Nas Torcidas Organizadas (por Babi Braga)

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Hoje vou falar um pouco de como entrei para o mundo das torcidas organizadas.

Apesar de frequentar estádios desde muito novinha, minha mãe Ana (já famosa rsrs) era um pouco resistente à ideia de ser de uma torcida organizada.

Rodeada de amigos, sempre fui falante, espalhafatosa, daquelas que abraça e beija meio mundo quando sente uma energia boa. Sempre seguindo o Flu da maneira que Ana permitia.

Fui a um jogo no estádio de São Januário com uma amiga que me apresentou a muitas pessoas de torcidas organizadas. No primeiro momento, meu jeito comunicativo não deixou que eu ficasse um minuto sem fazer amizade, durante aqueles 90 que ali se passavam.

Me apresentou de primeiro momento para o presidente da Fiel Tricolor, Carlinhos, que me deixou muito a vontade, me vestindo uma camisa e dizendo: “Você é minha!” e assim foi.

Durante alguns anos, frequentei a Flubeer (na época, Flupimenta) onde também fiz muitos amigos. Sabe aqueles que são para todas as horas? São eles. Tem aqueles amigos de bar que eu sinceramente adoro.

Passei por uma fase muito difícil em minha vida, onde enfrentei uma doença que muitos julgam como bobeira, que foi a depressão e consequentemente a síndrome do pânico. O Fluminense me trouxe anjos sem asas e sim com tulipas de chopp nas mãos, e essas mesmas mãos seguraram as minhas até onde precisei. Ouso a citar alguns nomes: Julinho, Norton, Mathias, Diogo são daqueles que fizeram bastante, e mesmo sem perceberem, me tiraram de uma situação que não desejo a ninguém. Hoje em dia infelizmente tenho mais contato somente com Norton e Júlio. De fato, detesto ser adulta.

Gabriel, Paulo, Magal, Marcelinho, Carlinhos, Juju, Lari, Dinha… são pessoas que fizeram meus jogos e minhas caravanas mais felizes!

A bancada ainda me desencalhou, gente! Yan, meu noivo, que conheci na festa da Fiel Tricolor e atura todas as minhas TPMs até hoje.

Ainda tem aqueles que deixaram a saudade e um aprendizado: TORÇA INDEPENDENTEMENTE DA SITUAÇÃO: AME! Fernandinha e Tato, vocês são eternos nas bancadas.

Assim eu entrava para o mundo das arquibancadas, de jogo em jogo eu ia fazendo mais amizades e descobri que ali o amor, amizade e cumplicidade podem SIM ser muito maiores que a violência, o ódio, e as fofocas que rodeiam esse ambiente.

O FLUMINENSE deve ser maior.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: babi

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