esquema que, se ainda tinha falhas, pelo menos era o início de uma nova forma de jogar do Tricolor, com Fred movimentando-se intensamente pela frente da área, voltando para buscar a jogada e armando no meio e dando, também, oportunidade para que jogadores como Scarpa, Osvaldo e Richarlisson pudessem se aproximar do gol com mais liberdade.

Quando optou por Edson e Pierre juntos em detrimento de Richarlisson, Levir Culpi desmontou a estratégia que vinha se aperfeiçoando para tumultuar o meio de campo e não deixar o Palmeiras jogar. Trocando em letras miúdas, Levir preferiu não sofrer gols a marcá-los.

E foi o que aconteceu. O jogo na primeira etapa foi truncado, de muita marcação e pouco futebol. Fred desperdiçou a melhor oportunidade da primeira etapa quando, livre e na cara do gol, chutou nas estrelas a bola. Antes cabeceou também livre uma bola para fora. Talvez aquele lance, se convertido, pudesse mudar a história do jogo.

Fim de primeiro tempo e Levir conseguiu o que queria: o empate. Cuca, por sua vez, não estava satisfeito. Fez duas mudanças e Moisés e Alecssandro deram nova cara ao time palmeirense. Com mais movimentação a equipe palestrina partiu para cima do Flu, fez dois gols nos primeiros quinze minutos e depois apenas administrou a partida ante um Fluminense inoperante e desorganizado.

Levir, então, percebeu que tinha que mudar para tentar pelo menos o empate – um empate naquele momento podia ser considerado um bom resultado. Devia tê-lo feito antes, no mesmo tempo de Cuca. Devia, também, ter entrado com Richarlisson desde o início do jogo. Mas, com a vaca indo para o brejo, o nosso treinador precisava fazer algo, corrigir o equívoco da escalação inicial e então, tardiamente, pôs Marcos Junio e Richarlisson.

A partir daí o Flu buscou mais o ataque, ainda que de forma desordenada, no abafa, e quase alcançou seu gol depois de bela jogada do jovem atacante tricolor que fez passe perfeito para Scarpa bater de primeira rente à trave de Prass. Fred ainda perdeu um gol já no fim e o resultado concretizou-se em dois a zero para a equipe alviverde.

Na verdade, o Flu não mereceu melhor sorte. Talvez um gol de honra. Foi mal escalado e quando tentou algo para mudar o resultado adverso já era tarde demais. Levir pecou pela falta de ousadia inicial e pela demora em tornar o time mais ofensivo. Lições que ficam.

O campeonato é longo e ainda está no começo, mas é preciso mostrar logo um padrão de jogo, um padrão que o Fluminense ainda não possui e corrigir muitos erros, inclusive de fundamentos. E os reforços são imprescindíveis para suportar uma longeva competição.

Um vitória, um empate e uma derrota não é um bom começo. E domingo já teremos o primeiro clássico contra o Botafogo, que é sempre um adversário que complica a nossa vida. Portanto, não há tempo para lamentar. É preciso encontrar uma forma de vencer o bem armado time alvinegro e compensar a derrota de hoje. Outra derrota poderá inquietar a torcida e tumultuar o ambiente e isso é tudo de que não precisamos neste momento.

Panorama Tricolor

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Imagem: f2

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