O risco necessário no Fla x Flu (por Paulo Rocha)

Após o empate em 2 a 2 com o Madureira (foi o segundo “nó tático” aplicado por PC Gusmão em Abel Braga neste Campeonato Carioca), o técnico tricolor disse que no Fla-Flu de domingo, em Cariacica-ES, pela última rodada da Taça Rio, escalará uma equipe formada por reservas. Afinal, na quarta-feira, o Fluminense estreia na Sul-Americana contra o Liverpool, do Uruguai, no Maracanã, e a ideia é sufocar o adversário para obter uma boa vantagem visando o jogo de volta, em Montevidéu.

Tudo perfeito, afinal, a Taça Rio se tornou apenas simbólica, uma vez que já conquistamos a Taça GB e, pela soma de pontos, já temos vantagem do empate na fase semifinal do Carioca. Considero o planejamento adequado. Só tem um probleminha: enfrentar o Flamengo com nosso time reserva pode ocasionar uma derrota de proporções desagradáveis.

Mesmo correndo esse risco, concordo com Abel. Aliás, nada garante que o fato de não usarmos os titulares determinará nosso insucesso. Lembro-me de 1981 (ano em que nosso arquirrival foi campeão da Libertadores e do mundo) quando, muito desfalcados, vencemos um Fla-Flu por 2 a 1. E, no futebol, já vimos que um raio pode cair no mesmo lugar.

Mesmo que venhamos a perder o Fla-Flu, que pelo menos não seja de goleada. Isso poderia desestabilizar nosso ambiente. Creio, contudo, que podemos até vencer o clássico. Nossa valentia (e comando) aliada à usual empáfia adversária pode nos conduzir ao triunfo. Ou a, pelo menos, um empate honroso.

Seja qual for o resultado de domingo, que continuemos levando fé no nosso Fluminense. Vamos passar por cima dos babacas que preconizaram o caos tricolor após a saída da patrocinadora. Vamos seguir em busca do Carioca e da Copa Sul-Americana. Com a força da nossa camisa e o grito da nossa torcida. Vamos sem medo.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: par

Colaborou Renato Breves

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