Os altos e baixos do Flu (por Paulo Rocha)

Os leitores deste espaço sabem bem a minha opinião e creio que muitos tricolores dela partilham. 2017 será um ano de transição para o Fluminense. Com a garotada, teremos altos e baixos; brilharemos em alguns momentos da temporada, deixaremos a desejar em outros. Algo altamente compreensível para um clube que quase foi destruído em razão da péssima administração. Pelo menos, temos um treinador que sabe lidar com a situação, que nutre sentimento pelas nossas cores e que, acima de tudo, sabia o abacaxi que teria em mãos.
Eu, particularmente, sabia que o ano seria assim. Por isso, revelei meus anseios no início da temporada: que o Fluminense fizesse uma campanha digna no Brasileiro (nos poupando de sofrimento no final da competição) e priorizasse a conquista da Copa Sul-Americana. Pelo que vejo, as coisas estão acontecendo mais ou menos desta forma.

Tudo bem, tivemos dois jogos em casa e obtivemos apenas um ponto. Mas olhem os dois times que enfrentamos? Cruzeiro e Corinthians possuem, atualmente, elencos muito superiores ao nosso. E atuamos contra eles de igual para igual. A torcida tricolor tem que entender que, este ano, temos time para vencer os chamados “times médios” e, vez por outra, surpreender àqueles que se equivalem a nós em grandeza histórica.
Ou seja: acho muito mais foda termos empatado com o Atlético-PR no Maracanã do que perdido do Corinthians no mesmo local. Clássico se ganha e se perde, mas de time médio, nós, quando mandantes, temos a obrigação de vencer. E espero que, de agora em diante, o façamos. Caso contrário, vamos passar sufoco. E não merecemos isso.

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O jogo desta quarta-feira contra a Universidad de Quito, na altitude, será mais um aprendizado para nossa jovem equipe. Em que pese o fato de termos aberto boa vantagem no Rio, vamos sofrer lá, não tenham dúvidas. Só peço que não haja lesões. Domingo, teremos pela frente a Ponte Preta, em Campinas, pelo Brasileiro. Ainda bem que a Macaca também terá um jogo internacional nesta quarta, contra o Sol de America, no Paraguai.

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Muita gente diz que o fato de Gustavo Scarpa não estar jogando nada tem a ver com a lesão que sofreu no início da temporada, mas não é só isso. Com a ausência de Sornoza, o camisa 10 está jogando numa posição para a qual não possui traquejo, a de armador centralizado. Abel sabe que ele rende menos por ali, mas não tem outro para colocar. Volta logo, Papá!

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Parece que finalmente achamos um zagueiro. Frazan é muito bom. Já o Henrique…

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: paro

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