O resumo é de cada um (por Paulo-Roberto Andel)

Pois bem, ódio e irresponsabilidade transformaram este jogo entre Fluminense e Atlético Mineiro em uma batalha de vida ou morte, literalmente falando. E numa das tardes mais emocionantes do ano, o ódio prevaleceu nas arquibancadas do Independência, felizmente longe das cores dos nossos admiráveis maníacos que lá estiveram.

Perigoso imaginar o que uma imprensa torpe pode levar aos corações de uma torcida. A do Atlético sempre foi reconhecida como uma das mais vibrantes do país, mas, domingo passado, prestou-se a papeis que transitaram entre o cômico e o ridículo. Os gritos incessantes de “vergonha” por conta da falta cometida por Leo na barreira tricolor, antes da bola de Ronaldinho chegar ao gol de Cavalieri, foram trucidados pelo próprio zagueiro no intervalo da partida, admitindo o que milhões de pessoas viram na tela: a infração simplesmente aconteceu. Antes disso, o ódio já estava estimulado no mosaico que fizeram com nossas cores, acusando o tricolor de ser o time “oficial” da CBF. A ideia pode ter sido boa para gerar repercussão visual, mas do ponto de vista da história é de uma ignorância raras vezes vista num estádio de futebol. No final, os atleticanos nas arquibancadas celebraram um título que, hoje, nenhuma tabuada permite ver, exceto os que ficaram pensando em 1971 como uma obsessão catalânica jamais repetida, tudo com narizes de palhaços, impropérios e demais quinquilharias da alma.

Até aqui, falei da mediocridade. Da estupidez provocada por irresponsáveis que têm o poder da comunicação. É hora de falar das coisas do jogo. O Atlético foi melhor, foi muito melhor nos primeiros quarenta e cinco minutos, ainda que tivesse para si a generosidade do árbitro, incapaz de marcar qualquer falta a favor do Fluminense – o que explica a enorme diferença do número de infrações entre os times na primeira etapa. Atacou o tempo inteiro, jogou como time grande, acertou duas bolas na trave, teve várias oportunidades – todas impedidas por mais uma grande atuação de Cavalieri – pelo menos três defesas espetaculares, colossais! -, mas a garra de Gum e Digão – este, mais afetado pelos inúmeros ataques alvinegros pela direita. Poderiam tranquilamente ter feito dois ou três gols. Mas não aconteceu. Bola na trave não altera o placar. Com sorte, poderia ter sido até melhor, vide o ataque de Nem já perto do fim, quando passou por Victor, mas não finalizou a tempo.

Sentimos muito a ausência de Jean, Deco não esteve em seus melhores dias – embora muito combativo – e Neves errou passes a granel. Bruno escorregou numa bola da esquerda que poderia ter sido crucial. Carlinhos, todos sabemos, é jogador de alta categoria, mas precisa sintonizá-la com a força física aplicada em campo. Edinho brigou muito.

Não seria meu caso o de apontar Diguinho como o culpado pelas constantes infiltrações atleticanas pelo meio, mas o meia está visivelmente sem a força de outras temporadas, sem contar as eternas faltas cometidas perto da área. Porém, se não fosse escalado, quem Abel colocaria, dada a ausência de Velencia? Percebam, falo apenas de um momento que pode ter sido de um tempo ou três partidas. Não fizemos jornadas espetaculares contra Ponte e Grêmio, mas a força do time do Fluminense nos permitiu quatro pontos. À beira do campo, o gestual e a gritaria de Abel indicavam que o excessivo recuo do nosso time não eram determinações suas, por mais que o Fluminense tenha adotado o procedimento de atrair adversários para seu campo e dar o bote no contra-ataque. Diante da enorme pressão, ter saído com o empate foi um bom negócio – Bernard e Ronaldinho foram monstros em campo. Além do mais, quem precisava correr era o Atlético, nove pontos atrás do líder. Quando voltamos, algo dizia que a velha máxima do futebol poderia germinar: quem não faz, leva. Dito e feito: em sua primeira jogada realmente agressiva da partida, o Fluminense marcou aos 10 minutos com Nem, passe preciso de Fred depois de receber de Bruno. Jogada açucarada, bola rasteira no canto esquerdo, vibração dos maníacos.

Mas não era o suficiente para bater o Galo em seus domínios. Veio mais uma bola na trave esquerda de Cavalieri e, depois, o empate com uma bomba no ângulo esquerdo. Belo passe de Ronaldinho, finalização de Jô. E tome ataques do Atlético. E tome a virada, novamente com Jô, em cima de Digão – em sua única falha -, depois de lindo cruzamento de Bernard, bola no contrapé, canto direito, sem defesa para Cavalieri. Tudo em catorze minutos, entre os 23 e os 37. Abel tirou os cansados Deco e Neves para as vindas de Wagner e Sobis, sem maiores vanguardas táticas; depois, na pressão Edinho – sempre lutador – saiu para a entrada de Samuel. O segundo gol de Jô poderia ter sido um golpe final, mas o Fluminense tem a vocação da luta até o fim, até o último grão da ampulheta e, a cinco minutos do fim, Fred mostrou porque é um grande artilheiro: recebeu bom cruzamento rasteiro de Carlinhos que resvalou na defesa e, num toque rápido e preciso, fez seu centésimo gol com nossa caminha, decretando o empate que, se bem administrado, seria mais um grande passo rumo ao sonho do tetracampeonato. Só que o Atlético não arrefeceu: manteve suas forças intactas, continuou a plenos pulmões no ataque, não sentiu falta de sua silenciosa torcida e, mesmo antes de marcar o 3 x 2 definitivo com Leo Silva de cabeça, já aos 47 minutos, após cruzamento esplêndido de Ronaldinho em diagonal, poderia ter marcado com Jô pouco tempo antes, na mesma posição.

A derrota sempre dói. Jamais será fácil. Mas é preciso entender os códigos, os significados disso por ora. O fato é que perdemos quando isso era possível.  Temos seis pontos de vantagem, duas vitórias a mais e três gols a mais no saldo. Como não acreditar no time que tem vinte vitórias? Enfrentaremos o Coritiba em casa na próxima quinta e, conseguindo três pontos, ampliamos a diferença para nove; o Atlético jogará somente semana que vem, contra o Flamengo no Independência  e, com o rubro-negro precisando pontuar para afastar de vez sua luta contra o rebaixamento, as facilitações vergonhosas – essas sim! – de 1996 e 1997 não poderão entrar em campo. Logo depois, o próprio Atlético visita o Coritiba, enquanto teremos uma difícil missão no Morumbi contra o São Paulo. Vencer na quinta é imperativo e traz o mar da tranquilidade de volta. Basta ver a classificação e os jogos com sobriedade. Não, nada está vencido e ontem aprendemos uma importante lição contra o oba-oba. Sim, o Fluminense continua como favorito ao título por tudo o que fez até aqui – mesmo nesta derrota para o Atlético, mostrou-se valente, guerreiro, lutador bravio e incansável, num espírito de comprometimento que só os campeões oferecem. Perdemos para um grande time que fez uma excelente partida, ora! Poderíamos tê-los vencido no Engenhão, não fosse a monumental trapalhada da arbitragem contra o gol de Fred – hipocritamente esquecido pelos tenores da vergonha. Não confundamos um ponto com uma reta inteira: o Atlético foi melhor neste domingo e mereceu sua grande vitória. O Fluminense é o melhor do campeonato e merece a liderança.

Para um desavisado que se depare com as manchetes de hoje e amanhã, o Fluminense se transformou no décimo-lugar da competição (atenção: isso é apenas uma discreta piada, quase tão sem-graça quanto as mesmas manchetes sugeridas).

A vergonha está na mentira dos jornais, na incitação ao ódio e à violência que tanto predominaram nos últimos dias recentes. O plano deu certo temporariamente: “O Fluminense não será campeão”, “A distância caiu perigosamente”, “O Galo ruma para o título” e outras baixarias. Ao tricolor, concedemos nosso amor aéreo – e ele flana entre as nuvens.

Neste domingo, dentro de campo, o futebol venceu com uma partida digna entre dois times que disputam o título vigorosamente; fora das quatro linhas, a massa equivocada repetia em gritos o fel que lhe foi oferecido dias a fio. A verdade indica a queda do Fluminense para o primeiro lugar do brasileiro, com toda a ironia devida. O resumo é de cada um.

 

Paulo-Roberto Andel

Panorama Tricolor/ FluNews

@PanoramaTri

Contato: Vitor Franklin

17 Comments

  1. Torcida medíocre, esta do Atlético! Um complexo de vira-latas sem fim! São mais chorões que os botafoguenses!

  2. Meu resumo é idêntico ao teu e de todo TRICOLOR que se preza, Andel!

    Lutamos até o fim, mas só perdemos uma batalha que, para eles, era decisiva; pra nós, só mais uma batalha de uma guerra que ainda não terminou, mas que estamos vencendo! E só dependemos de nós mesmos!

    RUMO AO TETR4!!!

    1. Olá, Paulo Roberto, como está?

      Pois bem, sou atleticano e amigo de infância do Rodrigo, responsável pelo blog.

      Duas coisas de início:

      – gostei do seu texto;
      – o Fluminense mostrou como é um time perigosíssimo. Mesmo em um dia no qual foi bem inferior ao adversário, tornou o jogo complicado. É um time que não perdoa e que tem um goleiro que está pegando tudo.

      Mérito de vocês.

      Adianto, também, que a liderança tricolor é merecida. Até umas dez rodadas atrás, eu imaginava que era sorte. NÃO É SORTE, É COMPETÊNCIA. Sorte não dura um campeonato inteiro. O Fluminense simplesmente conhece o seu potencial e o explora.

      Agora, duas pequenas observações:

      – Os verdadeiros roubos contra o Galo foram fora do campo, no episódio do adiamento do jogo contra o Flamengo e a ridícula suspensão do R49. A revolta da torcida bem principamente daí, pois é o tipo de atitude que o time não tem como reagir.

      ISSO É LAMENTÁVEL. Mas já adianto que o Fluminense não tem nada a ver com isso.

      – a questão não é se foi falta ou não. Foi falta do Leonardo Silva. O problema é que devem ter acontecido umas cinco mil faltas destas pelo futebol mundial no dia de ontem. Infelizmente, pinçaram um único lance em todos os jogos já realizados para anular o gol (honestamente, nunca vi um gol anulado em tais circunstâncias. Posso estar errado, mas deve ser inédito).

      O Fluminense, mesmo, já esteve envolvido em lance desse tipo e o resultado foi contrário.

      Então, o descontentamento atleticano não é sem razão: foi utilizado um critério nunca antes utilizado, em completa dissonância com os utilizados até então, inclusive neste campeonato.

      Enfim, é isso.

      No mais, acho que dificilmente o Fluminense deixará de ser campeão, e com todo merecimento.

      Obs. Quanto ao comentarista que tacha a torcida atleticana de medíocre, só lamento… O Atlético Mineiro, há muito tempo, não faz nada de muito convincente – É FATO. Mas se tem algo que não dá pra criticar é a sua torcida, das mais vibrantes do futebol brasileiro, mesmo com o time não correspondendo dentro de campo há uns 10 anos (nunca foi uma papão de títulos, mas sempre os disputou) e mesmo sem um título nacional há 41 anos.

      Paulo responde: prezado Claudio, todo o agradecimento pela visita e comentários. Ressalte-se que a mediocridade apontada foi pontualmente dirigida a ontem, por questões já abordadas nesta publicação e em outras do PANORAMA TRICOLOR/ FLUNEWS. Grande abraço.

      1. Prezados,
        claro que a parcela esclarecida da torcida (do Fluminense e dos demais participantes do certame) jamais atribuiria a uma escusa maquinação de bastidores a atual campanha do FFC – que ontem a tarde sofreu apenas sua terceira derrota (em 32 rodadas). Como tambem eh obvio que os erros das arbitragens, gols anulados ou cartoes nao dados (como o que devia ter sido aplicado ao Pierre no 1o tempo da partida de domingo), favorecem e prejudicam todos os clubes.

        O PROBLEMA eh a distorcao entre fato e registro provocada pelos ditos orgaos da “imprensa”… o que a “imprensa” deixara para a posteridade como o registro imparcial (sic) do presente. (terrivel poder em um pais – ainda – de analfabetos funcionais.)
        E na historia a ser contada deste campeonato estara escrito que o Fluminense foi ajudado (com ou sem o titulo ao fim da 38a rodada) de forma acintosa.

        Alem dos narizes de palhaço, “mosaico” e o (quase esquecido nestes tempos) sinal de roubo com as duas maos, ficara para a maioria (nao esclarecida, infelizmente) da torcida a versao de que os clubes foram roubados em nosso proveito. O que, alem das piadas dos sem-graça de sempre nas tardes e noites de domingo, apenas contribuira para aumentar a animosidade das demais torcidas para com a nossa – espantou-me o clima hostil com que fomos “recepcionados” na saida do estadio (apos quase 2h retidos pela policia).

        Ainda espero sinceramente uma resposta veemente por parte do Clube.

        ST

  3. Temos que fazer a mesma pressão na quinta para conseguir os 3 pontos, e deixar o coritiba numa situação desconfortável para tentar recuperar contra o atlético/mg na próxima rodada.

    Todos ao engenhão quinta

    ST

  4. Fiquei tão chateada, claro que por ter perdido, mas ainda mais por ver do que a mídia é capaz, ninguém se intera mais sobre certos assuntos, ouve “um lixo” e sai espalhando porcaria aos quatro ventos.
    Ver o Fred indignado no fim do jogo pra mim foi o mais triste, estão retirando o mérito dos jogadores, isso sim é uma vergonha.
    Como sempre, excelente texto, está de parabéns.

    ST Fernanda

  5. ####### ESSE É PORRETA ########

    “Vergonha é ficar 41 anos sem título”, dispara Nem

    Atacante do Fluminense responde fortemente aos torcedores atleticanos

    O chororô montado pelos torcedores do Atlético-MG, que gritaram vergonha, fizeram mosaisos e quiseram até entrar com narizes de palhaço na partida contra o Fluminense não passou batido por

    Wellington Nem. No Twitter, o atacante rebateu que vergonha é o imenso jejum de títulos importantes do Galo.

  6. Pois, caro Paulo, e o “Estado de Minas” de hoje estampou em sua primeira pagina: “VERGONHA!, VIRADA!, VITORIA !” (nao o “meiahora” ou o “expresso” das Gerais, mas o “Estado de Minas”.)

    Vergonha do que? dos cartoes amarelos que nao foram dados a pelo menos dois jogadores do atletico? A torcida gritou a palavra a plenos pulmoes, em mais de uma ocasiao apos o gol invalidado do Ronaldinho, eh verdade… Terrivel quando um soi-disant jornalista age tao despudoradamente como um miope torcedor (pois so enxergando o que lhe convem na partida, no certame) e registra desta forma a sua particular versao da historia – quem alertara os futuros pesquisadores sobre o que se tornou a midia em nosso pais nestes primeiros anos do sec. XXI?

    (Claro que bem posso imaginar como foi o tom dos “programas esportivos” de fim de noite de ontem.)

    Como o inconfesso mentor de tantos “jornalistas” nativos afirmou certa vez, “uma mentira repetida mil vezes…” Ate quando???

    Nao eh possivel que o Clube continue a, fidalgamente, nao reagir ao massacre midiatico a que somos submetidos nos ultimos tempos! Em nome da instituição FFC – que tanto amamos – façamos a nossa parte: insurjamo-nos!

    Boicote ja! Nao financie quem financia a mentira!

    ST!

  7. Bela analise do jogo.Quanto ao papel que a imprensa tem feito em fomentar em fanáticos(que como tal não usam a razão)é de uma postura que me parece no minimo incoerente,já que é a mesma que pede a paz nos estádios,e quando ficam boa parte de seus espaços falando sobre arbitragem e favorecimento ao Fluminense,parece mais uma atitude fascista.
    Mais uma vez reafirmo que apesar da insatisfação alheia seremos campeões.
    Abraço e Saudações tricolores!

  8. Prezado Claudio,

    A sua torcida é covarde porque tenta se escorar na imprensa para tentar levar na marra um título que não ganha a 41 anos.

    Sua torcida é medíocre porque com o time jogando bem demais no jogo preferiu ficar chorando uma roubalheira que não existe.

    Torcida medíocre e provinciana.

    Vá chorar na cama que é lugar quente.

    Ficarão mais 41 anos sem título, por que não o merecem!

    1. Marcus Vinicius, como está?

      Rapaz, não confunda as coisas.

      Toda torcida, TODA, é chorona.

      Acho interessante, por exemplo, flamenguistas chamando botafoguenses de chorões.

      Quando o urubu foi eliminado pelo Ceará na Copa do Brasil, com um suposto erro de arbitragem, o Renato Maurício Prado, no “redação sportv” deu um chilique.

      Quando o Brasil perdeu para a Itália em 82, ficaram inventando um “dopping” do Paolo Rossi.

      Quando o Flu foi rebaixado (acho que em 96, NÃO TENHO CERTEZA), o Gérson, o canhotinha, em um programa na BAND, quase chorando, disse os seguinte: “não tem que virar a mesa, TEM QUE QUEBRAR A MESA”.

      Enfim, torcedor é emotivo.

      Essa torcida que você chama de medíocre é muito mais presente que a do Flu, por exemplo (COM TODO O RESPEITO A ESTE ESPAÇO TRICOLOR, QUE RESPEITO MUITO). Pegue aí a média histórica de público e verá que, ao menos dentro do estádio, é muito mais vibrante e atuante que a do Flu. E isso na torcida por um time sem títulos NACIONAIS há mais de 40 anos.

      Acredite, é uma torcida admirável. É o que dá mais orgulho e sentido em torcer para o Galo.

      Então, sério, não confunda as coisas. Caso contrário, você estará fazendo o mesmo tipo de sensacionalismo que andam fazendo os “miltons neves” da vida…

      1. Paulo responde: prezado Cláudio, você teve garbosamente a oportunidade de réplica e tréplica a respeito do tema – já esclarecido antes como de caráter pontual -, tendo sido muito bem-vindo.

        Receber um neoatleticano aqui é salutar. Entretanto, tanto eu quanto Marcus Vinicius Caldeira fizemos considerações pontuais em texto e no programa de debates Panorama Tricolor/ FluNews a respeito.

        Reitero meu ponto de vista sobre o papel absolutamente lamentável visto no Independência: em 34 anos ininterruptos acompanhando exclusivamente o Fluminense como torcedor, JAMAIS tinha visto uma torcida utilizar em si mesma as cores adversárias para uma manifestação que, sinceramente, beirou o ridículo, estimulada pela grande mídia que “comprou” a bandeira atleticana não pela grandeza peculiar e respeitável do Galo, mas sim por ser o principal concorrente do Fluminense no momento (trata-se de questão histórica que pode ser pormenorizada na Biblioteca Nacional).

        Quanto à vibração e atuação da torcida do Fluminense, sua opinião é completamente rechaçada por dados históricos. Basta pesquisar.

        O Fluminense sempre lotou o Maracanã; o Atlético, o Mineirão. Basta comparar as partidas em que os times já tiveram mais de cem mil torcedores presentes nas arquibancadas.

        Se você acha que a torcida do Fluminense não vibra e ocupa estádios, é seu direito. Mas neste espaço tal conceito é mofado pelos nossos cento e dez anos de história. E fica mais adequado você defender esse paradigma em sites atleticanos. Aqui é um site tricolor.

        Hoje, a torcida atleticana vai com muito mais ênfase exclsivamente pela carência das quatro décadas já mencionadas. Isso já aconteceu no Rio de Janeiro com o Botafogo e, em São Paulo, com o Corinthians. Se, um dia, o Atlético conquistar o título brasileiro – ou, ao menos, a Copa do Brasil – esse entusiasmo certamente vai diminuir até porque o torcedor atual tem outras oportunidades de acompanhar os jogos do que apenas no estádio. O frisson diminuirá. O Fluminense não passou por isso porque, em toda a sua trajetória, ficou no máximo 12 anos sem títulos nos anos 30, quando o futebol tinha outra dimensão.

        ST.

  9. Caro Cláudio,

    Estou muito bem!

    Estive aí em Belo Horizonte e vi a maior vergonha feita por uma torcida desde que eu acompanho futebol: e lá se vão 30 anos!

    Digo e repito: torcida medíocre, provinciana, carente e com complexo de inferioridade!

    E vão passar a vergonha de mais um ano mais os 41 anos já passados sem um título nacional!

    Sem mais!

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