Olhando adiante (por Walace Cestari)

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O breve marasmo tricolor não deve ser encarado com tristeza. Claro, a eliminação do Ferjão 2016 não fez bem à torcida, muito mais pela forma – jogamos muito mal – do que pelo fato de ficar fora das finais. Afinal, desde o início insistimos por não jogar este campeonato – fomos ameaçados de desfiliação; depois, pretendíamos escalar nossos juniores – igualmente impedidos pela máfia da Federação sob intimidação de multas e penalidades financeiras.

Óbvio que a resistência ao campeonato não serve de desculpa ao mau futebol. Evidentemente, também, há o componente da ressaca do título da Primeira Liga na má apresentação nas semifinais do Ferjão. O desempenho esteve abaixo da média, mas não deve preocupar a torcida. A equipe começa a encontrar um padrão de jogo, a dar liga na mão de Levir. Algumas apresentações estarão fora da curva, por certo. Seja para mais ou para menos.

Ainda que tenha todos os atenuantes, é importante sempre retirar dos reveses as lições para a construção do sucesso. O elenco ressente-se de um banco capaz de modificar a partida, de opções versáteis para verticalizar o jogo, torná-lo mais veloz, ou mesmo, em certas ocasiões, fechar-se sem perder a posse de bola.

Isso traz à tona a necessidade que temos de buscar contratações pontuais neste interstício de campeonatos. A pausa dá ao treinador tempo para azeitar a equipe e perceber o que pode conseguir extrair de cada um de nossos atletas. É nesse ponto que as carências podem ser percebidas e o planejamento pode buscar evitá-las. Garotos da base? Destaques nos estaduais? Promessas do futebol latino-americano? Repatriados da Europa, Ásia e Arábia?

Esperamos que a equipe técnica esteja de olho, prospectando nomes que se encaixem nas funções pretendidas pelo pensamento tático de nosso técnico. Tempo e material humano para Levir trabalhar, eis o segredo do sucesso. Temos hoje, com nosso plantel, possibilidade de fazer um campeonato de relativa tranquilidade, jogando na parte de cima da tabela e, dependendo de alguma sorte ou conjuntura favorável, brigando por algo mais.

Alguns de nossos emprestados estão de volta e podem ser úteis. Igor Julião tem a crescer na lateral e Samuel é o atacante de área que faz falta na reserva do Fred. São os melhores nomes? Talvez não sejam, mas não há porque descartá-los. Mesmo assim, devemos pensar sobre um lateral-esquerdo de ofício, um meia para substituir Gérson e talvez mais um ou dois atacantes com características diferentes daquelas que já possuímos.

Não podemos esquecer que temos um elenco de trintões e o longo brasileiro exigirá muitas mexidas a cada rodada. Ter isso em mente nas semanas que ganhamos para trabalhar o elenco será fundamental. As primeiras rodadas do Brasileirão costumam ser colocadas em segundo plano por equipes que disputam a Libertadores. Equipes sempre fortes e candidatas a disputar a parte de cima da tabela.

Vencer jogos no início dá tranquilidade e faz o time engrenar. Com Levir azeitando o padrão tático, uma vantagem de pontos no começo do campeonato pode dar confiança ao elenco e fazê-los render ainda mais. Esperamos boas coisas do segundo semestre. Vamos confiantes, porque temos motivo para confiar.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: wc

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