Página virada: o Flu é Sul-Americana (por Crys Bruno)

“Desde que eu nasci”, como cantamos, vejo o Flamengo conquistar títulos com ajuda da arbitragem.

Propositadamente ou por aquele “reflexo” de, na dúvida (ou certeza), apita-se a favor dele. Somente contra o clube do Eurico Miranda não se tem a mesma vantagem numérica.

Não me surpreendi em nada com cartões amarelos só para um lado, enquanto jogadores do Flamengo davam entradas sem bola e sofriam mera advertência verbal, quase com um pedido de desculpas do árbitro por marcar a falta.

A vantagem numérica do apito ajuda bastante só nesse quesito: pendurar o adversário e deixar o “Mengão” parar a jogada com faltas, sabendo seu jogador que dificilmente será amarelado. Imagine deixar seguir um lance de falta clara numa disputa aérea?

Comemorar o gol do Flamengo com punho cerrado e movimento que nada tem a ver com gesto técnico de árbitro foi a primeira vez. Aviltante? Completamente. Revoltante? Totalmente.

Mas, se desde que eu nasci, sei que num Fla x Flu comum já jogamos com “desvantagem numérica” há pelo menos umas três décadas, numa final isso piora, ainda mais com o Fluminense jogando bem, com time bom, o que acende o alerta deles.

É por isso que cobro mais da gente: não por ser corneteira ou querer plantar crise (cada coisa descabida e sorrateira que falam nessa internet!), mas porque, por ser o Fluminense, precisamos estar voando, jogar agredindo, imponente, a mil.

Abel mudou a estratégia na primeira partida. Errou feio. Consertou e bastaram quatro minutos para marcarmos o gol. Aí o time voltou a recuar, só com Henrique Dourado de escape. Ainda assim, conseguimos virar 1 a 0.

No segundo tempo, reequilibramos, e até o gol decisivo do Wagner do Nascimento, tudo indicava a ida para os pênaltis.

Não adianta espernear. É trabalhar para ser cada vez melhor tecnicamente, fisicamente, mentalmente e olhe lá: com arbitragem da FERJ, nem assim. Por isso eu cobro, mas cobro sabendo que temos um time muito bom que faz frente a qualquer outro do país. E cobro, apoiando.

O ideal seria disputarmos o Estadual com o time sub-20. Mas a TV é a única receita certa para os clubes e estes ajoelham-se.

Página virada. Hoje é Sul-Americana e nossa meta é a conquista de um título ou vaga na Libertadores para 2018.

A derrota injusta de domingo, porque um gol irregular do adversário foi decisivo, pode servir para dar mais casca ao nosso jovem time nesta competição internacional.

Sacode a poeira e dê a volta por cima, molecada! De resto, é aquilo: “desde que eu nasci”, vejo o Flamengo ser campeão “assim”. Fato.

Toques rápidos:

– Precisamos de cirúrgicos ajustes:

1 – Contratar um companheiro de zaga menos pior para o Henrique.

2 – Contratar um goleiro (que ninguém me ouça, mas Cavalieri falhou feio no gol do Wagner do Nascimento!).

3 – E rezar, apoiando e cobrando, para que Abel não caia na tentação do ídolo da sua geração, o Arrigo Sacchi, enfiando oito, nove jogadores atrás da linha da bola e volte a ser “o coroa” reciclado, com seu time fazendo marcação alta para ter a bola e não sofrer pressão.

Amém.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @CrysBrunoFlu

Imagem: buc

4 Comments

  1. Vc pediu, mas ele não ouviu.
    Abel, Abelou.

    Agora voltemos ao que interessa.
    Sula, aí estamos nós.

    ST

    1. Nós pedimos, ne, Gaia. Temos que intensificar nossas orações rs
      Abraços
      ST

      1. Vc acha que os garotos sentiram o peso de uma final?

        O que explica a queda de produção de Sornoza e Orejuella, marcação mais focada neles talvez?

        Vamos acordar João de Deus…rsrs

        ST

  2. Saudaçoes Tricolores! Tenho a impressao que a diretoria do clube estabeleceu os jogadores que devem ficar em evidência para acontecer alguma negociaçao: marquinho, maranhao e oswaldo ( esse aceitou a situaçao, ninguem vai pagar pra ele o que o Fluminense paga e resolveu aceitar menos da metade do que recebia) E ai està a questao: nenhum jovem jpgador de Xerem vai aceitar ganhar 1/3 do que ganha um pereba igual ao Maranhao. E ninguem vai correr enquanto essa situaçao continuar! Paciencia!

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