Palmeiras 3 x 1 Fluminense (por Paulo-Roberto Andel)

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Bastante desfalcado na escalação – a ponto de ter Marquinho como titular – e pelo empresário de Richarlison, o Fluminense ainda precisou trocar o contundido Luiz Fernando – mais outro grave – por Nogueira no comecinho da partida contra o Palmeiras no Palestra. Para piorar, o anfitrião marcou seu gol aos nove minutos, num chutaço de Guerra municiado por uma cobrança de lateral. Mau sinal?

Nem tanto. O Tricolor não se abateu e empatou o jogo aos 18 minutos, em ótima arrancada de Calazans – aleluia! – pela esquerda, cruzando na medida para o golaço de Dourado. Tudo igual na disputa em campo, no placar e até na briga: Felipe Melo, sempre ele, enchendo o saco de Dourado, dedo na cara e cartão amarelo para os dois. Depois da água, os dois até bateram papo e tudo bem.

O jogo esquentou e os times se atacaram, com muita movimentação e nem tanto em termos de finalizações. Uma ou outra preocupação, o Palmeiras tentando ser mais agressivo até por causa da pressão de sua torcida. O Fluminense sereno, explorando mais Scarpa pela direita. Aos 40, o Palmeiras desempatou num jogadaço de Roger Guedes pela direita, tocando para trás e encontrando Keno para a finalização rasteira. Em seguida, Dourado, livre, poderia ter empatado aos 43, após belo passe de Lucas, mas Fernando Prass defendeu.

Calazans foi o motor do time e deveria ter sido mais acionado. Wendel destoou de sua média costumeira. Um bom primeiro tempo no geral, onde descemos derrotados por detalhes, dentre eles controlar mais a bola.

A partida recomeçou com muitas faltas, ora marcadas, ora ignoradas, o que desagradou aos dois times. Lucas encobriu Prass aos 13, mas a bola bateu em cima da rede. Na resposta, Keno obrigou Júlio César a uma defesa difícil. Abel sacou o inerte Marquinho para a entrada de Matheus Alessandro. Fazendo a chamada ligação direta algumas vezes, o Flu não engrenava a luta pelo empate: lento e falho nos passes, sem ameaçar o gol alviverde. A última – e manjada – cartada foi a entrada de Marcos Jr. no lugar de Henrique.

Nos 15 minutos finais, o panorama não se alterou. Sem forçar tanto, o Palmeiras manteve a bola longe de seu gol. O Fluminense tentou reagir, mas as substituições não melhoraram o conjunto opaco. Só aos 47 Marcos Jr. cabeceou com perigo, mas Prass defendeu. Em seguida, Roger Guedes fechou o caixão no contragolpe veloz.

Mais de 33 mil pagantes no Allianz. Um ótimo número, provavelmente mais do que o dobro do que o Flu receberá em casa, no feriado de quinta.

Henrique Dourado brigou como sempre. Marquinho tem meu eterno respeito por 2009 e 2010, mas estamos em 2017. Não dá mais. E Leo precisa parar de insistir em desafiar as leis da Física.

Contra o Grêmio, o Fluminense vai precisar superar suas deficiências, os desfalques prolongados e a previsibilidade momentânea. A partida passa a ser decisiva para espantar uma crise desnecessária.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: curvelo

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